AM540 - 2003 - Multimeios e Educação - Aprendizagem e as TIC
Área de concentração - Multimeios, Educação e Gestão do conhecimento.
Renata Almeida Fonseca del Castillo - 018977

Uma experiência de aprendizagem

Introdução

A disciplina AM540 - Multimeios e Educação - Aprendizagem e as TIC, oferecida pelo departamento de multimeios, da qual faço parte, teve como objetivo principal identificar estilos e preferências de aprendizagem a partir de alguns mecanismos pré-definidos.
Esses mecanismos foram:

Na descrição feita sobre minha trajetória de vida observei que, no colégio onde estudei durante 13 anos de minha vida havia uma certa distinção dos alunos, praticada tanto pelos professores como também pelas freiras. Essa distinção entre fortes e fracos, inteligentes e não muito inteligentes me incomodava de alguma forma e eu achava tudo muito esquisito. Observava, já naquela época, em função dessa distinção que cada um tem seu tempo pra aprender. Observava a atitude dos professores. A escola sempre me fascinou de alguma forma. Prova disso é que ao chegar em casa, no final da tarde, eu costumava montar uma sala de aula no quintal, sentar dois priminhos meus em carteiras improvisadas e ministrar aulas para eles. Minha mãe lembra que ao atender a campainha de casa eu "puxava" o maior papo com as pessoas. Qualquer pessoa. Eu sempre gostei muito de falar.
O tempo foi passando e percebi que quanto mais concentrada eu estivesse, mais eu aprenderia. Se o conteúdo me interessava era mais fácil memorizar. Quando chegou a hora do vestibular eu prestei medicina, arquitetura e uma tal de analise de sistemas. Ninguém sabia direito o que era, mas tinha a ver com o computador e, portanto, era bom, era moderno, era importante ter conhecimento sobre isso. Acho que o que eu queria mesmo era mudar de cidade. Morar sozinha numa cidade grande.
Tive bons, médios e péssimos professores na faculdade. Eu notava que quase nenhuma matéria me interessava realmente. A não ser aquelas voltadas à área de humanas ou mesmo às da área de análise de sistemas. Parecia que nada daquilo era útil. Para mim nunca seria. Era algo muito, muito distante. Eu percebia que o que era ensinado ali, na faculdade, já não era mais utilizado no mercado e eu tinha que aprender de novo. Às vezes começar do zero. Aprender sozinha. Tentando e tentando várias vezes. Percebi também que o que eu aprendia eu gostava de ensinar pra alguém. Dessa forma eu aprendia duas, três, várias vezes. Quando eu repetia uma determinada ação em voz alta pra alguém, eu encontrava uma dúvida e daí tinha que solucionar o problema e transmitir para a outra pessoa. Quando comecei a dar aulas finalmente me encontrei. Chegava a ministrar 10 horas de aula num dia. Descobri que se ganhava pouco para tamanho esforço.
A Educação a Distancia (EAD) surgiu em minha vida por meio de um projeto onde seria desenvolvida uma metodologia semi-presencial para um curso técnico em informática. Com esse trabalho percebi que EAD significa informática na Educação, ou melhor, utilizar as tecnologias de informação de comunicação para facilitar e tornar mais interessante e organizado o aprendizado. E em muitos casos aproximar, através da interação, professores e alunos.

Na descrição sobre o que gosto de fazer e como faço procurei descrever, num verdadeiro "mergulho" interno, métodos e procedimentos utilizados para realizar uma determinada atividade. A princípio, para mim, uma atividade a ser realizada parece um monstro! Preciso "encarar" esse monstro e transformá-lo. Então os caminhos se mostram, tudo se organiza na minha cabeça e visualizando o todo eu consigo quebrá-lo em partes e atacar cada uma delas. Percebi, por meio dessa descrição, que uma determinada atividade deve ser realizada em "condições ideais", ou seja, no tempo de cada um, de forma clara, organizada e flexível. Dentre as atividades que gosto de realizar estão as que envolvem preparação, planejamento e definição de estratégias. Montar esquemas, cronogramas, dividir tarefas. Saber o que é necessário para a resolução de um problema, estabelecer etapas, diretrizes, discutir com outras pessoas sobre um determinado trabalho, aprender algo novo, errar e ter que elaborar etapas novamente. É minha porção Analista de Sistemas. Considero-me também uma pessoa muito observadora, portanto aprendo quando observo alguém. Na área em que trabalho gosto muito de elaborar ementas, pautas, cursos, tutoriais, palestras, materiais, etc.

