AS FACES DA EXCLUSÃO DIGITAL E O ESFORÇO DA INCLUSÃO

Por Roseli Ferrari

A exclusão digital, pelas características do contexto que envolve, tende a crescer numa especial virtualidade, sob uma muralha digital que deve convencer os olhos menos críticos de que a inclusão está ali mesmo. Esta muralha nada mais é do que a intensa carga de apelo consumista, em arranjos de notável inteligência mercadológica, que exige como suporte a infraestrutura de informática. Neste sentido, é de se supor que o acesso a esses equipamentos e mesmo às ferramentas amigáveis de conexão com a Internet, sejam franqueados mais e mais a um número cada vez maior de consumidores. Mas, para o filósofo Pierre Lévy, “não basta estar na frente de uma tela, munido de todas as interfaces amigáveis que se possa pensar, para superar uma situação de inferioridade. É preciso antes de mais nada estar em condições de participar ativamente dos processos de inteligência coletiva que representam o principal interesse do ciberespaço.”[1] Cabe então, aos interessados no autêntico processo de inclusão, reclassificar os personagens e paisagens desta história. Há que se reconhecer cidadãos, além de consumidores e assim buscar a superação da oclusão referida por Lévy em seu livro Cibercultura.[2] Ou seja, transpor a muralha digital mercadológica – e também o lixo digital gerado num submundo do ciberespaço, com típicas características de patologia social – até chegar ao espaço da inteligência coletiva gerado a toque de bits.

Esta é, portanto, a necessária diferença a ser estabelecida para referenciar a natureza das ações que possam alcançar autêntica eficiência no esforço da inclusão digital. Porque a exclusão vai estar crescendo ao lado de equipamentos e net-telinhas encantadoras.

A identificação do processo de exclusão digital, para mim, remonta as raízes da inserção, em larga escala, dos computadores no cotidiano da sociedade contemporânea. E justamente o digitador, profissional símbolo deste momento de inserção, marcava o início da trajetória do que se reconhece hoje como excluído digital. Na década de 70, em muito pouco tempo o digitador se constituiu numa categoria profissional numerosa aqui no Brasil. A profissão surgiu de forma atraente, com ares de modernidade, exigindo ambientes climatizados, limpos, bem organizados, tudo atendendo exigências taxativas para o melhor funcionamento das máquinas. Em vários estudos [3] foram relatados diversos distúrbios funcionais do digitador gerados pela forma de subjugação imposta pelos comandos incessantes do computador. Foi também o momento em que se popularizou a L.E.R, a lesão por esforço repetitivo, observada em grande número de digitadores.

Mas os relatos de problemas funcionais gerados pela forma de contato do digitador com o computador iam bem além. Foi observado que muitos desses profissionais não conseguiam se concentrar em leituras por causa da prática diária de ler mensagens simplesmente para transmitir às pontas dos dedos os dígitos a serem inseridos na máquina. A rapidez exigida para o processo colocava à parte o raciocínio, tornando a leitura uma forma de mera transferência de dados, ao invés de um método de assimilação de uma mensagem. Isso se refletia especialmente na vida dos digitadores que frequentavam a escola depois do trabalho. Esta relação entre trabalhador e seu instrumento de trabalho acabou gerando até momentos de agressividade extrema onde digitadores, tomados por impulsos de irritação, destruíam os computadores, conforme relatos oficiais.

Em minha dissertação de mestrado, desenvolvida no Departamento de Multimeios do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, sob o título “Do gesto mecânico ao pensamento criativo – uma proposta de inserção da computação gráfica no cotidiano do digitador”, eu buscava alcançar uma relação inteligente do digitador com o computador. A liberação da inteligência humana naquela relação era a saída que eu propunha para o fim daquele autêntico conflito funcional. Entendo, hoje, que o digitador, mesmo ali, diante dos primeiros computadores, era um excluído digital. Não bastou sua simples proximidade com a máquina para que a inclusão ocorresse. É verdade que ainda não se falava em Internet. Mas a questão é que poucas potencialidades do computador estavam acessíveis à inteligência daquele profissional, processo que se tentava mitigar através da proposta contida na dissertação que apresentei.


