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Etienne Samain

É Professor Titular MS-6, Docente do Departamento de Cinema e atualmente Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Multimeios do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. É Bolsista-Produção (1B) do CNPq, desde 1993.

Formação:Pós-Doutorado:Institut Méditerranéen de Recherche et de Création - EHESS, IMEREC, MARSELHA - França -1991-92

Doutor em Ciências Teológicas e Religiosas. Universidade Católica de Lovaina - 1965. Licenças em Filologia Bíblica. Universidade Católica de Louvain, Bélgica - 1965.

Licenças em Filosofia. Pontifícia Universidade Católica de Rio de Janeiro - 1977. Mestrado em Antropologia Social. Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil - 1980

Endereço : 
Programa de Pós-Graduação em Multimeios Departamento de Cinema
Instituto de Artes - Caixa Postal 6159
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil

Fone: (55) (19) 3521-6569
Fax : (55) (19) 3521-7827

Currículo Lattes

Áreas de Interesse

1. as problemáticas relacionadas à história da fotografia e às questões heurísticas que este suporte imagético entretém com outros suportes da comunicação humana (oralidade, escrita, cinema, vídeo... ).
2. o uso das imagens no campo das ciências humanas (da Antropologia em especial), em termos históricos e, sobretudo, metodológicos.
3. a exploração de questões relativas à epistemologia da comunicação ou, melhor dizendo, à constituição de uma "antropologia da comunicação", na linha aberta por Gregory Bateson e pela Escola de Palo Alto.

Para resumir, ofereço essa reflexão:
"No decorrer da minha existência, coloquei as descrições de tijolos e de jarras, de bolas de sinuca e de galáxias numa caixinha e, ali, deixei-as repousar em paz. Numa outra caixa, coloquei coisas vivas: os caranguejos do mar, os homens, os problemas de beleza e as questões de diferenças. É o conteúdo da segunda caixa [que, a mim, interessa]" (Gregory Bateson)


Projetos  de Pesquisa

Últimos Projetos de Pesquisa [Bolsista Produtividade]

- (2003-2006). Título do Projeto: "Gregory Bateson - Antropólogo e Comunicólogo. Uma investigação: do 'Duplo Vínculo' à 'Estrutura que Liga'".

- (2007-2010). Titulo do Projeto: O que (como) pensam as imagens? De Gregory Bateson a Aby Warburg.

"A obra [uma imagem, por exemplo,] não é uma série de respostas, é uma série de questionamentos, ela não é explicações, ela é demandas de explicações, pedidos de esclarecimentos [...] É isso mesmo uma obra: uma série de interrogações e, já que existe construção, pode-se considerá-las como uma arquitetura de interrogações" (Ionesco:1969. 15-16)

1.1. Problematização, Quadros Referenciais e Objetivos.

Nas reflexões recentes sobre a imagem, vem se desenvolvendo a idéia de que ela alimenta uma relação privilegiada entre o que ela mostra, o que ela dá a pensar e o que, sobretudo, se recusa a revelar: o seu próprio trabalho, ou seja, o trabalho que ela realiza ao se associar, notadamente, a outras imagens.

Problematização

O que tal asserção poderia vir a significar em termos de explorações heurísticas possíveis em torno da imagem (fotográfica em especial)?

A primeira, a mais evidente, é o fato de que toda fotografia (e, diria, toda imagem: um desenho, uma pintura, um fotograma de cinema, uma imagem eletrônica ou infográfica) nos oferece algo para pensar: ora um pedaço de real para roer, ora uma faísca de imaginário para sonhar. "Não basta pensar para ver; a visão é um pensamento condicionado", lembrava Merleau-Ponty (1964, p.52). Roland Barthes (1980), por sua vez,dizia essas coisas com outras palavras. Falava de Studium [a imagem é um campo de estudo] e de Punctum a imagem é, também, um momento de sentimento e de emoção: um instante recortado dentro do tempo e do espaço, o lugar de um memória] A fotografia, assim sendo, nos faz pensar. Será que podemos aprofundar esse fato no sentido não tanto de saber o "porquê" ela nos faz pensar, mas o "como" nos faz pensar? Qual (ais) sua (s) maneira (s) de nos fazer pensar? Será que partindo de fotografias concretas, poderíamos chegar a desvendar algo da maneira como a imagem fotográfica nos provoca a pensar, nos convoca a pensar? Eis um questionamento entre outros.

