APRENDER O QUE NÃO SABIA E PRECISAVA SABER
PROGRAMA DE DOUTORADO DA UNICAMP - ÁREA DE MULTIMEIOS - INSTITUTO DE ARTES
ORIENTADOR: PROF. Dr. JOSÉ ARMANDO VALENTE
AUTOR : PROF. EDUARDO COELHO
O presente relato refere-se à descrição sobre o processo de aprendizagem a que o autor se propôs a fazer sobre o Programa Power Point e seus aplicativos em apresentações em multimídia.
Faz parte do conjunto de metas do Curso de Pós-Graduação em Multimeios do Instituto de Artes da UNICAMP, propostas pelo Prof. Dr. José Armando Valente, Orientador do autor e responsável pela disciplina EM 540, Multimeios e Educação.
O autor elaborou um produto final de seu estudo e reproduz, neste documento, os caminhos de sua aprendizagem e sua percepção acerca das pesquisas realizadas e da elaboração da apresentação, procurando avaliar se a forma como construiu seus novos conhecimentos são compatíveis com suas preferências de aprendizagem, reveladas com a aplicação do questionário da colega de Curso Lia Cavelucci.
O Aluno se propôs a realizar estudos sobre o software Power Point, da Microsoft, com o objetivo de utilizar suas potencialidades, a fim de enriquecer uma apresentação de palestra acadêmica.
A finalidade foi a de criar uma palestra real sobre o "Planejamento e Gestão da Universidade em Tempo de Mudanças", a ser apresentada a gestores da Universidade Federal da Paraíba, Cursos da área da saúde e a gestores das Universidades da região Norte-Nordeste.
O autor sempre desenvolveu de forma autodidata suas palestras, utilizando-se do aplicativo "Power Point", mas limitando-as a textos e a modelos de apresentação da própria Microsoft, sem introduzir movimentos de tela, animações ou acrescentar cores trabalhadas, figuras, fotos, filmes, ClipArts, sons ou músicas de fundo.
Considera que o conteúdo é extremamente importante mas que não responde a todas as expectativas dos interlocutores, exigentes quanto à qualidade da apresentação em todos os aspectos, sobretudo na era da cibercultura.
Por essa razão, colocou como objetivo estudar o software em profundidade suficiente para ampliar seus conhecimentos e produzir uma peça com qualidade de conteúdo e de beleza plástica, atratividade e dinâmica.
Além de objetivar a criação de um produto real a ser apresentado, desejou aprofundar seus conhecimentos no manuseio do citado programa e avaliar como os novos conhecimentos foram adquiridos, em consonância com as diversas fontes de leitura, pesquisa e execução de ações.
Foram usadas as seguintes fontes de aprendizagem e meios disponíveis:
O autor observa que o tutoriais do CCUEC e do Terra do Nunca 3 foram localizados por pesquisa direta no site de busca do Google (www.google.com.br) e os demais foram obtidos por pesquisa no mesmo site de busca, em pesquisa mais ampla.
O autor procurou, em primeiro lugar, verificar se a configuração de seu computador atenderia à configuração mínima exigida para a implantação de sons, músicas, imagens, etc, o que se confirmou.
Em segundo lugar, através de download realizado junto ao site da Microsoft (www.microsoft.com), o autor atualizou seu Power Point 98 para a versão Power Point Viewer, Versão 2 (2.789 Kb), de 03/01/2.003, adaptado para PP 97, 2.000 e 2.002 Users, que apresenta maiores potencialidades.
O autor buscou atualizar seus estudos anteriores, para fixar a implantação das animações, sons, imagens e músicas de forma mais direta, relembrando as potencialidades do aplicativo que já dominava antes.
Criou um novo diretório, para colocar o texto da apresentação e um conjunto de imagens, sons, músicas, Cliparts, para concentrar a busca e evitar dispersão na montagem dos slides. Essa atitude seguiu dica do site "terra do nunca 3", uma vez que, via de regra, puxamos cada coisa para uma área diferente e depois nos esquecemos onde as colocamos e prejudicamos seu uso posterior.