De lá para cá, as interfaces amigáveis e as grandes transformações no uso do computador, que praticamente extinguiram a profissão de digitador, ainda não conseguiram frear o processo de exclusão digital. Portanto, a partir deste exemplo, acho importante que o excluído digital seja procurado entre os mais próximos do computador, ao contrário de supor que o simples acesso à máquinas, pela multiplicação de estações conectadas à Internet vai, por si só, frear o processo de exclusão digital.

Lévy ao referir-se às críticas atribuídas à exclusão promovida pela cibercultura, relembra que todo avanço nos sistemas de comunicações, acaba fabricando os seus excluídos. Foi assim desde a escrita, a impressão, o telefone e a televisão e o fato de existirem pessoas analfabetas e sem telefone não nos leva a condenar a escrita e as telecomunicações, mas sim a investirmos mais em educação e na ampliação das redes telefônicas. [4] Mas, no caso da informática, a preocupação em se promover uma integração dos que ainda não fazem parte deste universo, assume proporções jamais vistas com os outros meios, mesmo sabendo-se que a taxa de crescimento das conexões com o ciberespaço, por exemplo, “demonstra uma velocidade de apropriação social superior à de todos os sistemas anteriores de comunicação”[5]. Por que então esta crescente preocupação de setores da sociedade e de órgãos públicos e institucionais em se promover o acesso aos computadores? O principal motivo talvez seja o fato de a exclusão digital promover a oclusão social como, por exemplo, reduzindo as chances de um desempregado ser galgado a um posto de trabalho sem ter um e-mail para contatos, sem ter acesso aos sites de empresas ou bureau. Porém, no pensamento de Pierre Lévy, um outro fator relevante pertinente a esta questão merece um estudo mais aprofundado. Lévy considera que o que está em jogo é a modificação das normas do saber, pois “os coletivos cosmopolitas compostos de indivíduos, instituições e técnicas não são somente meios ou ambientes para o pensamento, mas sim seus verdadeiros sujeitos. Dado isto, a história das tecnologias intelectuais condiciona (sem no entanto determiná-la) a do pensamento.”[6] É então neste processo histórico onde a oclusão se torna mais inaceitável. A história do pensamento humano não pode estar com uma interface oculta a camadas da população que não utilizam computadores ou que são meramente atingidas por estímulos digitais, ao invés de integradas, como co-autoras do processo. Lévy conclui propondo que, paralelamente ao acesso ao computador e a cibercultura, a participação nos processos de inteligência coletiva [7] precisa ser disponibilizada, sendo esta, ao meu ver, a autêntica ação de inclusão digital. Isso passa por orientar os usuários de computadores, através de iniciativas específicas, sobre como descortinar os espaços digitais da “inteligência coletiva”, apontando as ferramentas que possibilitem pesquisas, que permitam selecionar e interagir com sites voltados a produção de conteúdos inteligentes.

Podemos encontrar, também, no pensamento de estudiosos de outras áreas do conhecimento, constatações que vão ao encontro das idéias de Lévy. A socióloga e psicóloga clínica Sherry Turkle, por exemplo, afirma que “todas as grandes inovações tecnológicas, além dos resultados práticos imediatos, trazem conseqüências profundas e transcendentais que provocam mudanças, não apenas nas atividades que realizamos, mas também em nosso modo de pensar”. [8] Isso porque a tecnologia é catalisadora de mudanças e “modifica a consciência que as pessoas têm de si mesmas, dos demais, e de suas relações com o mundo”. [9] Marshall McLuhan, em seus estudos sobre a comunicação de massa, lembra que “as tecnologias são meios de traduzir uma espécie de conhecimento para outra,...”[10] e “a tradução é, pois, um desvendamento de formas de conhecimento”. [11]

Quem é o excluído digital?