Segunda possibilidade de se aproximar do eixo O que (como) pensam as imagens? : o fato de que - também - toda fotografia (e toda imagem) é portadora de um pensamento, isto é, veicula pensamentos. O que isso quer dizer? Que toda imagem leva consigo primeiramente algo do objeto fotografado, que a luz se encarregou de inscrever na placa sensível. Veicula uma figura e muito mais: de um lado, o pensamento daquele que produziu a fotografia, a pintura, o desenho; de outro, o pensamento de todos aqueles que olharam para eles, todos esses espectadores que "incorporaram" neles, seus pensamentos, suas fantasias, seus delírios e, até, suas intervenções. Para tornar mais claro o que procuro dizer, acrescentaria: o que pensa a Gioconda, hoje, depois de tantos olhares terem perscrutado, após Leonardo da Vinci, o seu rosto e o seu sorriso. Eis uma outra vertente deste questionamento em torno de O que (como) pensam as imagens? Outra vertente que nos leva e conduz para outros horizontes: os territórios, novamente, da memória. Toda imagem é uma memória de memórias. Ver a menina coberta de napalm, gritando de dor numa estrada do Vietnam significa cruzar milhares de outros olhares postos sobre seu corpo indefeso e penetrar numa memória coletiva: nossa história, a que ela pertence e da qual jamais sairá...

A terceira proposição é, de longe, a mais questionável, a mais utópica e, provavelmente a mais necessária. Ouso dizer que a imagem - toda imagem - é uma "forma que (se) pensa". A proposição é tanto mais provocadora e complexa na medida em que reivindica e chega mesmo a dizer que, independentemente de nós, as imagens (por exemplo, as fotografias) seriam formas que, entre elas, se comunicam e dialogam. Com outras palavras: independentemente de nós - autores ou espectadores - a fotografia (e toda imagem) - ao combinar nela um conjunto de dados signicos (formas, traços, cores, movimentos, vazios, relevos e outras tantas pontuações), ou ao associar-se com outra(s) imagem (ns), seria "uma forma que pensa". A provocação torna-se plena, quando se quer alocar, desta vez à imagem, um "pensamento" que lhe seria próprio. A imagem teria uma "vida própria" e um verdadeiro "poder de ideação" (isto é, essa possibilidade de suscitar pensamentos e 'idéias') ao se associar a outras imagens. Aliás, exatamente da maneira como, numa frase, palavras (por exemplo: um sujeito, um adjetivo, um verbo, um pronome relativo, um complemento direto ou indireto, um gerúndio ou um simples artigo), ao se associarem, são capazes de despertar e promover "idéias" ou "ideações" [movimentos de idéias].

Eis uma rede de possíveis questionamentos que, em termos das imagens, poderiam - acredito - permitir descobrir que as imagens prevêem e entrevêem o que, simplesmente, imaginamos ter chegado a ver.

Quadros Referenciais e Objetivos

Gostaria de conduzir essa tríplice problematização, de natureza essencialmente heurística e que diz respeito à comunicação visual, à luz e no horizonte reflexivo de dois autores principais. De um lado, o antropólogo, comunicólogo e epistemólogo inglês Gregory Bateson (1904-1980) que começo a conhecer um pouco melhor ao longo desses últimos anos e, de outro, esse outro homem genial, judeu alemão, fundador da iconologia moderna, Aby Warburg (1866-1929), que, felizmente, vem sendo "redescoberto" numa aproximação da arte encarada como uma 'memória de imagens', como supervivência de imagens. Outros autores mais próximos no tempo deverão, também, proporcionar avanços neste campo de investigação das imagens enquanto "formas que pensam". Entre eles, destacarei Jacques Aumont (1996 e 1999) e Jean-Luc Godard (1998).

Gregory Bateson

Bateson me interessa na medida em que, não somente, me tornou sensível à "estrutura que conecta todos os seres vivos (The pattern which connects all the living creatures), mais ainda, na medida em que, diferentemente das bolas de sinuca que somente se deslocam com base e sob o efeito dos impactos recebidos, ele colocaria as imagens na "sua caixinha dos seres vivos" . As imagens são efetivamente revelações, epifanias, aparições, fenômenos no sentido etimológico da palavra. Bateson me interessa muito, também, porque foi ele que despertou o questionamento que me proponho explorar nesta pesquisa, quando levantava a questão de saber se "um computador pode pensar". Escrevia em 1978: " Durante muito tempo temos debatido para saber se um computador podia pensar. A resposta é "não". O que pensa, é o circuito total, circuito incluindo um computador, um homem e um ambiente. Poder-se-ia também perguntar se um cérebro pode pensar e, de novo, a resposta seria "não". O que pensa, é um cérebro dentro de um homem que é parte de um sistema que inclui um ambiente [contexto vivencial].Traçar uma fronteira entre uma parte de um sistema [...] e o sistema a que ela pertence, significa criar um componente mitológico que, corriqueiramente, chamamos um 'eu' " (Bateson, 1991:202 [1978]).