O autor aprendeu a selecionar cores e fundos de slides adaptados ao tipo de reunião (pouca ou muita luz, pouco ou muito espaço para a apresentação, visando melhor definição).
Além disso aprendeu que o meio de apresentação não precisa ser necessariamente o "Data Show", conforme o ambiente, o número de pessoas presentes, se se tratar de uma palestra convencional ou de colóquio contendo número menor de pessoas, com objetivo de gestão e não só de comunicação.
Nos casos de reunião, a recomendação é a apresentação em televisor, mediante a colocação de placa "Vídeo Blaster", conectada ao microcomputador e anexação do cabo à porta de trás do televisor na conexão RGB.
Procurou, tanto quanto possível, um percurso autodidata, sem nenhuma arrogância, mas com o intento de verificar até que ponto se pode aprender a fazer as animações sem auxílio direto de pessoas, senão dos tutoriais à distância. Antes de completar o produto do estudo, buscou auxílio junto a pessoas, para complementar seus estudos.
Selecionou, entre os materiais encontrados, os que melhor responderiam aos objetivos do trabalho proposto. O que mais se aproximou e realmente colaborou foi a monografia de Adilson J. Magossi, muito acessível e navegável, também repleta de recursos a serem aplicados. Trata-se de ajuda efetiva para quem não é da área de Informática e precisa conhecer as potencialidades e aplicá-las sem um nível sofisticado extremo.
Este tutorial ensina a inserir e animar imagens, inserir e animar textos, inserir músicas, programar intervalos de animações e efeitos sonoros, apresentando, além disso respostas a dúvidas e esclarecimentos, abordando algo importante que é o peso dos arquivos usados, que prejudica as apresentações.
As páginas foram imprimidas para facilitar a realização dos exercícios, de modo a utilizar os textos, as recomendações para efetuar os exercícios de forma coordenada e fixar os conceitos e a lógica da aplicação.
À medida em que os efeitos eram aplicados, o autor salvava cada slide no Diretório específico criado para tal fim.
O Tutorial do CCUEC apenas apresenta, em 15 páginas, as barras de ferramentas e os indicativos de botões a serem usados, sem uma explicação mais prática e didática, não se constituindo um passo a passo útil.
O Livro citado aborda todos os tópicos, realiza poucos exercícios, mas já representa um bom auxílio, mesmo que exija pesquisa complementar. Via de regra tutoriais e softwares aplicativos não esgotam todas as potencialidades da ferramenta.
O CD ROM é bom, mostra como manipular o software, sem esgotar as lições para domínio dos efeitos que o autor queria dominar melhor. Para quem quer usar o aplicativo, mesmo que sem sofisticação, as explicações são muito úteis.
Na montagem da apresentação, o autor procurou utilizar tanto os modelos propostos pelo software (modelo de estrutura) como as apresentações em branco, que não limitam o autor a padrões pré-definidos (assistente de conteúdo, que propõe caminhos de criação ao usuário ou apresentação totalmente em branco).
É claro que os modelos limitam a criatividade, mas ocorre que apresentadores não profissionais da criação artística têm maior dificuldade para criar slides mestres, que não devem ter apenas fundo de cores e texturas disponíveis no software, como também formas de fundo que dão identidade única ao slide.
Se a escolha recai sobre os modelos prontos, deve ser escolhido o modelo adaptado ao tipo de palestra (gestão, negócios, informações, marketing, finanças, planejamento estratégico, seminário, etc).
O material de divulgação também abre oportunidades para imprimir em tela, em slides, folhetos, transparências para retro-projetor.
O autor aprendeu também a inserir gráficos, adicionar cores, texturas, molduras de fotos, a transferir fotos, imagens, usar cliparts e a colocar esses recursos em local e posição desejada no slide da apresentação.
Foi também possível aprender a classificar os slides, a visualizar e executar a apresentação, escolhendo e alterando a posição dos slides (classificação).
Concentrou os estudos e a aplicação prática aos efeitos especiais, que eram o foco central do trabalho.
