exposição: 05 a 24 de maio 2010
CICLO ONE

Cláudia França é doutoranda pelo Instituto de Artes desta Universidade, tendo como orientador o Prof. Dr. Marco Antonio Alves do Valle. A mostra, nomeada pela artista de “ciclo one”, encerra um ciclo de sua produção experimental na pesquisa de doutorado.

São trabalhos autorrepresentacionais, cujo fundamento reside na participação do outro na elaboração de cada uma das propostas em exposição. Cláudia construiu um percurso labiríntico de elaboração dos trabalhos, em que o processo de um se mescla ao processo de outro, todos eles gerados a partir de duas coleções que a autora mantém desde 2001: uma coleção de nomes próprios de pessoas importantes em sua formação identitária e outra coleção de roupas brancas usadas, pertencentes a espécimes de sua coleção de nomes. Com esses materiais a autora construiu alguns trabalhos processuais e ensaios, vinculados principalmente na produção de objetos, vídeos, fotografias e instalações.

Cláudia França é natural de Belo Horizonte (MG), mas reside e trabalha em Uberlândia (MG), onde é professora Assistente do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal de Uberlândia, lecionando disciplinas de Desenho e Expressão Tridimensional, bem como orientação de projetos de conclusão de curso. Sua tese, “Deslizamentos e desnudamentos do sujeito, ao ritmo de sístoles e diástoles do tempo: análise de objetos autorrepresentacionais” – discute a singularidade de produções autorrepresentacionais contemporâneas, de maneira a gerar reflexões e questionamentos a respeito da pertinência dessas produções no gênero “autorretrato”, que tem sua história consolidada dentro dos gêneros representacionais. Nesse sentido, a artista procura perceber - por meio da exposição de trabalhos pessoais e de trabalhos/posturas de artistas como Duchamp, Sophie Calle, Roman Opalka, On Kawara, entre outros - como conceitos como subjetividade, autoria, memória e corporeidade são trabalhados e problematizados por eles. 

Para ciclo one, a artista prepara uma intervenção mais contundente no espaço expositivo, proporcionando situações de maior interação do espectador com os trabalhos. Por meio deles, o espectador poderá atravessar espaços, ouvir narrações e outros sons, construir suas próprias estórias e interpretações do que percebe no interior da galeria. Poderá demorar-se no contato com os trabalhos ou perceber todos eles como um grande “desenho” no espaço.

imagens da defesa - fotos de Antonio Scarpinetti

série Entrevista - fotos Cléber Ramos

série Isso sou Eu - fotos Alessandro Toloszcko

série Nós 2 - fotos Hélio Sperandio

veja vídeo

Foto Alessandro Toloszcko
Foto Helio Sperandio
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