EXPERIMENTAÇÕES ARTÍSTICAS EM REDES TELEMÁTICAS E WEB

Gilbertto Prado

 

RESUMO
As experimentações em arte e telecomunicações vêm-se multiplicando nesses dois últimos decênios com a utilização, pelos artistas, de diversas formas de produção, distribuição e intercâmbio de imagens, possibilidade acentuada com a recente introdução da WEB. Pretendemos apresentar algumas transformações propiciadas pelas conexões em redes telemáticas, possibilitando a composição, a partilha e a veiculação do trabalho artístico.


1. INTRODUÇÃO: ARTE E TELECOMUNICAÇÕES DOS ANOS 70 AOS 90

Na medida em que valorizava a comunicação, a Arte Postal é o primeiro movimento da historia da arte a ser verdadeiramente transnacional. Esta é a razão de não podermos falar de redes artísticas sem nos referirmos a mail-art. Reunindo artistas de todas as nacionalidades e inclinações ideológicas, partilhando um objetivo comum, tratava-se de experimentar novas possibilidades e intercambiar trabalhos numa rede livre e paralela ao mercado "oficial" da arte. A mail-art é certamente uma das primeiras manifestações artísticas a tratar com a comunicação em rede, a grande escala(1). Ela encontra suas origens em movimentos como o Néo-Dada, Fluxus, Novo Realismo e o Gutai. O ano de 1963, data de fundação do "New York Correspondence School of Art" pelo artista Ray Johnson, pode ser considerado como "data de nascimento" da Arte Postal.

Igualmente, no início dos anos setenta já existia por parte de alguns artistas a vontade e a intenção de utilizar meios e procedimentos instantâneos de comunicação e suportes "imateriais". Não se desejava mais trabalhar com o lento processo de comunicação postal, era preciso fazer depressa e diretamente, passar do assíncrono ao sincrônico. O desejo de instantaneidade, de transmissão em direto, as questões de ubiqüidade e de tempo real já estavam presente nessa época. Uma outra particularidade dos anos 70, era a característica "instrumental"(2). Nessa época, se começa a estabelecer e desenvolver as bases de uma relação entre arte e telecomunicações, com artistas que criam e desenvolvem projetos de ordem global. Nesse período, experiências em arte e telecomunicações proliferaram, utilizando satélites, SlowScan TV (televisão de varredura lenta), redes de computadores pessoais, telefone, fax e outras formas de reprodução e de distribuição utilizando as telecomunicações e a eletrônica(3).

Apesar do embrião da Internet ter surgido em 1969 com a Arpanet, a utilização artística das redes de computadores, começa a ser trabalhada de maneira sistemática somente à partir de 1980. Entre essas primeiras manifestações, Robert Adrian propôs um evento chamado Artbox - uma rede artística de "correio eletrônico" -, com ajuda da companhia multinacional I.P. Sharp sediada no Canadá(4). Mais tarde, Artbox, vai se tornar Artex, uma das pioneiras das redes artísticas eletrônicas de acesso internacional, que foi a base de inúmeros projetos de telecomunicação.

Cabe ainda assinalar que a maior parte dos eventos em arte e telecomunicações utilizando computadores e/ou outros meios anteriores a Internet eram realizados à partir de redes efêmeras, especialmente estruturadas para o evento. Eram propostas de artistas que se reuniam pontualmente para essas participações: eram disponibilizados computadores e modens para esses fins específicos em diferentes locais do planeta que se comunicavam entre si via telefone formando uma rede única e "dedicada". Uma vez o evento transcorrido, esse "grupo de participantes" e a "rede" estabelecida, deixava de existir seja enquanto estrutura de comunicação, seja enquanto grupo de ação artística. No caso particular da Internet, uma vez que a ação termine, mesmo com a "dissolução" do grupo, a estrutura de comunicação se mantém. Com a Internet existe inclusive a possibilidade de se ter espaços de interação permanentes - mesmo que a participação das pessoas seja pontual e efêmera - como é o caso de vários Sites que funcionam como espaços de Exposições Eletrônicas. Além do "endereço" desses Sites, esses espaços podem ser localizados por ferramentas de busca, ou seja disponível a qualquer pessoa que tenha acesso à rede, em contrapartida aos eventos anteriores onde para se formar o grupo da ação artística, os contatos eram muito mais longos e mediados por cartas, telefones, fax e contatos pessoais, ou seja ficavam mais restritos a grupos de atuação específicos. Evidentemente, na Internet esses grupos acabam também se formando por simetrias e/ou interesses precisos mas a veiculação e a informação dessas possibilidades para possível participação, são muito mais "abertas" e dirigida a todos interessados. Igualmente o grau de facilidade para se reunir esses grupos e disponibilzar a criação de um evento em rede, assim como sua divulgação são enormemente agilizados: o grau de virtualização desses contatos é muito maior ao mesmo tempo que a disponibilidade dos equipamentos e utilização dos mesmos é crescente e se banaliza.