Diante da crescente demanda por ações governamentais para a inclusão digital uma caracterização, para definir quem é realmente o excluído, deve contribuir para que as políticas públicas de inclusão sejam direcionadas corretamente. Pois a inclusão não é um mero provimento da infraestrutura de acesso mas todo um trabalho de orientação que apenas começa quando as máquinas passam a estar disponíveis. Essa orientação deve preparar e motivar os usuários para o uso das potencialidades das tecnologias de comunicação pertinentes ao contexto da Internet.

A grande quantidade de escolas públicas municipais da cidade de Campinas, por exemplo, equipadas com Laboratórios de Informática, demonstra claramente a dificuldade em se direcionar uma política eficiente para inclusão digital. Os referidos equipamentos são subutilizados ou nem mesmo chegam a ser utilizados. As máquinas, em praticamente todos esses laboratórios, não passam por manutenção periódica, por escassez de técnicos, e acabam virando sucata sem terem sido utilizadas como ferramenta pedagógica, que é o objetivo para o qual foram adquiridas. Até o final do ano 2000 existia o NTE – Núcleo de Tecnologia Educacional, uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Campinas, o NIED - Núcleo de Informática Educacional da UNICAMP e o PROINFO/MEC - Programa Nacional de Informática na Educação que tinha como principal objetivo capacitar professores da Rede Municipal de Ensino de Campinas para utilizarem o computador como ferramenta pedagógica em suas aulas. Mas este trabalho foi interrompido, pois o NTE/Campinas foi extinto no início de 2001. Houve uma tentativa de reestruturá-lo em meados de 2002 mas acabou fracassando.

A maioria das escolas municipais de Campinas se localiza em bairros da periferia da cidade, onde se concentra a população carente. A escola, para a maior parte desses alunos, talvez seja a única oportunidade de inclusão digital. Mas em apenas algumas dessas escolas existem projetos para uso dos laboratórios de informática, mesmo assim, de forma limitada. Internet, nem pensar. E isso é lamentável num momento em que dominar os códigos das redes eletrônicas está ganhando uma importância crescente em escala geométrica.Este é apenas um exemplo da falsa inclusão digital. Existem muitos outros que podem ser observados em todo o país, gerando a ilusão de que novos segmentos da sociedade estão sendo inseridos na Era da Informática, só porque a distância fisica entre a população e os computadores está diminuindo.

A falta de clareza sobre o que é exclusão digital e quem é o excluído pode causar distorções semelhantes ao que ocorreu no caso do analfabetismo. Em princípio, a classificação genérica definia o analfabeto simplesmente como aquele que não aprendeu a “decifrar” os códigos da escrita. Diante do desafio de superar esta situação, políticas públicas direcionaram grandes investimentos para que mais e mais pessoas simplesmente aprendessem a “formar palavras” ou ler isoladamente cada vocábulo. Mais tarde, estudiosos da questão perceberam que este esforço pouco adiantou, pois gerou os “analfabetos funcionais”, ou seja, pessoas que sabem ler mas não são capazes de interpretar as diversas mensagens. Portanto, o processo de comunicação pela escrita não estava se efetivando nesses casos.

O relógio da inclusão digital

O CDI – Comitê para a Democratização da Informática é uma organização não governamental e sem fins lucrativos que temcomo missão institucional “promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção da cidadania” e portanto, tenta suprir a carência de políticas públicas mais sérias para inclusão digital. Ao justificar o por quê desse esforço em favor da informática a entidade cita que “a tecnologia de informação é uma das principais forças motrizes da sociedade contemporânea”. Trata-se, portanto, de um trabalho reconhecido publicamente pela qualidade do serviço que presta.

Para mensurar a taxa de inclusão digital foi criado o “Relógio da Inclusão Digital”, que é uma iniciativa do CDI - Comitê para Democratização da Informática, da FGV - Fundação Getúlio Vargas, Sun Microsystems e USAID - United States Agency for International Development, que juntos fundaram o GAID (Grupo de Ação para a Inclusão Digital).

