A
UNIÃO VENTUROSA
.
(1)
DRAMA COM MU
SICA
PARA SE REPRESENTAR NO REAL THEATRO
DO
RIO DE JANEIRO
NO

FAUSTISSIMO DIA DOS ANNOS
DE
SUA ALTEZA REAL
O
PRINCIPE REGENTE
NOSSO SENHOR
OFFERECIDO
POR
ANTONIO BRESSANE LEITE.
NA IMPRESSÃO REGIA.
1811.
Com Licença de S. A. R


ATORES

América - Joaquina Lapinha
Gênio Lusitano - Maria Cândida
Gênio Americano - Francisca de Assis
Tempo - Antônio Ferreira da Silva
1º Capo do Coro - Luiz Ignácio
2º Capo do Coro - Gerardo Igacio [sic] - ambos músicos da Capela de S. A. R.
Coro de Americanos

Americanos que acompanham a América e que não falam.

MUTAÇÕES DAS CENAS.

1. Vista de montanhas, planície com bosque.
2. Templo da Memória.

As cenas, máquinas, decoração, e modelos dos vestuários é [sic] tudo da invenção de Manoel da Costa, pintor e arquiteto do mesmo teatro.

O vestuário é de João Correa, alfaiate do dito.

A música é de Fortunato Maziotti, compositor da câmera e capela do PRÍNCIPE REGENTE N. S.

Autor do drama: Antônio Bressane Leite.


AO PRÍNCIPE REGENTE NOSSO SENHOR.

DEDICATÓRIA.

Eu sou luso, Senhor, leal quais foram
Meu honrados avós, guardo no peito
O puro amor e fé que eles juraram,
E que eu jurei também ao luso sólio.
No mesmo berço em que eles me embalaram,
Por ilustres virtudes bafejado,
Desvelado embalei meus filhos caros;
E apenas divisei seus tenros braços,
Capazes de brandir a nobre espada,
Ufano os conduzi de Marte ao campo,
Onde à frente das filas lusitanas,
Tocando as quinas, empunhando o ferro,
Com os olhos no céu, ao céu juraram
Constantes dar a vida, dar o sangue
À cara pátria, ao Rei e ao Ser Superno.
Oxalá que o seu sangue o preço fosse
Da vitória com que os céus enchessem
De padrões imortais o vosso império.
Enquanto ternos ais Lísia saudosa
Despida de seu fausto aos céus mandava,
E sobre férreo trono o vil engano
De leis cruentas lhe manchava os lares;
Enquanto os caros lusos desarmados,
Ao som dos duros ferros que arrastavam,
Juravam sobre as aras da constância
Dar a vida por Vós, salvar a pátria;
Eu sempre proclamei, por via oculta,
Vedada aos olhos dos cruéis tiranos
De mostrar não perdia um só momento
O sagrado dever dum luso honrado,
Té que raiou nos nossos horizontes
O dia desejado e de mais glória,
Que tem enobrecido os lusos fastos.
Heróis britanos, que escolheu Mavorte,
Modelos de valor e de amizade
Nossas duras cadeias despedaçam.
Sobre as torres de Lísia libertada
Com que glória tremulam as sacras quinas!
Sobre as asas de amor enchia os ares
O vosso nome em turbilhões de vivas;
Então eu fiz subir à lusa cena,
Em nobres cantos, gratos elogios
À bravura das três nações unidas.
Hoje, Senhor, que o meu feliz destino
Me arrojou venturoso às plantas vossas,
E que é chegado o dia, o grande dia,
Em que por nosso bem baixaste ao mundo,
Por lei do meu amor teci o drama,
Que humilde vos of'reço; a minha musa
De todo me deixou, mal viu a empresa
De pertender cantar tão alto assunto,
Que só o louro deus cantar devera;
Roubou-me o estro, natureza e arte
Só me deixou o amor, que é quem me inspira.
A mão benigna de varão ilustre,
Honrado e sábio que vos ama tanto,
Que dirige e regula o fausto augusto,
Com que zeloso abrilhantais as aras,
Donde sobem os puros sacrifícios,
Com vossos votos, a entrar no seio
Do grande rei dos reis que impera em tudo;
Foi quem a fronte me c'roou de glórias,
Quando, Senhor, de Vós obteve a graça
De eu poder elevar meu pobre drama,
Rasteiro e pobre em tudo, às plantas vossas.
Nele quero, Senhor, mostrar ao mundo
Quanto os vassalos vossos vos adoram.
Nas puras aras do amor mais puro,
Quanto Vós os amais, terno e benigno;
Que vos amam leais, porque são gratos,
Que vós os adorais porque sois justo.
Se o céu me conceder que um só momento
Vos agrade, Senhor, dê a ventura
Quanto dar pode a seus adoradores,
Que eu mais não quero para ser ditoso.