Bom número de trabalhos que circulam pelas redes já têm a possibilidade de atingir um público geograficamente disperso, independentemente da frequência com que esse público acessa e/ou participa de conferências artísticas on-line ou utliza seu computador para navegar em "galerias eletrônicas". Os tempos são outros de quando os artistas acreditavam que era suficiente colocar os trabalhos ao alcance de todos (como tentaram e/ou acreditaram vários artistas dos anos 60 e 70). Mais "realistas", os que hoje experimentam com os novos meios de difusão, procuram menos esse grande público, quase mítico e sonhado, por um público que tenha mais afinidades com suas idéias e propostas. É o espectador que "estabelece o contacto da obra com o mundo exterior, decifrando e interpretando suas qualificações profundas e desta maneira adiciona sua própria contribuição ao processo criativo", como dizia Marcel Duchamp(5).


2. UMA APROXIMAÇÃO DAS ESTRUTURAS DAS REDES

As redes são o centro de produção do imaginário da chamada «sociedade transparente»(6) de comunicação. Contrariamente as máquinas de comunicação elas mesmas, as redes são "invisíveis" e só se mostram como terminais para os utilizadores. Mas ao mesmo tempo elas estruturam e representam a dinâmica social e econômica desta mesma sociedade. As redes enquanto infra estrutura elementares de telecomunicações, são matrizes técnicas que estruturam os espaços e como consequência os intercâmbios de informações. Eles fazem parte de um esquadrinhamento físico, geograficamente distribuído, mas também de um imaginário disperso entre os utilizadores. Do ponto de vista artístico, as redes tendem a se identificar com o "espírito(s)" dos parceiros, de forma que eles são o suporte de ligação entre os participantes, entre os projetos e algumas vezes profundamente imbricados com o processo mesmo de trabalho de divulgação e de apresentação(7).

Nós podemos então distinguir na noção de "rede", de uma parte, um conceito, ou seja uma forma de trabalho, de ação/pensamento, de interação em um contexto partilhado; de outra parte, uma matriz técnica de transporte e de organização da informação e do simbolismo que ela veicula(8).

Do ponto de vista artístico, as redes contém duplamente as pessoas como um de seus elementos ativos: enquanto indivíduo, "mestre temporário" da situação e enquanto co-ator numa sistema participativo com certos graus de liberdade e de possibilidades. Uma vez que o interventor se desloca a cada ponto na rede, ele carrega consigo todos os outros. Ele faz valer suas intervenções até o próximo contato a partir do qual ele se torna espectador sem poder de ação, mais como um propulsor da situação que ele mesmo iniciou. Este encadeamento de transformações está relacionado tanto ao processo quanto ao produto. É todo um imaginário social e artístico que está em jogo e em transformação. Espaços de transição, eles funcionam mais como ativadores ou catalisadores de ações que se seguem e se encadeiam. Nas experiências de arte em rede o artista renuncia à produção de um objeto finito para se ater aos processos de criação, e geralmente coletivos. Mais que uma obra no senso tradicional de objeto único dotado de uma presença física, o artista propõe um contexto, um quadro sensível onde alguma coisa pode ou não se produzir, um dispositivo suscetível de provocar intercâmbios. Esses podem tomar formas bem diferentes. O artista explora as relações entre os seres e as coisas, propondo novas, abrindo assim vias de comunicação que outros poderão empregar. O artista é mais um potencializador de ações do que um produtor de artefatos(9).


3. FORMAS DE TRABALHOS NA REDE: ALGUMAS PRÁTICAS ARTÍSTICAS

Seria ilusório querer recensear todas as formas de arte presentes atualmente nas redes eletrônicas. A " World Wide Web ", a parte da Internet que conheceu a mais forte progressão nesses últimos anos, permitiu aos artistas, galeristas e museus, mostrar obras de todos os genros, desde reprodução de quadros até ambientes de realidade virtual. Porém, de maneira geral, não se faz nenhuma diferenciação entre uma catalogação de espaços de exposição e/ou de divulgação de trabalhos artísticos realizados em distintos suportes e mídias e a de esses próprios espaços e mídias serem utilizados para a produção de eventos artísticos numa relação mais direta com a arte telemática. Uma primeira possível "divisão" desses espaços seria:

• Sites de divulgação de eventos, exposições, coleções, etc., via rede.
• Sites de realização de eventos e trabalhos na rede.

