Galeria
de Arte da Unicamp/IA
apresenta
Suely Pinotti
Pinturas
26 de agosto a 13 de setembro 2002
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Num primeiro
momento um retângulo de lona. É o começo. Surge inesperadamente a primeira pincelada, a primeira forma. Marcas, registros são pontos de partida que orientam o processo da pintura. As ações posteriores são frutos de um diálogo entre as cores e as formas. A pintura se faz através das interrogações pacientes da matéria, do se fazer espaço, do se fazer tempo, do se fazer luz. A pintura é um apelo. A pintura surpreende, faz adivinhar, revela a poesia por meio da busca.
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Ao entrar em contato com esta
série de trabalhos inéditos de Suely Pinotti, reportamo-nos a
Kandinsky o mestre da Bauhaus, quando distinguiu claramente os estágios
evolutivos que o conduziram a não objetividade, abrindo brechas para
caminhos posteriores que daí derivaram. - Referimo-nos à total
ausência da figura -.
Afirmava ele, porém, do grande perigo no plano estético de resvalarem
os artistas para a ornamentação puramente externa, bem como o
desenvolvimento de uma arte acadêmica não figurativa. Suely, atenta
às considerações prefiguradas pelo mestre e a propósito
da grande banalização de tais formas abstratas nos dias atuais,
seu trabalho, ao contrário, revela constante estudo e muita busca, depurado,
cada vez mais, através de várias fases. Mergulhando profundamente
numa pesquisa que implica a história da arte, chega à pintura
como linguagem por excelência.
Suas "composições" são dotadas de forte expressão
criadora, definindo uma consciente estetização e perfeito controle
dos meios utilizados na pintura.
Aí se revela a magia de sua arte cristalizada em luzes e cores.
Fúlvia Gonçalves
Doutora em Artes pela UNICAMP