Criou os slides sem movimento, só com texto, e passou a inserir as imagens, fotos, sons, animações, animando os textos, criando o movimento que faltava às suas apresentações anteriores.
Procurou, em primeiro lugar, a seguir o texto tutorial, para depois deixar o texto de lado e imprimir a lógica apreendida.
Isso valeu para cada efeito novo aprendido: som de música, som de ingresso de palavras ou imagens, inserção de gráficos, inserção de planilhas, etc. Entendeu que essa é a única forma de aprender de fato, fazendo.
Quando você faz uma apresentação de slides, o conteúdo deve ser o foco central de atenção da sua platéia. Embora você possa utilizar algumas ferramentas, como animações e transições, para enfatizar os tópicos que serão apresentados, a atenção do público não deve ser desviada para esses efeitos especiais.
Geralmente, o público lê da esquerda para a direita. Com isso, você pode projetar os slides animados de modo que os tópicos deslizem para a direita. Para enfatizar um tópico específico, você pode fazer com que ele deslize para a esquerda. Essa alteração vai chamar a atenção do público, destacando o tópico.
O mesmo princípio aplica-se ao som. Uma música ou som ocasional durante uma transição ou animação concentra a atenção do público na apresentação de slides. No entanto, o uso freqüente de efeitos sonoros pode desviar a atenção dos tópicos principais.
O ritmo da apresentação também afeta a reação do público. Um ritmo muito rápido cansa o público, enquanto um ritmo lento deixa as pessoas sonolentas. Você pode usar os recursos do PowerPoint para testar o ritmo, o tempo que levará para apresentar todos os seus slides, antes de fazer a sua apresentação.
Ao testar, você pode, também, verificar o impacto visual dos slides. Uma quantidade excessiva de palavras ou figuras pode poluir o slide, distrair o público. Se achar que está usando muito texto, transforme um slide em dois ou três, aproveitando para aumentar o tamanho da fonte.
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23/04/2001 - 18h33
Pergunta:
Gostaria de saber como colocar fundo musical nos slides do PowerPoint.
Folha Online:
O PowerPoint, programa de apresentações da Microsoft, permite que você insira sons em suas apresentações de quatro formas diferentes. Todas estão disponíveis no menu Inserir, item Filmes e sons.
Na primeira delas, você pode selecionar um clip de som do Gallery, programa de clipart da Microsoft que acompanha as versões mais recentes do Office e tem alguns (poucos) arquivos de som interessantes.
Você também pode incluir um som que tenha gravado no disco rígido, seja ele um arquivo WAV ou até MP3. Outra boa opção é deixar um CD inserido no drive e selecionar as faixas que você deseja tocar. Também é possível gravar um som, para que ele seja reproduzido mais tarde.
Em todos os casos, o PowerPoint exibe caixas de diálogo para que você selecione as músicas que quer tocar.
Assim que você seleciona o arquivo, aparece um ícone correspondente no centro da apresentação. Você pode movê-lo para o canto da página, para que ele não atrapalhe seu slide, e também apagá-lo com a tecla Del, caso não queira mais a trilha sonora em sua apresentação.
Depois que o ícone aparece, o PowerPoint pergunta se você quer que a música comece a tocar automaticamente, assim que a apresentação é aberta, ou se você prefere clicar sobre o ícone para que o som comece a ser reproduzido.
Basta selecionar a opção desejada e pronto. Seus slides já têm trilha sonora! :-)
Um outro exemplo de tutorial é o de de Zilnê Godoy, formatado e adaptado por Romy Bastos, como a seguir se apresenta:
1- Como fazer PPS
1 – Abra o Power Point e escolha a opção "Apresentação em branco".
Aparecerão opções para o slide; escolha o quadradinho em branco.
2 – Primeiro vamos "colorir" o fundo. Que poderá ser feito de várias maneiras.
Pode ser em Formatar/Segundo Plano, escolhendo a cor e clicando em Aplicar. Use, se quiser, as opções de Efeitos de preenchimento, na mesma oportunidade.