3.1. Sites de Divulgação de Eventos, Exposições, Coleções, etc., via rede.

Dessa categoria faz parte a maioria dos Sites que se encontra sobre a rubrica "arte" na Internet. Cabe assinalar que muito dos trabalhos artísticos disponíveis na rede, são as imagens digitalizadas desse material que estão expostas em galerias e espaços museais. A rede nesses casos, funciona basicamente como um canal de informação e indicativo para uma possível visita a esses espaços. O caráter de informação e de divulgação são prioritários e remetem todo tempo à obra "original" e/ou a seu autor e/ou ao espaço de exposição.

Podemos também indicar um grupo como intermediário (entre o via rede e na rede) que são os Museus Virtuais e Espaços de Exposições Eletrônicas, que servem como estruturas de divulgação de obras e mostras de artistas "que trabalham com as mídias digitais". Atuam também como espaços de discussão, de divulgação e listagem de outros Sites e eventos. Os trabalhos digitais que são assim apresentados, não possuem geralmente um outro "equivalente" ou "original-referente" exposto em galerias "convencionais". Estes trabalhos são criados para a rede. Essa diferenciação não implica em nenhum juízo de valor e/ou de qualidade dos trabalhos, mas sim uma questão de construção especifica e dirigida para a Web. Embora seja difícil de fazer essa "separação", o que estamos levando em consideração é o tipo de dado disponível que predomina no Site, o que não quer dizer que seja exclusivamente direcionado.

Entre outros exemplos desses dois primeiros ítens:

The Walter Phillips Gallery que opera conjuntamente com o Departamento de Mídias e Artes Visuais do Banff Centre of the Arts em Alberta, Canadá (http:// www-nmr.banffcentre.ab.ca/WPG).
Itaú Cultural que divulga suas exposições e projetos (http://www.itaucultural.org.br).
Casa das Rosas (http://www.dialdata.com.br/casadasrosas/);
O Museu de Arte Contemporânea da USP (http://www.usp.br/mac).
MoMA-Web com projetos de curadoria do Museu de Arte Moderna de New York para trabalhos realizados na rede (http://www.moma.org/webprojects/).
ZKM - Center for Art and Media Karlsrule, Alemanha, site da primeira instituição a nível mundial dedicada inteiramente às relações da arte e os novos meios (http://www.zkm.de).
ICC - InterCommunication Center: tem como objetivo principal promover o diálogo entre ciência, tecnologia, arte e cultura nas suas relações com a sociedade (http://www.ntticc.or.jp/).
SAT - Society for Art and Technology: centro transdisciplinário de Montreal, dedicado a pesquisa e produção na linha de trabalho novas mídias e cultura (http://www.sat.qc.ca).
Caiia-Star: conduzidos por Roy Ascott, artistas e cientistas se reúnem para discutir e propor projetos de diferentes naturezas (http://caiia-star.newport.plymouth.ac.uk).
ISEA - Inter Society for Eletronic Arts: que é uma organização internacional que defende uma comunidade culturalmente diversa e estimula o desenvolvimento de práticas da arte eletrônica (http://www.sat.qc.ca/isea).
v2: mostras e concertos refletem o desenvolvimento de pesquisas realizadas por este centro de arte e tecnologia de Rotterdam (http://www.v2.nl).
Beyond Interface: Apresenta alguns trabalhos artísticos realizados na rede e propõe questionar o contexto da "net.art" ou "art on the net" (http://www.yproductions.com/ beyondinterface/).
äda 'web: Espaço que reúne alguns artistas contemporâneos (artistas visuais, coreógrafos, compositores, arquitetos, cineastas, etc) com o objetivo de estabelecer um diálogo com os usuários da internet (http://www.adaweb.com).
BitNik: site que reune trabalhos de artistas de arte eletrônica, hospedado no LSI-Poli/USP (http://www.lsi.usp.br/bitnik).
ITP: Projetos desenvolvidos no Interactive Telecommunications Program da Tisch School of the Arts e New York University (http://www.itp.nyu.edu/itpweb/html/prj_index.htm).
911 Gallery: São apresentados trabalhos de vários artistas. Apropriando-se da especificidade do meio conduz e refaz o percurso do olhar do usuário e observador (http://www.911gallery.org/).
Galerie Fotohof, onde se pode acessar um banco de dados sobre a arte fotográfica na Áustria, através de portfolios das exposições, biografias e referências bibliográficas de aproximadamente 500 artistas (http://www.fotohof.or.at).
Cirque du Soleil: O site conta a história do grupo, apresentações, participantes e se apropria de elementos gráficos do mundo circo (http://www.cirquedusoleil.com).
Museu Virtual: Trata-se de um espaço para divulgação de pesquisas em arte computacional e arte eletrônica, ensaios, teses e dissertações (http://www.unb.br/vis/museu/museu.htm).
Encontro com Marcel Duchamp: Este site apresenta Duchamp e seus trabalhos, com arquivos de som e imagem (http://www.val.net/~tim/duchamp-aug96.html).
Nesses grupos que citamos acima, as redes são sobretudo "estruturas", no grupo que se segue elas intervêm mais como "obra".