De acordo com o questionário a as atividades propostas pela colega de turma observei que minha preferência de aprendizagem é balanceada. Possuo a visão Macro (holístico), mas divido o problema ou a atividade a ser realizada em partes. Muito semelhante com o que descrevi na atividade sobre como aprendemos. Para a dimensão verbal - imagético funciona igualmente. Gosto da mistura de textos e imagens. Visualizo o todo. A imagem e o texto. Cavellucci, L. (2002) apresenta os modelos de forma detalhada em seu artigo.

Por meio das atividades e também me observando no cotidiano notei que focalizo primeiro aquilo que está mais chamativo, seja texto ou imagem. Depois leio os textos explicativos ou observo melhor uma determinada imagem. Normalmente nas revistas e livros são as figuras, fotos e imagens que me chamam atenção em primeiro lugar. Bem, neste caso, acredito que os editores procurem realçar as fotos e imagens propositalmente.

Não sei dizer exatamente qual a minha preferência para a organização de textos, imagens, vídeos e voz. Sei que todos me agradam, desde que disponibilizados na "dosagem" correta e que, de alguma forma, permitam que eu estruture, na minha "cabeça", uma seqüência para a leitura ou observação. Algo lógico para alguém que vê primeiro o todo e depois ataca em partes.

A experiência de aprendizagem e sobre o qual dedico boa parte desse artigo, surgiu da necessidade de elaborar uma proposta de aprendizagem de algo inusitado, observando em todas as etapas, o estilo e as preferências da aprendizagem e comparando, se possível, com os resultados obtidos por meio dos mecanismos descritos anteriormente. Era importante aprender algo significativo. Esse foi o último mecanismo utilizado em nossa disciplina para descobrir como aprendemos.

Como meu trabalho cientifico futuro envolve o detalhamento de uma metodologia de pesquisa e ainda o tratamento e análise de dados, achei interessante estudar e tentar aprender algo sobre os estudos de caso, as pesquisas qualitativas e quantitativas. Um grande desafio, já que a metodologia da pesquisa e as questões pertinentes a essa área são, normalmente, oferecidas em disciplinas de no mínimo um semestre e para essa experiência teríamos apenas um mês. Mas tudo bem...Desafios são importantes!

Objetivo

Nesse item do artigo procuro descrever justificativas, metas e a metodologia propostas e definidas para a experiência de aprendizagem. Porém, durante a experiência, as coisas foram mudando. Essas mudanças são apresentadas nos itens seguintes.

A proposta de aprendizagem se justificou pela necessidade de diferenciar as formas de realizar pesquisas para trabalhos futuros como a minha tese de mestrado, por exemplo. Sim. Interessante essa justificativa. Porém era preciso estabelecer metas e objetivos claros de onde eu gostaria de chegar com o aprendizado. Estabelecer uma meta.

Bem...A meta, consolidada e muita bem negociada com o professor e colegas de turma, foi a apresentação da conceituação e a diferenciação dos tipos de pesquisa (qualitativa e quantitativa) e os estudos de caso e, ainda, apresentar a identificação de qual tipo de pesquisa mais adequado para ser utilizado em meus trabalhos futuros. Também negociamos que eu apresentaria o porque da escolha. Tudo isso em um mês de trabalho. Começando em 25/04/2003 e terminando em 23/05/2003.

Escolhido o tema do aprendizado e a meta a ser alcançada, só me restava saber como fazer. Como estudar tudo isso e ainda observar como eu realizo cada tarefa. Quais as minhas reações, minhas dúvidas, como mostrar o resultado e como provar que realmente aprendi.

A metodologia (também negociada com a turma de classe) definida para a experiência de aprendizagem foi auto-aprendizagem, ou seja, a realização de um trabalho individual buscando as informações e procurando pessoas para tirar dúvidas.
Foram utilizados cds da empresa Sphinx que comercializa um software para tratamento e análise de dados e consulta à sites, como o da empresa Sphinx e o site do professor Henrique Freitas - da Universidade Federal do Rio grande do Sul.

Site da Sphinx Brasil - http://www.sphinxbrasil.com
Site do professor Henrique Freitas - http://professores.ea.ufrgs.br/hfreitas/index.php

Também foram realizadas consultas bibliográficas e pesquisas na Internet (artigos e sites). Durante a experiência de aprendizagem teríamos que elaborar dois relatórios de aprendizagem. Neles tentaríamos detalhar como a experiência estava caminhando.