Uma outra maneira fácil é assim:
Clique no desenho de um quadradinho na barra inferior e clique em seguida na folha em branco da apresentação. Vai aparecer um quadrado verde. Arraste com o mouse, pelos cantos, para cobrir todo o papel em branco.
Em seguida procure um baldinho, na mesma barra inferior e clique na flechinha ao lado.
Vai abrir uma janela com várias opções de fundo.
Em Efeitos de Preenchimento escolha como quer fazer o preenchimento, pesquise, vá clicando em tudo e escolha o que quer fazer.
Use gradiente, ou textura, ou padrão, mude cor, sentido etc...
Depois de escolhido clique em OK.
Ao clicar Ok, o que foi escolhido aparece na folha .
3 – Agora vamos aprender a copiar e colar para as folhas que for usar.
Pode colar todas iguais, mas se depois quiser trocar as cores, pode trocar.
Pense primeiro em quantas folhas vai querer usar, embora possa aumentar o número delas posteriormente.
Embaixo, onde você clicou na folhinha em branco, ao lado estão quatro folhinhas. Clique lá. Vai aparecer uma nova janela com um quadradinho já com o fundo escolhido.
Lá em cima, na barra, ao lado da tesourinha há duas folhinhas (COPIAR) e ao lado uma prancheta com uma folhinha (COLAR).
Clique nas folhinhas e em seguida na prancheta (copiar e colar).
Repita quantas vezes for necessário, isto é quantas folhas vc quiser trabalhar.
Isto poder feito também indo em Editar e executando os comandos Copiar e Colar.
Clique na folhinha em branco na parte de baixo (em cima de desenhar)
Vão aparecer ao lado esquerdo da página, as folhinhas numeradas, uma em baixo da outra, que servirão de guia para poder chamá-las quando quiser.
4 – Agora vamos aprender a aplicar as gravuras que serão utilizadas no PPS.
Na barra superior vá em Inserir/Figura. Aparecerão alternativas de usar Clip-Arts, figuras do programa ou do Arquivo.
Usando esta última opção vc pode procurar suas figuras ou suas fotos nas suas pastas e escolher o que desejar.
6 – Escolha a figura e dê OK.
Pronto a figura já foi para a folha.
Ela deverá aparecer com uns quadradinhos em volta, que são a indicação de que está selecionada e portanto prontinha para ser manipulada com o mouse. Pode ser aumentada, diminuída ou movimentada. Para selecionar, é só clicar no centro da gravura. Para movimentar a gravura, clique no centro e arraste para onde quiser. Para diminuir ou aumentar, clique nos cantos.
Para que desapareçam os quadradinhos (desfazer a seleção) é só clicar fora da gravura.
Se quiser fazer uma moldura, selecione a imagem, clicando nela. Vá à barra inferior, do lado direito, ( ao lado do A sublinhado) e clique em ESTILO DA LINHA, onde você escolhe como quer a linha, clica e a moldura aparecerá.
Pode também usar a alternativa Formatar/Cores e linhas, desde que a figura esteja selecionada.
Verifica-se, neste tutorial, a prevalência total de texto, dificultando a aplicação para os que precisam de imagem para associar aos textos.
O produto final planejado atendeu às expectativas do aprendiz, conforme planejamento feito. Foi já incorporado ao ambiente TELEDUC, sem preocupação de concreta coerência com a apresentação, interessando apenas evidenciar a inserção das dinâmicas planejadas e aprendidas.
Ainda há muito que aprender sobre o software, pois suas potencialidades são enormes. Para os objetivos de uma apresentação acadêmica, a etapa conseguida satisfez o aprendiz, embora tenha consciência de que não tem conhecimentos suficientes para uma apresentação profissional completa.
O produto apresenta o conteúdo da palestra (em fase de conclusão), associado às animações, filmes, sons, músicas, fotos, cliparts, em seqüência automática. Mescla textos, imagens e sons, procurando equilibrar os aspectos textuais e imagéticos. O conteúdo revela uma preocupação sistêmica, holística, sobre o tema da palestra, sendo apresentado em tópicos hierarquizados de modo a clarificar os conceitos, idéias e propostas.