Aby Warburg

Desde que ouvi falar (em julho de 2002) da pessoa e das proposições de pesquisa de Aby Warburg, - precisamente no decorrer de uma comunicação de Georges Didi-Hubermann realizada na cidade de Hamburgo, onde Warburg tinha "montado" sua fantasmagórica biblioteca - , nunca mais me foi possível separar o historiador da arte do projeto comunicacional holístico de Bateson. Ambos, com efeito, tecem uma clara trama nesta "estrutura que conecta os seres vivos". Warburg (que temos que aproximar de outros grandes autores da época, que o próprio conheceu de perto: Erwin Panofsky, Ernst Gombrich, Ernst Cassirer...) foi um extraordinário visionário no que diz respeito a sua atitude precursora no tocante ao que hoje entendemos como hipertexto, no caso, um hipertexto visual. Dois marcos retêm a minha atenção. O primeiro é, precisamente, a famosa biblioteca elíptica de Hamburgo (basicamente uma biblioteca da História da Arte e da História da Cultura), onde os livros eram constantemente reorganizados em função da "lei da boa vizinhança" que Warburg tinha instituído na sua classificação caleidoscópica dos campos do saber . O segundo, o Atlas Mnemosyne , uma "história da arte sem texto", ao qual trabalhava desde 1924 e que qualificava como sendo uma "história de fantasmas para pessoas adultas". Mnemosyne significava para Warburg tanto a "memória" entendida como faculdade, quanto a "lembrança" entendida como movimento. Trata-se de uma coleção de painéis revestidos de tecido preto (película) sobre os quais Warburg montava conjuntos de imagens, de figuras e de fotografias, conjuntos esses que deviam, em seguida, ser fotografados a fim de formar e revelar umas novas entidades complexas, portadoras de significações. Tratava-se, de certo modo, de um dispositivo cinematográfico que exigia "uma intervenção ativa do espectador [que] face à descontrução tabular das pranchas, tinha que recriar trajetórias de significações, feixes de intensidade, apoiando-se sobre espaçamento das fotografias e sobre a diferença no tamanho das tiragens, as quais correspondem a variações de vigor [...].O pensamento das imagens que aparece no Mnemosyne, [...é um] pensamento silencioso que se edifica a partir de simples relações dinâmicas e de fenômenos de atração e de repulsão visuais" (Michaud,1998:239). Num texto datado de 1927, intitulado "On Planned American Visit", referência a um projeto de uma nova viagem na América que pretendia fazer junto aos índios Hopi (Novo México), os quais tinha conhecido de dezembro de 1894 a julho de 1896, ele escreve: "Se me rememorar a viagem da minha vida, parece-me que a minha missão é a de funcionar como um sismógrafo da alma sobre a linha de partilha entre as culturas" (Michaud, 1998:282).

Jacques Aumont e Jean-Luc Godard

Jacques Aumont é, hoje, professor na Université Paris-3, Sorbonne Nouvelle. Seus livros foram principalmente consagrados às relações entre as imagens do cinema e as outras imagens. Um deles tem como titulo O que pensam os filmes [À quoi pensent les films, 1996]. Não é necessário realçar a afinidade do titulo do livro com o horizonte desta pesquisa, quando Aumont define o objeto de seu estudo como sendo "a imagem animada enquanto ela se pensa a si própria como imagem, enquanto ele produz pensamento" (Aumont, 1996:8). Logo acrescentará: "O filme é antes de tudo composto por imagens (que se movem e sonoras), de tal modo que analisar um filme significa principalmente entender nele a organização formal, chegar a descrever a partir dele as configurações e, sobretudo, captar suas invenções figurativas lá onde existem. Com poucas palavras, quis tomar a sério meu próprio postulado segundo o qual a imagem pensa - e não é apenas o veículo ou a conseqüência (forçosamente achatada) de uma ideação situada alhures" [os grifos são nossos]. Eis o objetivo central de um livro, de leitura exigente, que abre, de maneira teórica e concreta [remetendo a filmes], a uma problemática, ela também, nova em termos de uma heurística das imagens. Não posso, neste momento, medir a importância e o impacto do livro de Aumont sobre outras produções recentes (livros e artigos) de autores que como Philippe Dubois (2004) ou da coletânea Figure, Figural dirigida por François Aubral e Dominique Chateau (1999), enriquecerão, com certeza, uma necessária discussão.