ATO ÚNICO

CENA I.

Vista de montanhas pelas quais vêm descendo os americanos em admiração dos prodígios que observam; e ao som do retornelo [sic] dão volta ao teatro, que representa uma vasta campina. Coro concertante com as duas principais pessoas do dito coro.

CORO.

  Dizei-nos, ó céus, que nume,
Para vencer nosso fado,
Deixando o sólio estrelado
Vem entre nós habitar.

1º Capo.

No terno canto
Da turba alada,

2º Capo.

Nos doces risos
Da madrugada,

Os dous.

Meiga alegria
Tão almo dia
Vem bafejar.

CORO.

Dizei-nos, ó céus, que nume,
Para vencer nosso fado
Deixando o sólio estrelado
Vem entre nós habitar.

1º Capo.

Em novos quadros

2º Capo.

Rindo a natura,

Os dous.

Nossa ventura
Nos vem mostrar.

CORO.

Dizei-nos, ó céus, que nume,
Para vencer nosso fado
Deixando o sólio estrelado
Vem entre nós habitar.

Descem os dous gênios em um grupo de nuvens e cantam o seguinte:

DUETO.

Gênio Lusitano.

O tempo, que os bronzes come

Gênio Americano.

De quem quanto existe pende

Ambos.

A cadeia, que nos prende,
Jamais poderá quebrar.


Gênio Lusitano.

Oh que união tão ditosa!

Gênio Americano.

Oh que glória! Que ventura!

Ambos.

Sinto num mar de ternura
Meu coração palpitar.

Gênio Americano.

Mensageiro do deus que os bons premeia [sic]
Baixamos sobre vós, povos ditosos.
Eu sou o sacro Gênio, a quem foi dada
A glória de reger vossos destinos.
Sim, povos do Brasil, vós que noutra ora,
A cerviz inclinando a negras aras,
Só cumpríeis as leis que vos ditavam
Do báratro horrendo as ígneas Fúrias;
Que a par das feras por incultas brenhas
(Menos feras que vós) em sangue humano
Tingíeis da ignorância os grilhões duros,
Enquanto pelos cumes de altas serras
Não vistes tremular as lusas quinas;
E por lusos heróis que eternos vivem
Da memória imortal no templo eterno
Em honra ao céu, ao rei e à fé sagrada
Calcando p'rigos, afrontando a morte,
Vencendo de Netuno a fúria brava,
Nos vossos lares, venturosos lares,
Deram ao grande deus cultos sagrados.
Sabei, ó povos, com que glória o digo!
Que por lei que firmara a mão do eterno,
Na glória que gozais sois mais ditosos,
De quantos hoje habitam o vasto globo.
Sois de tanta ventura devedores
Ao Gênio tutelar do luso império.

Gênio Lusitano.