3.2. Sites de Realização de Eventos e Trabalhos na rede

Essa participação pode ser compartilhada diretamente com outros ou ser desencadeada a partir de dispositivos particularmente desenvolvidos e direcionados para esses eventos. Uma série de sub-divisões podem ser feitas e que de certa forma poderiam ser abrigadas em três grandes grupos: A- Banco de dados onde o artista cria uma interface para que o usuário tenha acesso. B- O artista disponibiliza uma interface de contato direto entre os participantes, o que potencializa uma ação conjunta. C- A rede é um dos elementos do conjunto que compõe uma instalação física eventualmente distante. Por esta classificação, não queremos dizer que os artistas sejam definidos por uma única forma de trabalhar como sua característica exclusiva. As diferentes aproximações artísticas de produção em rede não se excluem, elas são algumas vezes complementares e geralmente concomitantes. Entretanto, não é nossa intenção de desenvolver neste artigo as diferentes formas de práticas artísticas na rede, que é um trabalho que se encontra ainda em processo(10), mas de já estabelecer uma primeira distinção entre sites de divulgação e realização e trazer alguns exemplos.

No caso da Internet, são vários os projetos artísticos que utilizam a especificidade do meio e em particular a interatividade propiciada ao usuário como um meio de estabelecer caminhos de navegação distintos e personalizados aos visitantes, mas aonde o usuário trabalha basicamente com um banco de dados "pré-determinado". É o caso do projeto Paris-Reséaux conduzido por Karen O'Rourke em 1994 com a participação de Christophe Le François, Isabelle Millet, Gilbertto Prado, Marie-Paule Cassagne, Marie-Dominique Wicker entre outros (www.univ-paris1.fr/CERAPLA/preseau) onde uma rede traçada em Paris pelos deslocamentos de vários personagens em momentos diferentes vai criando uma Paris imaginária, atualizada regularmente pelos artistas interventores(11).

"The File Room" de Antoni Muntadas é um bom exemplo de uma instalação que funciona simultaneamente na Internet. É um banco de dados que coleta em escala mundial caso de censuras de arte. Esta obra arquivo foi apresentada em numerosas manifestações artísticas sobre a forma de uma instalação Kafkafiana, rodeadas de muros de caixas empilhadas, nas quais se intercalavam monitores de vídeo conectados a Internet Desde sua inauguração em 1994 simultaneamente no Chicago Cultural Center e na Web, " The File Room " oferece aos internautas a possibilidade de adicionar seus próprios exemplos de censura artística num site que é atualizado regularmente (http://fileroom.aaup.uic.edu/FileRoom/)(12). Um outro exemplo mais recente, de 1998, a Web-instalação de Gilbertto Prado, "Depois do Turismo vem o Colunismo" que fez parte da exposição "City Canibal" no Paço das Artes em São Paulo e da seleção de sites de Web Arte da XXIV Bienal de São Paulo de 1998. (http://wawrwt.iar.unicamp.br/colunismo/colunismo.html). A instalação consistia em um "portal" com duas WebCams conectadas à rede Internet que eram disparadas por sensores dispostos no espaço físico da instalação pela passagem dos visitantes(13). Essa imagem local capturada em tempo real era mesclada com as de um banco de imagens e disponibilizada via rede pelo planeta. Outros participantes, localmente distantes da parte física da instalação, via WebCam, podiam espiar o espaço com a câmera e a fusão com as imagens geradas. O trabalho se pautava com humor sobre a presença, o olhar estrangeiro e o canibalismo cultural. Citamos igualmente um trabalho precursor de arte telerobótica na Internet, "Ornitorrinco in Eden", do artista brasileiro Eduardo Kac e Ed Bennett (http://www.uky.edu/Artsource/kac/kac.html), realizado em outubro de 1994, como parte do Festival de Arte Interativa: "Beyond Fast Forward", situado em Seattle (WA), Chicago (IL), e Lexington (KY). O trabalho consistiu em três nós de participação ativa e múltiplos nós de observação espalhados pela rede. Onde os participantes podiam agir diretamente nos movimentos de um "robô" e construir assim sua trajetória dentro de um espaço especialmente elaborado. No campo da "Web Story", outro trabalho de relevância é "O Moscovita", primeira novela brasileira na Internet dirigida e produzida por Ricardo Anderáos para o Universo Online, com roteiro de Reinaldo Moraes, fotografia de Cris Bierrenbach e webmastering de Marcos Alencar (http://www.uol.com.br/novela/moscovita/)(14).