Por sua vez, Jean-Luc Godard (Nossa Música, 2005) nos lembra que "Dar corpo às imagens é fundamental" e acrescenta que "a luz é o primeiro animal visível do invisível". Autor do magistral Histoire(s) du Cinema (Godard, 1998), ele levanta num momento de sua reflexão nesta obra (vol.3, p.46-47) um questionamento importante, que intitula "Das trevas do absoluto", acrescentando: "Estava sozinho perdido nos meus pensamentos, como se diz". Nos oferece, neste exato momento, uma sucessão de oito pinturas de mulheres adultas (pinturas de Manet, Da Vinci, Vermeer, Corot, Goya...) que, efetivamente, nos interrogam, olham de maneiras diversas entre elas e, também, com relação a nós que, incertos, olhamos para cada uma delas, procurando um possível diálogo. A pintura moderna, que Manet inaugura, ao despojar-se da imitação da natureza e não mais procurando saber dos contornos das coisas e dos seres, pode, finalmente, se interessar e penetrar naquilo que fez a essência do instante no qual as coisas e os seres se permitem existir. É quando Godard, também, confidencia: "A pintura moderna, uma "forma que pensa", isto é, o cinematografo, isto é, formas que caminham em direção à palavra, muito precisamente uma forma que pensa" (Ibid., 54-55 [grifos nossos]). O que procura nos dizer? Eis, também, um outro questionamento do qual tentarei me aproximar a partir, também, do trabalho recente de Scemana (2006) e da retrospectiva atual de Godard no Centro Pompidou (Godard, 2006).

"Imaginar não significa outra coisa, senão reencontrar, descobrir, recriar o que foi, o que se quer atingir pois o que esteve, será, isto é, existe" (Ionesco;1969:64)

1.2. Metodologia, Estratégia de Ação e Cronograma.

A) Visto que tenho melhor conhecimento da obra de Bateson e dos seus posicionamentos heurísticos, penso dever, num primeiro momento (período de 06 meses), organizar e aprofundar todo um material bibliográfico em torno da personalidade e da obra de Warburg. Um material bibliográfico que, não entanto, já consegue em boa parte reunir no decorrer desses últimos anos. Pretendo, desta maneira, organizar esse material em torno de quatro eixos:

- um dirá diretamente respeito à pessoa de Warburg, fundador da iconologia e às suas relações com outros historiadores da arte (Saxl, Panofsky, Gombrich) ou das religiões (Hermann Usener), com antropólogos (Franz Boas, Edward Taylor, J. Georges Frazer) e filósofos (Ernst Cassirer, Friedrich Nietzche), entre outros.

- outro dirá respeito à famosa biblioteca de Hamburgo, aos princípios de sua organização, de sua sistematização do saber e à própria vivência de Warburg nela e com ela.

- parece-me importante abrir um espaço singular à viagem (1895-1896) que fará Warburg no meio dos índios Hopi e à relevância que terá em especial, para ele, o ritual da serpente, tanto para entender como poderá sair de um período de demência profunda como descobrir o que há de central e, até, de obsessivo na proposta de Warburg no tocante à arte: o presente da arte [renascentista em especial] é o tecido e o resultado de múltiplos passados. Passados que veiculam sobrevivências (ou melhor dizendo, supervivências), formas e imagens.

- o quarto eixo deverá focalizar, evidentemente, o empreendimento visual de uma constituição da história da arte "sem texto", a partir do movimento e do diálogo de que as imagens se nutrem. Tratar-se-á de mergulhar no admirável Mnemosyne, felizmente já disponível em termos editoriais, embora ainda parcialmente.