Resultado

Bem... Vamos ao caso.
No decorrer do trabalho elaborei um site como produto final da aprendizagem. O endereço do site é: http://www.ead.unicamp.br/~renataf/trabalho_pesquisa/index.htm Também foram elaborados dois relatórios de aprendizagem. Neles descrevi as etapas que percorri.

O primeiro relatório foi confeccionado em 28/04/2003 quando eu comecei a pensar sobre o meu trabalho. O segundo foi elaborado em 06/05/2003 e nesse momento eu já esboçava uma reação diante do meu problema.

Seguem os dois relatórios exatamente como os entreguei. Ipsis Literis.

Relato de aprendizagem 01

Segunda-feira 28/04/2003
Nessa etapa da minha aprendizagem, é claro, surge a imagem de um monstro em minha frente... Ele está lá e precisa ser domado. Eu tenho um objetivo...Um alvo... Um lugar onde devo chegar e percebo que é uma fase confusa já que me perco e quando me dou conta estou pensando no fim sem antes ter passado pelas outras etapas...Parece que não tenho paciência...Minha ansiedade em visualizar o resultado não me deixa seguir passo a passo... É preciso focar...Respirar fundo.

Tenho que me acalmar e começar a me organizar:

Primeiro: Devo reunir a bibliografia.
2. Comprar um caderno, tem de ser grande, com bastante papel.
3. Sentar à mesa de jantar da minha casa e então ler e escrever a definição das pesquisas.
4. Procurar entender o que cada uma delas significa.
5. Tentar identificar o que eu quero ou o que eu preciso.
6. Elaborar a metodologia ou as questões.

Observação: eu nunca fiz um relato desse tipo... Dessa etapa de confusão... Está parecendo um desabafo.
Acabei de notar que começar a estudar ou começar uma atividade, seja ela qual for, causa um certo relaxamento, acalma um pouco. Não sei se o que está me relaxando é o desabafo ou o estudo da matéria em si. Também notei que antes de conhecer tudo (sobre as pesquisas) eu já fui para as questões, para a metodologia, imaginem só! Eu não sei exatamente o que quero, mas já fui digitar algumas questões que me vieram a cabeça. Não sei se isso acontece só comigo, mas noto que tenho uma ansiedade muito grande pelo final, por conseguir terminar algo.

Terça-feira 29/04/2003
Descobri, por meio do cd e do livro que uma colega de turma me emprestou, que existem software que permitem montar questionários (vários tipos de questões) e analisar os dados obtidos...Lembrei que o WebCT faz isso.... E daí?????? O que eu faço com essa informação?????

Quarta-feira 30/04/2003
A Internet está aí...Porém estou querendo (para estudar/aprender sobre pesquisas) um livro, um caderno, sentar numa mesa, escrever, ler, escrever de novo... E assim vai.
Lendo um artigo (Buchweitz, 2002) me ocorreu a idéia de fazer um questionamento totalmente aberto com os alunos do meu estudo de caso... Como fez o autor do artigo. Relate sobre tal coisa... Os alunos, jovens entre 19 e 25 anos, acho eu, vão gostar mais... Escrever uma folha sobre um assunto... Perspectivas, expectativas, frustrações, problemas, outros. Depois eu faço as análises... Sei lá ainda não me decidi. Aliás, a leitura do artigo tinha outro objetivo. O de participar no Fórum. Mas não consigo esquecer do objetivo final. A minha metodologia. Ai, ai, ai ... uma coisa de cada vez.

Visitei alguns sites que uma colega me indicou. Achei alguma coisa sobre estudo de caso. Também estou procurando encontrar um livro que outro colega da turma indicou. O nome é Planejamento da pesquisa - uma introdução (Luna, 2002).
Eu quero comprar o livro, mas está difícil encontrar. As livrarias campineiras têm pouca coisa sobre Metodologias de pesquisa. Agendei uma visita com o professor da FEEC - Unicamp para conversar sobre o conteúdo e a metodologia da avaliação de curso que ele utiliza.

Sexta-feira 02/05
Consegui comprar um livro chamado Como elaborar Projetos de pesquisa (Antonio Carlos Gil) e estou lendo. Tenho em casa também um livro do Duda Mendonça (o publicitário do Lula) que define as pesquisas Quali e Quanti (os publicitários as apelidaram dessa forma). Bem descobri que pesquisa de mercado é diferente de pesquisa cientifica.

Segunda-feira 05/05
Percebi que existe um universo em torno das pesquisas. É conteúdo para estudar muito tempo. Existem pontos de vista diferentes sobre o método a utilizar.
Vou fazer uma visita à biblioteca central da Unicamp ainda essa semana.