Podemos ainda citar entre vários outros projetos artísticos na Internet:

A Web-instalação sobre odores e canibalismo "Smell.Bytes" de Jenny Marketou apresentada na XXIV Bienal de São Paulo de 1998 (http://smellbytes.banff.org).
Form Art Competition: Apropriando-se dos elementos gráficos presentes em formulários comuns na rede, o artista russo Alexei Choulgin subverte sua utilização convencional e passa a tratar esses elementos visuais em novos arranjos (http://www.c3.hu/hyper3/form).
Entropy 8 Digital Arts: No espaço artístico deste site a artista constroe, expõe, compartilha suas histórias, seus devaneios, suas alucinações com os usuários, apropriando-se da linguagem específica do meio (http://www.entropy8.com/).
The Fray: A proposta do site é possibilitar o registro e a publicação online de relatos e crônicas pessoais. Um espaço que abriga a expressão pessoal e prioriza a conexão entre os participantes. Aos leitores é possível também registrar comentários e idéias a respeito das histórias (http://www.fray.com).
Willkommen bei Antworten: Neste trabalho criado por Holger Friese, o artista propõe ao usuário um questionamento de seu comportamento diante das informações veiculadas na Web, quando trabalha a espera frente à tela do computador (http://www.antworten.de).
Jodi: Uma atitude criativa do autor, no exercício da liberdade com a linguagem e o meio, radicalizando e questionando a sua finalidade com consciência de linguagem. A mensagem torna-se auto-referente e revela a materialidade do seu suporte (http://www.jodi.org)(15).
The Ghost Watcher: A artista convida o visitante a descobrir o que/quem são os barulhos que acontecem debaixo da cama dela. Câmeras de vídeo monitoram esta estrutura e atualizam as imagens disponibilizadas no site, em intervalos de tempo regulares (http://www.flyvision.org/sitelite/Houston/GhostWatcher/).
Equator and OtherLands: Trata-se de um projeto experimental, baseado em hipertextos, onde os visitantes criam seus próprios roteiros através de uma navegação interativa e da colaboração com materiais visuais e sonoros (http://king.dom.de/equator/).
El Rastro projeto na rede de Sylvia Molina que se estrutura num trançado de praças e ruas (http://www.connect-arte.com/MM/websylvia/).
NetLung: Os trabalhos de quatro artistas (Diana Domingues, Gilbertto Prado, Suzete Venturelli e Tânia Fraga), elaborados para circularem no ambiente da rede, em 1997 (http://www.unb.br/vis/netlung.htm).
Unendlich, fast..., do alemão Holger Friese, apresentado inicialmente em http://www.thing.at, em 1995, de onde foi selecionado por Simon Lamiere para a documenta de Kassel, em 1997. Atualmente está disponível no seguinte endereço: http://www.thing.at/shows/ende.html. O artista trabalha com a expectativa do usuário mediante a dificuldade de encontrar informações, propondo uma atitude mais contemplativa diante de um azul infinito, quase...(16)
LandsBeyond Convida o usuário a um comportamento exploratório, quando permite até interferências físicas no display da tela (http://www.distopia.com/LandsBeyond/).
A Leer, de André Valias, "antilogia laborintica": poema em expansão (http://www.refazenda.com.br/aleer).
Valetes em Slow Motion: de Kiko Goifman, baseado em CD-ROM homônimo do próprio autor, apresentado na XXIV Bienal de São Paulo de 1998(17).
Time Capsule: Uma obra experiência de Eduardo Kac, que se encontra ao mesmo tempo no corpo do artista e em um banco de dados. Evento que contou com transmissão simultânea na Web (http://www.dialdata.com.br/casadasrosas/net-art/kac).
Private Investigators...": Mostra e performance que trabalha com as idéias de identidade e disfarce. Os artistas são convidados a participar criando e caracterizando personagens numa sociedade "baseada" em espetáculo (http://www-nmr.banffcentre.ab.ca/WPG/windows0.0/).