Amados lusos meus, tão alto nome
Hoje vos manda dar o céu sagrado;
Eis o prêmio do amor com que nos braços
Constantes sustentais o augusto trono
Do invito JOÃO, o terno, o justo.
Tanto deveis ao gênio que no berço
Em suaves chuveiros copiosos
Vos influíra ufano o amor mais puro
À pátria, ao trono, à lei e ao deus eterno.
As ciências e as artes que em vós moram
Têm enchido de pasmo o mundo inteiro.
Na Atenas lusitana vossos nomes
Em eternos padrões estão gravados.
Vosso valor nos campos de Mavorte
C'roado se acha de imurcháveis louros.
Cumpre a grandes virtudes, grande prêmio;
O céu vos premiou, o céu é justo.
O grande rei dos reis que os reis exalta,
Que abate cetros e que eleva tronos,
Esgota os cofres do poder imenso,
Do refulgente sólio vos envia
Nas asas níveas dum sorriso brando
O PRÍNCIPE, que rege o luso império,
O PRÍNCIPE melhor que há tido o mundo

Todos.

Que prêmio! Que ventura! Que sob'rano!

Gênio Americano.

O Tito lusitano, que separa
O instante infeliz dos que respira,
Em que com mão piedosa não arranca
Das garras da indigência um desgraçado;
O nosso caro amor, JOÃO excelso
Neste dia feliz, que o céu bafeja
Em que os olhos abriu à luz do dia,
Atento ao nosso bem ao empíreo manda
Amantes preces, que o amor lhe inspira.
Em retos turbilhões os astros cortam,
Rompem os espaços, pelo céu se entranham,
Eis chegam ao coração do nume eterno,
Que do sólio estrelado ufano ordena;
Que ao império, que a Afonso fora dado,
Que em tempo algum jamais será vencido,
Se una de uma vez em laço estreito
Da América feliz o império novo;
Que os dous impérios sejam um só império,
Que os dous Gênios se unam num só Gênio,
Que um só laurel lhe adorne as altas frontes.

Todos.

Oh que união feliz! Oh que ventura!

Gênio Lusitano.

Enquanto sobre as asas refulgentes
De amorosas canções, de ternos hinos,
Pomos os corações agradecidos;
Digamos com a fé mais excessiva
O PRÍNCIPE REGENTE

Todos.

Viva, viva.

Ao som do retornelo faz o coro duas alas no meio do teatro, ficando os dous Gênios na frente, que com mãos e rostos levantados ao céu cantam o seguinte

HINO concertante com o coro.

A DUO.

  Recebei, ó sacro nume,
Votos de amor e amizade;
Conservai-nos por piedade
Dos bons reis o rei melhor.

  Como os vassalos o amam
Ama os vassalos que rege,
Piedoso nume, protege
Um PRÍNCIPE todo amor.

CORO.

  Conservai-nos por piedade
O PRÍNCIPE, o nosso amor.

A DUO.

  Os degraus do luso trono,
Por virtudes sustentado
Beije o monstro agrilhoado,
Que é do mundo usurpador.

CORO.

  Conservai-nos por piedade
O PRÍNCIPE, o nosso amor.

CENA II.

Sai a América em um carro majestoso puxado por americanos; o coro e os Gênios a vão receber e, descendo do carro, diz

América.

A ninguém mais do que eu, Gênios divinos,
Pertence a alta glória deste dia,
Dia, que o deus imenso consagrara
Ao maior dos mortais, ao nosso Augusto,
Para nele unir meu vasto império
Em laços ternos ao império luso.
Quanto aos lusos heróis sou devedora,
Que sem temer a morte, em frágeis lenhos,
Por mares até ali jamais trilhados,
Tocando o abismo, topetando os astros,
Arrostando o furor de ímpias procelas,
Sem pavor os meus lares penetrando,
Ao facho aceso da razão divina
Das trevas da ignorância me arrancaram!
Quanto sou devedora aos reis augustos,
Que com mão majestosa abrilhantaram
A régia c'roa que me adorna a fronte!
Quanto devo ao JOÃO, ao digno neto
De tão altos avós, herói quais eles!
A cada instante as vestes me enriquece,
As magnas vestes que vaidosa estendo
Por meus vastos limites, que resistem
Ao choque horrendo de empolados mares.
Que glória! Filhos meus, já somos lusos.
Cumpre-nos defender o luso sólio;
Eu à frente de vós marcho vaidosa,
No peito levo o amor, no braço o alfanje.
Ou vencer, ou morrer, filhos amados,
Sem brio, sem valor a vida é nada.
Baqueie de uma vez no Averno horrendo
O monstro enganador que assola o mundo.