Conclusão do relato de aprendizagem 01:
Eu ainda não concatenei as idéias, ainda não criei os links. Está tudo jogado em vários lugares. Não liguei uma coisa na outra, portanto, ainda não considero nada assimilado.

Relato de aprendizagem 02

Como eu disse a vocês na aula passada, tenho ansiedade pelo fim, portanto resolvi criar um modelo para um pequeno site. Esse site será o resultado da minha aprendizagem. Lá serão disponibilizados textos, resumos, links e referências bibliografias sobre pesquisas qualitativas, quantitativas, estudos de caso e a metodologia que vou usar para elaborar meu estudo de caso com os alunos da graduação numa faculdade da Unicamp. Eu acredito que dessa forma consiga ter uma visão do resultado final e isso facilita o meu processo de aprendizagem.

Para acessar meu modelo basta clicar em:
http://www.ead.unicamp.br/~renataf/trabalho_pesquisa/index.htm

A partir desse modelo vou fazer o "recheio" com o que estou aprendendo sobre pesquisas. Assim eu terei de resumir e digitar as informações. Repetindo as informações e escrevendo posso assimilar melhor o que estou estudando.

Estudei sobre as quali e as quanti sob o ponto de vista do publicitário Duda Mendonça (o do Presidente Lula). As quali e as quantis são muito utilizadas no meio publicitário. Muito interessante os exemplo citados por ele no livro Casos e Coisas (Mendonça, 2001).

Elaborei uma versão de um possível questionário que utilizarei em meu estudo de caso.

Ainda não me sentei à mesa da minha casa para estudar, nem mesmo utilizei meu caderno. Acho que tudo isso fez parte de um momento do meu processo de aprendizagem, onde uma ansiedade grande toma conta de mim e então preciso relatar e fazer tudo aquilo que considero importante para a atividade a ser realizada. O desabafo foi importante.

Agora já estou mais tranqüila, pois, aparentemente tenho o controle da situação e o que falta é como eu disse rechear o site. O que me preocupa agora é como vou analisar os dados obtidos e como vou descrever tudo isso (Minha metodologia).

Vejam... Não sei se posso concluir assim, mas, depois da última aula, conversando com as colegas de turma, durante o almoço, concluímos que a aprendizagem é todo um processo, entretanto, há um momento (um instante) onde concatenamos as idéias, ligamos os pontos e partimos para um resultado final.

Talvez os outros também concordem. Não sei! Por enquanto é só. Abraços a todos.

Esses dois relatórios são um pequeno exemplo de como o emocional participa das minhas etapas de aprendizagem. Acho que eu estava tentando chamar a atenção de alguém para a minha problemática. Tentando buscar ajuda de alguma forma. Nunca imaginei que uma aulinha expositiva fizesse tanta falta como no meu caso. A metodologia de autoaprendizagem não estava me facilitando a vida. Pelo contrário. Cobrava-me de um lado e o professor de outro. Nesse caso das pesquisas senti muita falta de pessoas ou aulas para me ajudar. Sabe a criança quando chora pedindo colo! O primeiro relatório foi bem isso! Em formato de texto, é claro!

Bom o segundo já mostra, claramente, a minha preocupação com o produto final. E o fato de ter criado um formato final já me acalmou bastante. Na verdade eu já conseguia visualizar e definir o que seria importante para o estudo. Nada de aprender ainda! Só estava estudando. Agora com mais controle do que no começo. Já havia acumulado uma bibliografia básica e suficiente para entender as pesquisas. É como eu descrevi...Faltava o recheio do site. Faltava eu me apropriar do conteúdo.

Na verdade a importância dada ao sentar na sala e pegar cadernos foi uma boa lembrança da infância. Era assim que eu fazia quando era criança. Mas as coisas mudaram... Pouco, mas mudaram. Na verdade usei o site para estudar. Conforme eu digitava os textos aprendia um pouco com eles, fazia questionamentos. Apagava... Começava de novo... E assim foi. Nunca pensei em estudar usando o computador. Literalmente como caderno. Foi isso que eu fiz.

Gostei muito do livro do Gil (2002) que explicava sobre cada um dos tipos de pesquisas de forma simples e objetiva. Isso facilitou muito o meu estudo.