J'arrête le temps le jour du printemps: Esta ação interativa de Fred Forest utilizando mídias diversas (rádio, imprenssa e TV) utilizando como suporte a rede Internet tem duplo propósito. A arte como uma reflexão sobre o tempo e igualmente sobre o aporte simbólico que representa um dia específico como possibilidade de renovação criativa (http://www.fredforest.com/).
Charged Hearts: Trabalho da artista canadense Catherine Richards, onde o usuário é convidado a criar seu próprio coração e solicitado pelos outros participantes a simular entradas de informações de natureza íntima (http://charged-hearts.net/).
Viridis, de Gilbertto Prado,ainda em elaboração, consiste em utilizar WebCams para captar imagens de céus em tempo real. Uma vez essas imagens locais capturadas, estarão disponíveis via rede pelo planeta para que possam ser fundidas e intercambiadas com as de outros participantes construindo percursos oníricos que se encaixem entre azuis e verdes, entre céus e mares, cybercéus de azul fusão (http://wawrwt.iar.unicamp.br/viridis.htm).
INcorpos: projeto de Luisa Donati, que pretende "vivenciar" as experiências comunicativas que acontecem na rede Internet, valendo-se de imagens em direto na Web, que são posteriormente arquivadas e disponibilizadas no site, propondo "novas" composições destes "corpos físicos" (http://wawrwt.iar.unicamp.br/INcorpos.htm).
Own, Be Owned or Remain Invisible: Heath Bunting, trabalha na Web como uma forma de hacker, criando ambientes e mudando autorias (http://www.irational.org/_readme.html).
History of arts for airports: Vuc Cosic, artista esloveno de grande atividade na Web, retrabalha elementos da cultura contemporânea, deslocando-os numa dimensão artística (http://www.vuk.org).
10_DENCIES: neste site o grupo teuto-austríaco Knowbotic Research possibilita espaço para reflexão e discussão de questões de planejamento urbano (http://www.khm.de/people/krcf/IO/).
Artworks with Global Technologies: projeto de desenhos utilizando GPS e outras tecnologias de Andrea Di Castro (http://www.imagia.com.mx/graficae.htm).
Bodies: construção de corpos e mundos virtuais, projeto de Suzete Venturelli (www.url:http://www.unb.br/vis/lis2/aparicao/vnet-client/superficie1d.html)(18).
The Embodied Eye/The Body w/o Organs: combinação poética de modelos de corpos e orgãos humanos, projeto de Gregory Little (http://www.oberlin.edu/~glittle/avatar).
Bodies Inc.: projeto da Universidade da Califórnia em Santa Barbara no qual o visitante cria um "corpo" a partir das opções pré-definidas apresentadas para a construção de cada membro. Uma vez criado o corpo o visitante passa a interagir dentro de um espaço em 3 dimensões (http://www.arts.ucsb.edu/bodiesinc).


4. SOBRE AS REDES ARTÍSTICAS


Os intercâmbios artísticos em rede abrem uma área de "jogo" e um espaço social lúdico que acentua o sensível e as estratégias de partilha, mas que procuram articular no trabalho artístico as experiências do indivíduo confrontado a uma realidade complexa e em movimento, a desordem do mundo e a de cada um em particular. Cada artista, em cada participação, contempla, da sua maneira, uma certa possibilidade do mesmo mundo. Trata-se, em efeito, de uma mise en scène de diferentes imaginários, que não precisam se sujeitar às exigências de uma formalização estrita e anterior, de um sistema fechado de arrazoamentos e de práticas. As lógicas das redes, quer dizer, as maneiras como esses intercâmbios acontecem, celebram assim, sem interrupção, essa liberdade de dispor sempre diferentemente os sentidos do mundo, de poder colocar de outra maneira as coisas e as suas significações. A criação em rede é um lugar de experimentação, um espaço de intenções, parte sensível de um novo dispositivo, tanto na sua elaboração e sua realização como na sua percepção pelo outro. O que o artista de redes visa a exprimir em suas ações é essa outra relação ao mundo: tornar visível o invisível, através e com um "outro"; para descobrir e inventar novas formas de regulação com o seu meio, onde o funcionamento complexo coloca o indivíduo contemporâneo numa posição inédita.

