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“Tudo é natureza morta. Você
é uma natureza morta. Seu cérebro: uma grande couve-flor”
Horst Janssen.
A transição dos gêneros é o mote
desta exposição. Dimensões aparentemente opostas, a intimidade dos objetos
e a grandiloqüência do espaço da paisagem, tecem diálogos e inserem o
imenso no diminuto.
Os processos tradicionais da pintura
e da gravura remetem diretamente a uma temática contida nas naturezas
mortas, objetos de atelier e brinquedos mesclados, que além de evocarem
a temática clássica das “vanitas”
(vaidades) aludem ao caráter lúdico do fazer artístico, suas ferramentas
e procedimentos.
Sobre o gênero Paisagem este conjunto expõe cenas da várzea
do rio Paraíba do sul, contidas no álbum de gravuras em metal intitulado
“Vargem Grande” e cenas urbanos do potifólio “Ars Memorandi” cujos personagens
são edifícios atópicos, embora contextualizados no mesmo recorte
geográfico.
Em Naturezas
Mortas são apresentadas gravuras em metal mais pinturas e xilogravuras
contendo, de modo recorrente, associações entre objetos de atelier e brinquedos.
Todas as obras foram realizadas
entre os anos 1989-2008.
Curriculum
do artista
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