O relógio da inclusão digital marcará permanentemente a taxa de inclusão digital de acordo com os dados fornecidos pela FGV e é o primeiro passo para a realização do Mapa da Exclusão Digital. O GAID apresentou o Mapa da Exclusão Digital à sociedade brasileira no início deste ano de 2003. “O objetivo é sugerir ações emergenciais que diminuam o apartheid digital, envolvendo governo, empresas e terceiro setor. O documento foi entregue ao Governo de Luís Inácio Lula da Silva como uma contribuição para a elaboração de políticas sociais e para as áreas das Tecnologias da Informação e Comunicação. O Relógio da Inclusão Digital marca o número de brasileiros com acesso a computador em seus domicílios. Ele resume as interações entre a estimativa contida no relógio populacional do IBGE com as projeções de crescimento da taxa de acesso a computadores."
[12]

Sem dúvida esta iniciativa é louvável, mas mede apenas o número de pessoas que têm acesso a um computador e não a participação ativa destas pessoas nos processos de inteligência coletiva e que consequentemente lhes dará o “ganho de autonomia” a que se refere Lévy. [13] Entendo que, o coroamento do esforço iniciado com a ampliação do número de computadores disponívels à população, vai acontecer com uma iniciativa que só pode ser consolidada no setor educacional. Porque me parece claro, que só a escola poderá promover, em grande escala, a autêntica inclusão digital. A “medida” da exclusão digital sempre vai ser muito difícil de ser estabelecida, mas a direção do esforço em favor da inclusão, parece ter na escola o ponto de partida.

Na busca de alternativas para superação desse modelo excluidor vale lembrar que toda manifestação de inteligência se revela na interatividade, o que exige dinamizar a comunicação. A comunicação, por sua vez, numa perspectiva de grande escala, de massa, precisa de um impulso exponencializador, uma vez que toda ferramenta de comunicação de massa ganha mais interesse na medida em que mais pessoas interagem pelo uso de ferramentas semelhantes. Assim sendo, no discurso que preconiza a criação de rádios e TVs comunitárias, já contempladas com aparatos institucionais, propõe-se agora a criação de portais ou sites comunitários. Com estes portais como instrumentos educativos sobre a interação com o mundo digital, deve ser alcançado o propósito de “evitar o surgimento de novas dependências provocadas pelo consumo de informações ou de serviços de comunicação concebidos e produzidos em uma óptica puramente comercial ou imperial e que têm como efeito, muitas vezes, desqualificar os saberes e as competências tradicionais dos grupos sociais e das regiões desfavorecidas”. [14] Produzido a partir da orientação planejada na escola, os diversos sites do portal comunitário iriam dinamizar “a cultura, as competências, os recursos e os projetos locais, para ajudar as pessoas a participarem de coletivos de ajuda mútua, de grupos de aprendizagem cooperativa, etc.” [15]

Seriam as legítimas interfaces para que a inteligência local gerasse, no seu ambiente e a partir dele, o conteúdo pertinente ao contexto da inteligência coletiva presente da Grande Rede, valendo-se inclusive dos outros “axônios” que dinamizam o “pensar” digital. É importante notar que, mesmo semelhante no apelo, o portal comunitário tem peculiaridades a serem observadas para se alcançar sucesso. Conta com a facilidade de uma tecnologia mais barata, exige menos especialização profissional para o desenvolvimento de conteúdos e ainda dispensa normatização legal para se estabelecer. Porém, como meio cujo acesso é menos imediato do que no caso do rádio e da TV, exige um conteúdo seguramente interessante, com força de motivar a “trabalhosa” visita. Entendo que, a infraestrutura básica desses portais começa pela conexão através do provedor da prefeitura da cidade, que disponibilizaria alguns pontos de acesso em ambientes comunitários do bairro, com domínio do portal. Esses pontos iriam se somar a uma infraestrutura de informática bem maior, situada nas escolas do bairro. É nas escolas, sob a orientação programática para este fim, que o portal comunitário do bairro e os vários sites iriam adquirir forma e dinâmica, pelo menos incialmente. Todas as iniciativas e atividades do bairro seriam encaminhadas para as edições de sites do portal, valendo-se deles como forma de integração ou expressão. Conteúdos como a campanha de vacinação, fotos da quermesse da igreja, críticas e opiniões de moradores, trabalhos escolares de destaque, encontrariam numa arquitetura padrão, inicialmente proposta como modelo, os espaços para serviços, editoriais, curiosidades, cultura e outros. Tudo dimensionado dentro de parâmetros universalmente aceitos, no que diz respeito a técnicas de comunicação, visando dar forma atraente a estes conteúdos. Uma “cartilha” básica poderia ser elaborada e proposta aos integrantes dos primeiros núcleos interessados e, destes, receber contribuições ao longo da experiência.