E para finalizar sobre a arte na rede, parafraseando o coreógrafo Merce Cunningham, ao lugar de pensar num ponto simples de referência, pense em múltiplas direções. O olhar do "dançarino" não deve ser somente dirigido para o público, ele se transforma e se desloca por todo espaço. A arte em rede é também uma forma de dança ritual e coletiva, que se compõe num espaço e numa situação virtual propostos por um artista, criador de um campo de possibilidades, com instantes onde olhares distintos se cruzam ou se fazem cruzar, para dar numa ação (ou numa não ação). Onde o exercício da experimentação, essa ação reflexiva e sensível de uma atividade, se compõe com a de outro e de mais outro e de mais outro para se chegar a um trabalho de ordem artística num mundo perpetuamente nascente.


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(1)Embora a utilização por artistas das redes de computadores já estivesse embrionária nas experiências do mail art, faltava uma conjuntura mais particular para produzir a ruptura dessas novas experimentações artísticas. Entre alguns desses fatores poderiamos indicar: o desenvolvimento das tecnologias leves como câmeras portáteis, micro computadores, tornando possível a coexistência de vários registros temporais, permitindo assim uma vasta exploração pelos artistas deste "novo" espaço; uma imediatização da presença à distância aportada pelo telefone se conjugando com a malha planetária das redes de computadores capazes de transportar esses sinais. No que tange particularmente à mail art, atualmente, pode se encontrar sites com referências na rede Internet como: Artpool (http://www.artpool.hu/Ray/5/add3.html); RAT (http://cemu.fmv.ulg.ac.be/fmv1/MAN/92-11d.htm); La Poesia Experimental en America Latina (http://www.abaforum.es/users/2010/lapoesia.htm); JCM - TAM (http://www.faximum.com/jas.d/tam_065.htm); Arte Postal en Internet (http://www.artepostal.org.mx/enlaces/); Absurditische liga (http://www.swb.de/personal/abs/index.html); MAGAM (http://ccwf.cc.utexas.edu/~ifki311/softbomb/links.html); EMMA, The Electronic Museum of Mail Art. (http://home.actlab.utexas.edu/emma/); Artnetwork: (http://millkern.com/webdoc/mail_rtl.html); Correspondance Art/Mail Art on the WWW(http://www.artpool.hu/MailArt/links/texts.html); A Network of Sparks (http://enea.sapienza.it/magam/inglese/library/net.html); NetshakeOnline (http://gopher.well.sf.ca.us/0/Publications/online_zines/); Democratic art as social sculpture (http://www.fortunecity.com/victorian/palace/62); Boek861 (http://www.fut.es/~boek861); Infomam (http://users.skynet.be/infomam); Invisible Art (http://utenti.tripod.it/poetaerrante); Progetto Ombra (http://enea.sapienza.it/magam/inglese/gallery/maggi.html); Vortice (http://www.geocities.com/SoHo/Workshop/6345/vortice.htm);
(2) Carl LOEFFLER, "Modem dialing out", Leonardo, vol. 24, nº 2, 1991, p. 113.
(3) A respeito de eventos de Arte e Telemática: Gilbertto PRADO, "Cronologia de Experiências Artísticas nas Redes de Telecomunicações" in Trilhas, nº 6, Vol. 1, pp. 77-103, julho/dezembro de 1997. Ver também "Carl LOEFFLER e Roy ASCOTT (compilação), "Chronology and Working Survey of Select Telecommunications activity", in Leonardo, Vol. 24, n° 2, 1991 e Eduardo KAC, "Aspectos da estética das telecomunicações" in Comunicação na era pós-moderna, (org. Mônica Rector e Eduardo Neiva), Editora Vozes, pp. 175-199, R.J., 1997.
(4) Eric GIDNEY, "Art and Telecommunications - 10 Years On", in Leonardo, vol. 24, nº 2, p. 148, 1991.
(5) Baxandall, Duchamp du signe. Ecrits, Paris, Flammarion, 1975, p. 189, citado por Karen O'Rourke, in Art et communication, art des réseaux : pratiques et problématiques.
(6) Gianni VATIMO, La sociètè transparent, Desclèe De Brower, coll. Eclats, Paris, 1990.