O produto encaminhado poderá ser aberto e avaliado pelos colegas e pelo orientador. Não está organizado como na palestra, uma vez que a apresentação será feita sob a forma de debate, o que não permite a prévia definição dos intervalos entre os slides e nem sua automação, em função do ritmo a ser definido conforme a dinâmica do encontro.
Uma das metas do Curso foi a de discutir textos sobre a detecção de preferências e estilos de aprendizagem, bem como instrumentos de pesquisa para categorizar os aprendizes em holísticos (preferem visão do todo sobre as partes de determinado conteúdo) ou analíticos (têm maior aprendizagem se abordam as partes e não somente o todo), textuais (preferem estudar textos, sem imagens associadas) ou imagéticos (têm facilidade em absorver conteúdos que exploram mais imagens que textos).
O autor foi submetido a questionários introduzidos como material de estudo e apoio pela colega Lia Cavellucci.
O resultado da aplicação levou a um equilíbrio entre todas essas categorias. Embora o autor nunca houvesse antes abordado essas preferências, refletiu sobre os resultados e assimilou tal enquadramento, justificando-o frente a diversas situações de aprendizagem. Também na condição de professor, o autor sempre procura associar distintas formas de ensino, associando textos e imagens, introduzindo os conceitos a partir de uma visão ampla, seguida de detalhes elucidativos e práticos.
Sob este enfoque o autor verificou e comentou, nos itens seguintes, como se deu sua aprendizagem.
O autor entende que seu desejo de se aprofundar no aplicativo Power Point tem origem holística, considerando sua necessidade de se capacitar a apresentar uma palestra dinâmica sobre um conteúdo amplo, no caso específico o "Planejamento e a Gestão da Universidade em tempos de Mudanças".
Isso talvez signifique que estava em mente a apresentação, pensada de forma global e não só em seus detalhes plásticos, que só se viabilizariam pela aprendizagem das técnicas para o enriquecimento da apresentação de suas partes.
Ocorre que, ao buscar superar suas deficiências, teve de se dedicar a suprir lacunas em sua aprendizagem anterior, que se constituem em partes do processo. Enquanto não conseguiu realizar cada parte, não se sentiu plenamente capaz.
Nesse particular o ensino "passo a passo" do tutorial ajudou muito, por responder concretamente à eliminação dessas deficiências.
Ao pensar sobre essa dualidade, o autor pressupõe buscar sempre o equilíbrio, seja na motivação do estudo, seja no seu percurso, seja na sua apresentação, dado que o conteúdo é pensado e introduzido com visão geral, mas sistematizado de forma analítica, pontual, seqüencial.
Quanto ao aspecto imagético x textual, o autor analisa dois momentos distintos:
O autor usou tutoriais "passo a passo", em sua maioria textuais, explicativos, seqüenciais, claros e didáticos. O que mais o ajudou é essencialmente textual. Ao imprimir os textos das páginas e buscar realizar as tarefas correspondentes no seu computador, com a realidade imagética das telas, no ambiente do programa Power Point, conseguiu assimilar as ações e executá-las diretamente na montagem dos slides da apresentação, de forma concomitante.
Essa atitude certamente pode ser interpretada como uma insatisfação com o texto puro e a necessidade de acoplá-lo às figuras, imagens, sons, filmes e ao lay out da tela, em condições reais.
Depois que havia quase concluído o produto, encontrou tutoriais que combinam texto e imagem (fotos com telas estáticas ou com telas dinâmicas, em que setas indicam o que fazer em cada situação, acompanhadas dos textos explicativos).
Embora tenha percebido o quanto teria sido mais fácil e rápido Ter aprendido através de tutorial misto, entendeu não ter sido prejudicado por ter compensado a limitação do texto com a geração concomitante dos slides, em si mesmo imagéticos.
Antes de se debruçar no estudo, o autor só elaborava apresentações textuais, ainda que esteticamente equilibradas. A necessidade de estudar melhor o programa certamente aflorou porque o texto desacompanhado de imagens e animações já não o satisfaziam.