B) Num segundo momento, procurarei aproximar duas figuras e dois pensamentos centrais presentes neste projeto (Bateson e Warburg) e relacionar tanto a "estrutura que conecta" como a "lei da boa vizinhança". Com outras palavras, desvendar como esses autores nos obrigam a pensar novas perspectivas no que diz respeito, de um lado, às maneiras como a comunicação se oferece em termos visuais e intelectuais e, de outro, como as imagens organizam e sistematizam os saberes humanos. Tais questões deverão, com certeza, se enriquecer com os aportes de Jacques Aumont, de Jean-Luc Godard e desses novos epistemólogos da visualidade que nos falam de "figura, de figural e de figuração".

C) Quero anunciar, enfim, um projeto em fase sólida de elaboração sobre esse assunto: a publicação de um livro que trataria precisamente desta temática. Projeto este que, com a Professora Kati Caetano (da Universidade Tuiti do Paraná), estamos organizando e que reúne no presente momento vinte potenciais colaboradores (alunos e professores) por nós convidados e que, na maioria, já nos enviaram uma proposta de artigo em torno da problemática. O que (como) pensam as imagens?

1.3. Bibliografia Básica

Nota preliminar:

Na medida em que o presente projeto de pesquisa gira em torno de dois pensadores, apresento uma bibliografia básica que diz respeito a cada um deles.

Com relação à obra extensa de Aby Warburg, remeto o leitor ao "Índice Bibliográfico" (p. 517-590) elaborado por Georges Didi-Huberman na sua obra magistral dedicada a Warburg (2002). Alguns outros importantes autores citados na proposta, serão consignados nas páginas de Warburg.

(BATESON)

Bateson, Gregory e Ruesch, Jurgen. Communication, the Social Matrix of Psychiatry, New York: Norton, 1951. Reedição com novo prefácio "Preface to the 1987 Edition" por Paul Watzlawick, New York: Norton 1987. Versão francesa: Communication et Société, Paris, Editions du Seuil, 1988. Existe uma versão em língua castelhana.

Bateson, Gregory, Steps to an Ecology of Mind, Chicago, The University of Chicago Press, 1972 [Reedição com Prefácio de Mary Catherine Bateson, 1999].

Bateson. Gregory, Mind and Nature. A Necessary Unity, Toronto - Nova Iorque, Bantam Books, 1980 [1979]. Versão portuguesa: Mente e Natureza. A Unidade Necessária, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1986 (esgotado). Versão francesa: La nature et la pensée, Paris: Le Seuil, 1984.

Bateson, Mary Catherine. With a Daughter's Eye. A Memoir of Margaret Mead and Gregory Bateson, New York, William Morrow and Company, Inc., 1984. Versão francesa: Regard sur mes parents. Une évocation de Margaret Mead et de Gregory Bateson, Paris, Seuil, 1989.

Bateson, Gregory e Bateson Mary Catherine. Angels Fear. Towards an Epistemology of the Sacred, New York, Macmillan Publishing Company, 1987.

Bateson, Gregory. A Sacred Unity: Further Steps to an Ecology of Mind (ed. Rodney E. Donaldson), San Francisco, Harper Collins, 1991.

Benoit, Jean-Claude. Double lien, Schizophrénie et Croissance. Gregory Bateson à Palo Alto, Ramonville Saint-Agne, Toulouse, Érès, 2000, e, recentemente: Gregory Bateson, La crise des écosystèmes humains, Genève, Georg Éditeur, 2004

Brockman, John. About Bateson, New York, E.P. Dutton, 1977.

Edmond, Marc e Picard, Dominique. L´École de Palo Alto, Paris, Retz, 1984.

Lipset, David. Bateson. The Legacy of a Scientist, Boston: Beacon Pres, 1982. Existe uma versão castelhana: Gregory Bateson. El legado de un hombre de ciência, México, Fondo de Cultura Económica, 1991.

Pauzé, Robert. Gregory Bateson. Itinéraire d'un chercheur, Ramonville Saint-Agne, Toulouse, Érès, 1996.

Rieber, Robert. The Individual, Communication and Society. Essays in Memory of Gregory Bateson, Cambridge, Cambridge University Press e Paris: Editions de la Maison des Sciences de l'Homme, 1989.

Harries-Jones, Peter. A recursive vision. Ecological Understanding and Gregory Bateson, Toronto, University of Toronto Press, 1995.

Steier, Frederick (ed.). "Gregory Bateson. Essays for an ecology of ideas", in Cybernetics & Human Knowing. A Journal of second-order cybernetics autopoiesis and cyber-semiotics, vol. 12, nº 1-2, Copenhagen, 2005.