Os portais comunitários serviriam ainda para hospedar sites de grupos do bairro que se motivassem a marcar presença, tanto os ligados a agremiações, como os espontâneos e ainda permitiria o cadastramento de endereços eletrônicos de moradores para correspondência - os e-mails, que poderiam ser acessados de qualquer ponto. Dessa forma, imagino que a interação com a inteligência coletiva partiria de uma identidade estabelecida na essência da comunidade, nas suas fronteiras físicas, estendendo a inteligência alí presente ao lugar desejável do ciberespaço.

Bibliografia

FERRARI, Roseli. Do gesto mecânico ao pensamento criativo – uma proposta de inserção da computação gráfica no cotidiano do digitador. Campinas: Instituto de Artes, UNICAMP, 1994, Dissertação de Mestrado.

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na Era da informática. Trad. de Carlos Irineu da Costa. 10ª reimp., Rio de Janeiro: Editora 34, 2001.

__________. Cibercultura. Trad. de Carlos Irineu da Costa. 1ª edição, São Paulo: Editora 34, 1999.
MACIEL, Maria de Nazareth e outros. Transcrição de dados – uma abordagem sócio-técnica, LTC.

MACLUHAN, Marshall. Os meios de comunicações como extensões do homem (understanding media). Trad. de Décio Pignatari. 10ª ed., São Paulo: Cultrix, 1995.

SOARES, Angelo dos Santos. O que é informática. Coleção Primeiros Passos. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1988.

TURKLE, Sherry. The second self: computers and the human spirit. Simon and Schuster, New York, 1984.

VALENTE, José Armando. Informática na educação no Brasil: análise e contextualização histórica. In: VALENTE, José Armando (org.). O computador na sociedade do conhecimento. Campinas, SP: UNICAMP/NIED, 1999.

__________. Por quê o computador na educação? In: VALENTE, José Armando (org.). Computadores e conhecimento: repensando a educação. 2ª ed. Campinas, SP: UNICAMP/NIED, 1998.

__________. Uso do computador em uma experiência com crianças carentes. In: VALENTE, José Armando (org.). Computadores e conhecimento: repensando a educação. 2ª ed. Campinas, SP: UNICAMP/NIED, 1998.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

[1] Pierre LÉVY. Cibercultura, p. 238.
[2] Idem, p. 235.
[3] Sobre o trabalho informático vide: Angelo dos Santos SOARES, O que é informática e Maria de Nazareth MACIEL e outros, Transcrição de dados – uma abordagem sócio-técnica.
[4] LÉVY.  Op. cit.., p. 237.
[5] Ibidem, p. 236.
[6] Pierre LÉVY. As tecnologias da inteligência – o futuro do pensamento na era da informática, p. 19.
[7] LÉVY. Ciberespaço, p. 238.
[8] Sherry TURKLE. The second self: computers and the human spirit, introdução.
[9] TURKLE, idem.
[10] Marshall MACLUHAN. Os meios de comunicações como extensões do homem, p. 76.
[11] MACLUHAN, idem.
[12] Fonte: FGV/IBGE/CDI – Campinas.
[13] LÉVY. Cibercultura, p. 238.
[14] LÉVY, idem.

[15] LÉVY, idem.

Site desenvolvido por: Alexandre Arroyo  
Revisão dos textos: Mayla Yara Porto