ÁRIA. Concertante.

  Ao campo, filhos, às armas,
O clarim nos chama à glória;
Prezo o carro da vitória
Morda os grilhões o traidor.

  Defendei, ó sacro nume,
Deus potente, defendei
O nosso adorado rei,
O nosso amado senhor.

  Caia por terra o pérfido
Exangue o monstro estale,
Seja o ai final que exale
Troféu de luso valor.

CORO.

  Defendei, ó sacro nume,
O nosso amado senhor.

América.

  Caia por terra o pérfido
Exangue o monstro estale,
Seja o ai final que exale
Troféu de luso valor.

Gênio Lusitano.

Atento a tanto valor, virtudes tantas,
Que com glória do céu, prazer do mundo
Fervem nas vossas almas venturosas;
Pelo poder da minha divindade
Quero mostrar-vos da memória o templo.

CENA IV.

Sai o Tempo.

América.

Mas que Gênio fatal de aspecto feio
Para nós se encaminha! Eu gelo e tremo!

Tempo.

América feliz, Gênios sagrados,
Vós povo o mais feliz, de quantos rendem
Infalível tributo ao meu império;
Sabei que o Tempo eu sou, que aos feros golpes
De meu ferro fatal ninguém resiste,
Que do cedro robusto a coma abato,
Que levo às nuvens o mimoso arbusto,
Que altas serras reduzo a fundos vales,
Que das planícies formo erguidos montes,
Que os colossos, pirâmides, os muros,
Os templos, obeliscos; tudo, tudo
De uma vez acabei, deixando apenas
A memória aos mortais de que existiram.
Hoje por lei do céu, oh lei! oh glória!
Paro (o que nunca fiz) no veloz giro,
E cheio de prazer, nadando em glórias
Venho a cumprir a lei do Céu Supremo,
Curvado com o peso das virtudes
Geradas de JOÃO no terno peito;
Neste dia maior dos dias todos,
Que ao seu feliz natal é consagrado,
Ufano as coloquei no eterno templo.
Semideuses, heróis vêm recebê-las,
Pasmam os grandes avós, os heróis pasmam
E num mar de alegria, arfando em glórias,
Alçando as mãos ao céu; ternos inundam
Do pranto mais gostoso as cãs honradas,
Tendo-lhes tributado incensos puros,
Vão com elas em mil festões pendentes
Adornar-lhe o espaldar do etéreo sólio.
Cumprida a lei está, aos pés do Augusto
Já os grilhões quebrei, grilhões qu' atavam
Seus impérios ao meu terrível carro,
Que unidos hoje nos mais doces laços,
Livres do meu furor já são eternos.
Gozai em doce paz as altas glórias
Do dia dado ao semideus dos lusos
Com que do empíreo a mão do Onipotente
Adorna as vossas frentes venturosas.
Desta sorte premeia [sic] o Ser Supremo
Os vassalos modelo dos vassalos,
Ó PRÍNCIPE que é dos reis modelo.
Esse monstro a quem nutre sangue humano,
Que só à vil traição levanta altares,
Que unido às fúrias do Averno horrendo
Quer afogar em sangue o vasto globo;
Esse gigante enorme, que parece
Quer escalar o céu, calcar os astros;
Vosso escravo será, de JOÃO invicto,
O carro há de puxar, baixando a fronte
De venenosas serpes coroada;
Té que aos golpes de meu tremendo ferro,
Caia o tirano sobre o orco escuro,
E o nome do cruel seja lançado
Sobre as aras fatais do esquecimento.
Gozai a doce paz à fresca sombra
Das virtudes, que o sólio lhe sustentam.
Eu me aparto de vós, cortando os ares
Vou meu giro formar de estragos cheio.
Porém que sinto, oh céus! Que mão divina
Me prende as asas e me tolhe o vôo?
Três vezes me equilibro, mas três vezes
As frouxas asas sacudir não posso!
Que fera, justo céu !... mas já compreendo
Ampleia [sic] a lei o deus que a lei ditara;
Manda o Supremo Ser que neste dia
Não se escute gemer um desgraçado,
Que hoje o mundo todo em paz repouse
Sem sofrer do meu jugo o peso enorme.