Winkin, Yves. La nouvelle communication, Paris, Seuil, 1ª ed. 1981; 6ª ed. (aumentada), 2000. A versão brasileira, publicada em 1998, sob o título A nova comunicação. Da teoria ao trabalho de campo, Campinas, Papirus Editora, oferece, além dos textos, uma ampla bibliografia crítica.

Winkin, Yves (sob a direção). Bateson Premier État d'un Héritage. Colloque de Cerisy, Paris, Seuil, 1988.

Wittezaele, Jean-Jacques e García, Teresa, À la recherche de l'École de Palo Alto, Paris, Éditions du Seuil, 1992.

(WARBURG)

Agamben, Giorgio. Image e mémoire. Aby Warburg. La science sans nom. Paris: Editions Hoebeke, 1998.

Arnheim, Rudolf. El pensiamento visual. Tradução de Rubén Masera. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica, 1998. [or. Inglês, 1969].

Aubral, François e Chateau, Dominique (sob a direção). Figure, Figural. Paris: L'Harmattan, 1999.

Aumont, Jacques. À quoi pensent les films. Paris: Séguier, 1996.

Aumont, Jacques. Amnésies, fictions du cinema d'après Jean-Luc Godard. Paris: Ed. P.O.L, 1999.

Barthes, Roland. La chambre claire. Note sur la photographie. Paris: Cahiers du Cinéma-Gallimard-Seuil, 1980. Versão portuguesa: A câmara clara. Nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2ª ed., 1984.

Binswanger, Ludwig e Warburg, Aby. La guérison infinie. Histoire clinique d'Aby Warburg. Paris: Bibliothèque Rivages, 2007.

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Careri, Giovanni. "Aby Warburg: rituel, Pathosformel et formeintermédiaire",in L'Homme, nº 165 (2003) 42-76.

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Didi-Huberman, Georges. Devant l'image. Paris: Les Éditions de Minuit., 1990.

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Didi-Huberman, Georges. Devant le temps. Histoire de l'art et anachronisme des images. Paris: Les Éditions de Minuit, 2000.

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Didi-Huberman, Georges. Ninfa Moderna. Essai sur le drapé tombé. Paris: Gallimard, 2002.

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Godard, Jean-Luc. Histoire(s) du cinema - 3: La monnaie de l'absolu. Une vague nouvelle. Paris: Gallimard-Gaumont, 1998.

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Severi, Carlo. 'Pour une anthropologie des images: histoire de l'art, esthétique e anthropologie', in L'Homme, nº 165 (2003) 7-10.

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Ziberfarb Sacha. "Actualité d'Aby Warburg. Désir d'être indien", in Vacarme, º 18 (2002) 78-79.

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Warburg, Aby. Le Rituel du Serpent. Récit d'un voyage en pays pueblo. Paris:Macula, 2003.

Warburg, Aby. "Images du territoire des indiens pueblos en amérique du nord", in Vacarme, nº 18 (2002) 86-87.

Warburg, Aby. Der Bilderatlas Mnemosyne (sob a direção de Martin Warnke e de Claudia Brink). Berlim: Akademie Verlag, 2000.


Publicações

Livros:
1. SAMAIN, Etienne, ALVES, André. Os Argonautas do Mangue (André Alves): precedido de Balinese character (re)visitado (Etienne Samain): Campinas e São Paulo : Editora da UNICAMP e Imprensa Oficial, 2004.
2.SAMAIN, Etienne (org.). O Fotográfico, São Paulo: Hucitec- CNPq, 1999. 2ª edição, São Paulo: Hucitec Editora e SENAC-Editora, 2005.
3. SAMAIN, Etienne. Moroneta Kamayurá. Mitos e Aspectos da Realidade Social dos Indios Kamayurá (Alto Xingu). RIO DE JANEIRO : LIDADOR, 1991.

Artigos mais recentes:

- SAMAIN, Etienne. "A Matriz Sensorial do Pensamento Humano. Subsídios para redesenhar uma epistemologia da comunicação" in: Ana Silvia Lopes Davi Médola; Denize Correa Araujo e Fernanda Bruno. (Org.). Imagem. Visibilidade e Cultura Midiática. Porto Alegre: Editora Sulina, 2007, p. 63-79.