(7) Para Anne CAUQUELIN, no seu remarcável trabalho (L'art contemporain, P.U.F., Paris, 1992) a rede é uma estrutura que permite e alimenta o deslocamento da obra artÌstica (ou o nome do artista) no circuito: "em princÌpio e não sem contradição, a obra e o artista são "tratados" pela rede comunicacional, como elementos constitutivos (sem eles a rede não tem razão de existir) mas também como produtos da rede (sem rede nem obra nem artista tem existência visível). São as noções-princípios da comunicação: circundamento (bouclage), saturação e nominação, que apresentam o seu status contemporâneo." (p. 53) No nosso caso não se trata de fazer circular uma "obra" dita "convencional", com um valor de mercado e/ou institucional reconhecido ou que se pretenda atual. A questão é a de construir o trabalho artÌstico com/dentro da rede de maneira que não seja disssociado do próprio processo.
(8) Gilbertto PRADO, "As Redes Artístico-Telemáticas", in Imagens, nº 3, pp. 41-44, dez. 1994.
(9) Gilbertto PRADO, "Dispositivos Interativos: Imagens em Redes Telemáticas" in A Arte no Século XXI: A Humanização das Tecnologias (coord. Diana Domingues), São Paulo, Editora da Unesp, pp. 295 - 302, 1997.
(10) O projeto wAwRwT tem entre seus objetivos o de verificar nos Sites de cunho artístico a conceituação do espaço, a arquitetura de construção, a estrutura de navegação, a composição estética das páginas, a funcionalidade e lógica dos acessos entre vários outros ítens. Outro propósito é o de realizar e de ampliar o universo de referência para projetos artísticos individuais e/ou do grupo na própria rede Internet. O wAwRwT é coordenado por Gilbertto Prado com a participação de Luisa Donati, Hélia Vannucchi, Maria Luisa Fragoso e Edgar Franco (http:// wawrwt.iar.unicamp.br).
(11) Karen O'ROURKE, "Paris Réseau: Paris Network", in Leonardo, Vol 29, nº 1, pp. 51-57, 1996.
(12) Sobre o trabalho de Antoni Muntadas ver o CD-ROM: Antoni MUNTADAS e Anne-Marie DUGUET, "Muntadas: Media Architecture Installations", Collection Anarchive, Centre Georges Pompidou, Paris, 1999.
(13) Sobre esta instalação ver: Gilbertto PRADO, "Utlizações artísticas de WebCam: projetos Viridis e Colunismo" in Anais do X Encontro Nacional da ANPAP (Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas), São Paulo, 1999, Vol. 2, pp. 199-205. Sobre a utilização de câmeras de vídeo na Internet, ver: Luisa DONATI e Gilbertto PRADO, "Telepresença na Web" in Trilhas, nº 7, Campinas, 1998; Luisa DONATI e Gilbertto PRADO, "Experimentações Artísticas com Webcam in Cadernos da Pós-Graduação, Instituto de Artes Unicamp, ano 2, Vol. 2, nº 2, pp. 35-43, 1998 e Luisa DONATI e Gilbertto PRADO, "Artistic Uses of Webcam in Internet" in Minds and Machines and Electronic Culture, Proceedings do The Seventh Biennial Symposium on Arts and Technology, Connecticut College, New London, USA, 1999, pp. 34-51.
(14) A esse respeito ver o livro de Janet MURRAY "Hamlet on the Holodeck" (http://anxiety-closet.mit.edu:8001/people/jhmurray/HOH.html).
(15) Luisa P. DONATI, "Análise Semiótica do Site Jodi" in Cadernos da Pós-Graduação, Instituto de Artes, Unicamp, Vol 1, nº 2, 1997 e (http:// wawrwt.iar.unicamp.br/texto02.htm).
(16) Hélia VANNUCCHI, "Unendlich, fast..., von Holger Friese" in 3. Werkleitz Biennale Sub-Fiction, Catalogue, Volune 1, Werkleitz Gesellschaft, 1998 e (http:// wawrwt.iar.unicamp.br/texto09.htm).
(17) Maria ERCILIA, "Bienal vai ter mostra de Web arte" in Folha de São Paulo, Netvox, 01/09/98 (http://www.uol.com.br/internet/netvox/nvox010998.htm).
(18) Ver também: Suzete VENTURELLI e Fátima BURGOS, "Avatar", VIII Compós, CD-ROM, UFMG, Belo Horizonte, 1999.

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