América.

Vamos, ó filhos meus, em ternos hinos
Seu nome colocar além dos astros.

CENA ÚLTIMA.

Templo da Memória ornado de estátuas de heróis, e no fundo um erguido trono sustentado pelas virtudes, no qual se verá o retrato do PRÍNCIPE, que sustentam a Fé e o Amor; dous gênios em um grupo mais elevado seguram um laurel que coroa o retrato; todo o trono e os ditos ornatos hão de ser transparentes e iluminados; esta mutação se fará ao som de uma estrepitosa sinfonia, que acompanhará o coro seguinte.

CORO.

  Ah! quantas glórias
O empíreo encerra,
Hoje na terra
Vemos brilhar.

Gênio Lusitano.

Este o templo imortal que habitam os numes,
Onde o grande JOÃO tem trono eterno.

Gênio Americano.

Quanto aos etéreos lares se assemelha!

Tempo.

Sobre as aras do Amor e da Ternura
Já a fouce me cai da mão rugosa.
Oh virtudes! Oh Deus! Oh lei! Oh glória!
Vamos, povo feliz, de puros votos
Adornar-lhe os degraus do trono excelso.

América.

Que glória! Que prazer! Vamos, ó filhos,
Tributar-lhe odoríferos perfumes,
E sobre as asas de canções sonoras
Render-lhe os corações de amor nutridos.

Marcham o Tempo, os Gênios e a América de mãos dadas, seguidos do povo em duas alas, tudo ao som de sinfonia, e, depois de se prostarem junto ao trono, canta a América com os dous Gênios o seguinte

TERCETO.

América.

  Soberba penso ser nume,
Mal que tocam os lábios meus
O trono do semideus
Nosso augusto tutelar.

  Meu coração
Num doce efeito,
Sinto no peito
A palpitar.

Gênio Lusitano.

  A glória que me enche a alma
Eu não posso explicar.

Gênio Americano.

  Em êxtases amorosos
Me sinto ao céu elevar.

Os três.

  Meu coração
Num doce efeito,
Sinto no peito
A palpitar.

Gênio Lusitano.

  Oh que glória! Oh que prazer!

Gênio Americano.

  Que terno bem! Que ventura!


América.

  Doce pranto de ternura
Vem minhas faces banhar.

Os três.

  Meu coração
Num doce efeito,
Sinto no peito
A palpitar.

Tempo.

Nas vossas glórias, que me tocam tanto,
Gritemos, lusos meus, as nossas vozes
Retumbem nas abóbadas celestes;
Viva o mimo do céu que o céu bafeja,
De quem a nossa glória se deriva,
Viva o PRÍNCIPE excelso.

Todos.

        Viva, viva.

CORO ÚLTIMO.

  Viva, viva o nosso Augusto,
Goze do céu os tesouros,
Repouse à sombra dos louros
Nos ternos braços da paz.

Os dous Capos.

  Para ser, oh céus! Eterno,
Isento da morte infida
Conte os instantes de vida
Pelos ditosos que faz.

CORO ÚLTIMO.

  Viva, viva o nosso Augusto,
Goze do céu os tesouros,
Repouse à sombra dos louros
Nos ternos braços da paz.

FIM.


NOTAS

(1) . Esta edição baseia-se nos exemplares da Biblioteca do Conservatório de Santa Cecília, Roma, Coleção Carvalhaes, e do IEB-USP . A ortografia foi modernizada e a pontuação atualizada; abolimos o uso de maiúsculas para os substantivos comuns. Edição em HTML de  Paulo Mugayar Kühl . Projeto financiado pela FAPESP.

  11-Dec-2002