- SAMAIN, Etienne; BRUNO, Fabiana. "Antropologia, Imagem e Memória. De alguns caminhos heurísticos e metodológicos", in Boletim. Publicação do Grupo de Estudos do Centro de Pesquisa de Arte e de Fotografia da Escola de Comunicação da USP. Nº 2, São Paulo: ECA/USP, 2007, p. 37-45

- SAMAIN, Etienne. "Antropologia Visual e Fotografia no Brasil: vinte anos e muito mais", in Cadernos de antropologia e imagem, Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 115-132, 2006

- SAMAIN, Etienne; BRUNO, Fabiana. "Imagens de Velhice, Imagens da Infância: Formas que se pensam", in Cadernos CEDES, Campinas, v. 26, n. 68, p. 21- 38, 2006.

- SAMAIN, Etienne. "Quando a Fotografia (já) fazia os antropólogos sonharem: o Jornal 'La Lumière '(1851-1860)", in: Annateresa Fabris; Maria Lúcia Bastos Kern. (Org.). Imagem e Conhecimento. São Paulo: EDUSP, 2006, p. 193-227.

- SAMAIN, Etienne. "Les risques du Texte et de l'Image - Autour de 'Balinese Character'(1942), Gregory Bateson et Margaret Mead", in: Leo H. Hoek; Claus Clüver; Veronique Plesch. (Org.). Word & Image. Interactions V. Orientations: Space/Time/Image/Word. Amsterdam-New York: Rodopi, 2005, v. 1, p. 109-123.

- SAMAIN, Etienne. "Por uma Antropologia da Comunicação: Gregory Bateson", in José de Souza Martins, Cornélia Eckert, Sylvia Caiuby Novaes (orgs) O imaginário e o poético nas Ciências Sociais. Bauru-SP:EDUSC,2005, 129-155.

- SAMAIN, Etienne. "O Sagrado". Site da Internet http://opuscorpus. Incubadora.fapesp.br - São Paulo, p. 1-3, 2004.

- SAMAIN, Etienne. "Antropologia de uma imagem 'sem importância'", in Ilha Revista de Antropologia, Florianópolis, v. 5, n. 1, p. 47-64, 2004.

- SAMAIN, Etienne "Alguns Passos em Direção a Gregory Bateson". in. Revista Eletrônica Ghrebh. PUC - SP, São Paulo, v.5, p.1-20, 2004.

- SAMAIN, Etienne. "De la Preuve à l'Épreuve du Réel. Roland Barthes et l'Anthropologie Visuelle" in Visio. Revue Internationale de sémiotique visuelle. (Université de Laval, Canadá), v.8, n.1-2, p.17-29, 2003.


Atividades Docentes

Orientações Atuais:

(Doutorado)

- Fabiana Bruno. Retratos da Velhice. Das Fotografias às imagens da Memória: percurso metodológico e cognitivo. Início: 2005. Tese (Doutorado em Multimeios) - Universidade Estadual de Campinas.

- Regiane Rossi. Ciganos, Dançarinos do Tempo: Ritual, Cultura e Tradição. Início: 2003. Tese (Doutorado em Multimeios) - Universidade Estadual de Campinas.

(Mestrado)

- Guilherme Marcondes Tosetto. Entre o plástico e o simbólico: a festa de Corpus Christi revelada em Imagens. Início: 2007. Dissertação (Mestrado em Multimeios) - Universidade Estadual de Campinas.

- Wellington Sacchi. A Identidade Saltimbanco. Uma análise da identidade circense. Início: 2007. Dissertação (Mestrado em Multimeios) - Universidade Estadual de Campinas.

- Cristiane Gusmão Nery. Imagens Fantásticas do Carnaval de Recife. Início: 2006. Dissertação (Mestrado em Multimeios) - Universidade Estadual de Campinas.

- Regina Chiga Akama. A identidade feminina da mulher 'casadoira': Resgatando a memória e a história da vida de ex-alunas do internato São Paulo Saiho Jyo Gakuin. Início: 2006. Dissertação (Mestrado em Multimeios) - Universidade Estadual de Campinas.

- Renata Maria Teixeira. Guardião do passado deseja o presente: o tempo redescoberto na produção fotográfica de Aristides Pedro da Silva, o V-8. Início: 2006. Dissertação (Mestrado em Multimeios)- Universidade Estadual de Campinas.

Informações Pessoais

Para quem quiser me conhecer um pouco, remeto à crônica bem humorada escrita por Eustáquio Gomes atual Coordenador de Imprensa da Unicamp e meu amigo, publicada na revista "Metrópole" do Correio Popular [Campinas] em 07 de setembro de 1997.

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