No dia 16/05, fiquei sabendo durante a aula, que um colega (Trindade, 2003) havia deixado um texto sobre pesquisas para me ajudar. Qual não foi a minha surpresa ao ler o texto. Ele ministrou uma aula sem saber. Explicou do jeito que eu gosto ou do jeito que eu preciso. Didático, com exemplos. Foi a "aula expositiva" que eu pedi a Deus! Aula à distância, porém muito próxima do que pra mim é importante... Sinal de que eu não preciso de uma aula expositiva, mas de uma explicação de qualidade. E isso pode ser presencial, virtual, expositivo, explicativo, pintado de verde, com bolinhas, de qualquer jeito. Desde que venha na hora certa, da maneira certa para o meu jeitão.

Antes da "aula" do meu colega, quando eu ainda negociava com o professor e com a classe sobre o minha proposta de aprendizagem, todos tentavam me explicar que as pesquisas não são quali ou quantitativas, mas a análise dos dados sim. Explicaram ou tentaram explicar que podemos elaborar uma pesquisa qualitativa e extrair dela informações quantitativas e vice-versa. Todo mundo tentou me explicar isso, porem só fui realmente me apropriar disso quando meu colega me ajudou. Estou tentando dizer que a aprendizagem em si ou a apropriação de alguma coisa acontece no tempo de cada um. À sua maneira.

Conclusões

Na minha experiência de aprendizagem destaco três pontos fundamentais:

Também filosofei muito sobre o tema aprendizagem. Compartilhei histórias com os colegas, com o marido, enfim, cheguei à conclusão que a aprendizagem é um processo. Leva tempo. Entretanto nos apropriamos de um determinado conteúdo num instante. Num momento único, rápido e que dificilmente esquecemos. Como se juntássemos ou "linkassemos" partes que estavam separadas e todas elas fossem atraídas por um imã num determinado instante. A partir disso começamos o processo novamente, juntando partes ou peças de um tema ou conteúdo novo para nos apropriarmos num momento de luz, de caída de ficha.

Interessante que a conclusão sobre a aprendizagem remete à junção de partes para um todo e nos questionários e nos relatos feitos no inicio da matéria a minha dimensão é holística / analítica. Do todo para as partes. Acredito que eu me reconheça com as duas. Do todo para as partes e das partes para o todo. Talvez a psicologia explique.
Com relação à dimensão Imagético/Verbal, a análise dos questionários revelou que me dou bem nas duas dimensões. Apesar de me considerar mais imagética do que verbal, me surpreendeu o fato de ter aprendido sobre pesquisas somente com textos. Nenhuma imagem.

É Interessante como as coisas mudaram durante o percurso. E como foi interessante esse trabalho. Agora presto mais atenção nas minhas preferências e aceito minhas diferenças. Principalmente a questão do tempo. Aceito o meu tempo e espero aceitar o dos outros também.

Bibliografia

LUNA, S. V. de. Planejamento de Pesquisa Uma introdução Elementos para um análise metodologica. São Paulo: Educ, 2002. 108p. (Série Trilhas).

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São paulo: Ed. Atlas, 2002. 175p.

Eco, U. Como se faz uma tese. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2002. 170p.

MENDONÇA D. Casos e Coisas. São Paulo: Ed. Globo, 2001. 293p.

CESB - Disponível em <http://www.cesblu.br/pesquisa/coleta.asp>
The Qualitative Report - Qualitative Research Web Sites - Disponível em <http://www.nova.edu/ssss/QR/web.html>

Instituto Ethos de pesquisa - Disponível em <http://www.ethos.com.br>

Site do Professor Henrique Freitas - Disponível em <http://professores.ea.ufrgs.br/hfreitas/index.php>
Sites acessados em maio de 2003.

MENDES, J. C. Instituto Politécnico do Porto, Escola Superior de tecnologia e Gestão de Felgueiras, Casa do Curral - 4610 Felgueira. A abordagem qualitativa e quantitativa no estudo de caso. 2002.
Disponivel em <http://www.google.com.br/search?q=cache:6WM4MXL5MeAJ:qofisb.dei.uc.pt/capsi2002/workshop/CAPSI3-Jose_Mendes.pdf+a+abordagem+qualitativa+e+quantitativa+no+estudo+de+caso&hl=pt-BR&ie=UTF-8 >

TRINDADE, A. A. Comentário sobre pesquisas feito sobre o relatorio de aprendizagem 02 na ferramenta Portfólio (Renata A fonseca del Castillo ) do Teleduc. 2003.

CAVELLUCCI, L.C.B. (2002) - Estilos de aprendizagem: um olhar para as diferenças individuais (2002). Disponível em:
<http://www.ead.unicamp.br/~renataf/trabalho_pesquisa/Estilos_artigo_curso.htm>