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BRAILLE MUSIC

 

A audição é um dos sentidos mais preciosos para quem não enxerga. Através dela, os cegos obtém muitas informações sobre o ambiente à sua volta e podem, assim, estar em completa sintonia com o mundo em que vivem.

É notório o interesse de pessoas com deficiência visual pela música.

Isso não significa que os cegos sejam naturalmente dotados de talentos musicais.  A música é apenas uma atividade que privilegia a audição, e disso decorre o interesse de grande parte dos cegos por ela.

Logo, é preciso  que essa população tenha direito de acesso a uma formação musical qualificada!

Para tanto, é fundamental que seja garantido aos músicos cegos o direito de serem alfabetizados através da musicografia Braille.

Esse código foi criado há mais de 170 anos pelo próprio Louis Braille, inventor do sistema de escrita que leva seu nome.

A alfabetização musical propicia aos cegos a oportunidade de se apropriarem de diversos conceitos musicais importantes, e lhes confere autonomia para terem contato com um vasto repertório de partituras já transcritas para o Braille.

No Brasil, infelizmente, os espaços de formação musical para pessoas com deficiência visual ainda são escassos, e são poucos os que se dedicam ao estudo da notação concebida para uso dos cegos.

Esta página tem por objetivo fomentar as discussões sobre o ensino de música para pessoas com deficiência visual, priorizando-se sobretudo aspectos relativos ao código musical em braille

Ela pretende ser um espaço de interação e partilha, em que se congregue uma diversidade de experiências e de histórias de vida.

Ela está sendo criada como parte de minha pesquisa de Doutorado. Esse trabalho acadêmico, por sua vez, foi motivado pela minha própria vivência com a Musicografia Braille, visto que eu, por ter uma deficiência visual total e congênita, sempre estudei música por esse método.

Espero poder contribuir com o avanço do conhecimento acerca desse código e, assim, poder propiciar a muitas pessoas a alegria de serem bons músicos e de estarem aptos a atuar satisfatoriamente nessa profissão.

Fabiana Bonilha