Ao avaliar a apresentação o autor mostrou preferência pelos slides acompanhados de textos, imagens, sons, figuras, filmes, portanto equilibrados, o que reforçou sua insatisfação só com o texto.
Percebeu também que a inserção de imagens não buscou satisfazer somente seus alunos ou para revelar o produto de sua aprendizagem, mas para satisfazer a si mesmo, o que pode ser interpretado como uma busca do equilíbrio nas suas preferências de aprendizagem e ensino.
Esse balanceamento se evidencia na apresentação, na qual as imagens são sempre acompanhadas de textos, ainda que auto-explicativas.
O autor conclui que , tanto no que se refere à aprendizagem, como no que se relaciona ao produto final anexado ao TELEDUC, fica evidente o equilíbrio nas preferências de aprendizagem, realçando seu enquadramento nos resultados do questionário identificador dos estilos.
A potencialidade do Programa Power Point é muito superior aos desafios a que se propôs o autor. Considerando, no entanto, que o produto final satisfez as expectativas do aprendiz e seus objetivos iniciais, não foi necessário, neste momento, aprofundar os estudos, o que será feito na seqüência.
Uma vez atendidos os seus objetivos, o autor passou a refletir sobre quando considera ter aprendido determinado conteúdo.
Considera que aprende quando analisa o conteúdo, pratica as ações, reflete sobre elas e sobre seus resultados, sendo capaz de intuir, deduzir e extrapolar as novas informações a outras situações ou ações.
Em resumo, quando aplica os conceitos a situações novas, em distintos níveis de exigência, relativamente às ações iniciais, embora seja consciente de que o aprendiz sempre atua em níveis de conhecimento sempre insuficientes.
No caso em questão, o autor só considerou conhecer os níveis desejados de domínio da ferramenta quando pode organizar a apresentação contendo as inovações que considerava essenciais e motivaram o estudo.
A proposta de buscar aprender algo novo situa-se na dimensão do "aprender a aprender". O uso de distintas formas e fontes de estudo, sobre assunto eleito pelo aprendiz, traz motivação inerente ao estudo e permite elevação dos níveis de conhecimento, ao mesmo tempo que gera produto final do processo de aprendizagem e a necessária reflexão sobre as preferências de aprendizagem.
Este relatório complementar ao estudo permite avaliar como se deu o processo de aprendizagem, sob a ótica do autor, que pode ser criticamente verificada pela análise do produto incorporado ao ambiente TELEDUC.
A realização do produto é essencial para a concretização do estudo, para que o aprendiz possa saber se realmente logrou sucesso na construção de um conhecimento que necessitava apreender.
O conhecimento de estilos e preferências de aprendizagem passou a conscientizar o autor, seja na realização de seus estudos, como neste caso, seja em suas aulas, embora, por intuição e observação do comportamento e desempenho dos alunos, sempre tenha procurado balancear as formas e as metodologias de ensino, associando textos, imagens, desenhos, gráficos, tabelas e programas de cálculo por computador.
Este estudo foi útil ao autor, por permitir sua evolução no uso de uma ferramenta muito utilizada em sua prática profissional, como educador e gestor.
O autor considera ter atingido sua meta inicialmente planejada, embora esteja consciente de que ainda necessita aprofundar os estudos sobre o programa, para poder se considerar profundo conhecedor de sua aplicabilidade.
O contato com os colegas e a discussão sobre as suas metas de estudo e seus produtos, acompanhadas das avaliações de como aprendem melhor, enriqueceu sobremaneira o autor na percepção de sua própria aprendizagem significativa e preferencial.
Para quem nunca havia refletido sobre suas preferências de aprendizagem e ensino, é interessante o fato de que fica impregnada em qualquer ação ou estudo a abordagem sobre essas preferências ou estilos.
Apesar de não haver esgotado as potencialidades do programa, o autor considera ter cumprido suas metas iniciais e ter elaborado estudos e produto correspondente compatíveis com suas preferências de aprendizagem.
Eduardo Coelho