Programação geral | Professores | Recitais | início
Comissão Organizadora:
Edmundo HORA (presidente), Dorotéa KERR e Eduardo MONTEIRO
Conceituado especialista em Música Barroca e instrumentos de teclado do
século XVIII - Edmundo Hora – Doutor em Cravo pela Unicamp, desenvolve
o seu trabalho baseado na interligação das técnicas específicas dos instrumentos
antigos de teclado, possuindo em seu acervo atualmente: Cravos, Órgão de Câmara,
Clavicórdio e Fortepianos – duas réplicas de 1796 e um original do séc.XIX.
Com formação em Órgão e Cravo, na Bahia foi organista titular da Catedral
Basílica de Salvador nos anos de 1972 a 1977, e em São Paulo especializou-se
em Cravo de 1978 a 1980. Em Amsterdã-Holanda de 1984 a 1993, graduou-se como
"Solista de Cravo" pela Escola Superior de Artes de Amsterdã e pós
graduou-se na Hogeschool Stichting Amsterdam
- Sweelinck Conservatorium, orientado respectivamente por J. Ogg e A.
Uittenbosch, tendo em seu exame final, como presidente do júri, Gustav Leonhardt.
Tem participado no Brasil como professor de Cravo e palestrante nos Festivais
de Londrina PR de 1984 a 1991, nos Encontros de Música Antiga e nas Oficinas
de Música de Curitiba-PR de 1994 a 2002, nos Festivais de Música Colonial
Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora-MG de 1990 a 2002, no I e V Encontro
de Musicologia Histórica J. de Fora-MG, no I Simpósio de Musicologia da UNIRIO-RJ,
no I, II, III e IV Simpósio Internacional Todos os Teclados-Mariana-MG, no
I, II, e IV Simpósio Latino Americano de Musicologia da Fundação Cultural
de Curitiba-PR, no VII Encontro Internacional de Organistas e V Encontro Latino
- Americano de Organistas e Organeiros Unimep 1997, no I Festival Internacional
de Música Latino Americana SESC-Ipiranga de São Paulo 1999, e no I Festival
ITAÚ de Música Colonial Brasileira
- São Paulo 2000, no XV Seminários Internacionais de Música da UFBA – Salvador
2003 e no VI Festival Internacional de Música Sacra de Quito – Equador 2007,
no III Simpósio Internacional de Cognição e Artes Musicais SINCAM – UFBA,
Salvador-Ba, 2007, IV SINCAM – USP, São Paulo-SP em 2008, V SINCAM – UFG,
2009, VI SINCAM – UFRJ, 2010 e Encontros de Música Antiga de Recife/Olinda
– agosto de 2007, 2008, 2009 e 2010. Tem, mais recentemente, seu trabalho
registrado nos seguintes CD's: "Terceiro Sinal" Música para orquestra
barroca de Haendel com Edson Cordeiro (1996), "Triplo Contínuo"
- Música de Câmara Barroca Italiana para dois violoncelos e cravo - (1998),
"América Portuguesa"- Música Colonial Brasileira - Coro e Orquestra
Armonico Tributo (1999), "Froberger
- pour passer la Melancholie"
Cravo solo com obras de Johann Jakob Froberger - (2000) e “ESTES NOSSOS BRASIS”
Música para Fortepiano no Brasil dos séculos XVIII e XIX (2006). Solista em
diversas orquestras: Sinfônica de Minas Gerais, de Campinas, da Unicamp, Orquestra
de Câmara do Theatro São Pedro-Porto Alegre, OSUSP, OSESP e Orquestra Barroca
“Armonico Tributo”. Professor de Cravo e Música Barroca no Departamento de
Música do Instituto de Artes da Unicamp desde 1993 atua ainda no Programa
de Pós-Graduação - Mestrado e Doutorado em Cravo na mesma Universidade.
Dorotéa Kerr, organista, regente coral, professora, produtora
cultural.
É livre-docente pela UNESP e professora adjunta no Instituto de Artes
dessa universidade. Formada em História e Pedagogia pela USP, em Órgão
pela Faculdade Santa Marcelina, fez Mestrado em Música/Órgão
na Escola de Música da UFRJ e Doutorado em Música/Órgão,
com bolsa Capes, na Universidade de Indiana, Estados Unidos. Dentre suas atividades
consta a fundação da Associação Paulista de Organistas,
em 1977, da qual foi presidente. Foi membro do conselho editorial de Caixa Expressiva,
publicação da Associação Brasileira de Organistas,
da qual também foi presidente até 2004.
Como organista apresenta-se em concertos no Brasil e no exterior. Atua, também,
como regente do Coral Evangélico de São Paulo e do Coral Cantores
Evangélicos (grupo masculino).
É bolsista de produtividade em Pesquisa 2 do CNPq.
O carioca Eduardo
Monteiro é considerado um dos expoentes do piano no Brasil. Estudou
na Itália, França, e Estados Unidos. Conquistou o 1º lugar
no III Concurso Internacional de Colônia (1989), além do prêmio
"Melhor Intérprete de Beethoven" e o 3º lugar nos Concursos
Internacionais de Dublin, Irlanda (1991) e Santander, Espanha (1992). Foi solista
das Filarmônicas de São Petersburgo, Moscou, Munique, Bremen, Sinfônica
de Novosibirsky, Nacional da Irlanda, Orquestra de Câmara de Viena, da
RTV Espanhola, OSESP, OSB, OSPA, OSBA, OPES, etc. Dentre os maestros com os
quais já atuou, destacam-se Yuri Temirkanov, Mariss Jansons, Dimitri
Kitayenko, Philippe Entremont, Arnold Katz, Sergiu Comisiona, Emil Tabakov,
Kirk Trevor, John Neschling, Roberto Minczuk, Isaac Karabitchevsky e Roberto
Tibiriçá. Em 2002 tornou-se Professor Doutor em Piano do Departamento
de Música da ECA-USP. Foi agraciado com o Prêmio Carlos Gomes em
2004 e 2005. Em 2007 lançou CD de música brasileira pela Meridian
Records em recital no Wigmore Hall de Londres e foi Diretor Artístico
da Série de Concertos Piano Solo. Em 2008 passou a integrar Câmera
Consultiva de Música do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo.
Daqueles casos raros em que se tem pele de concertista... Monteiro tem o
poder de sensibilizar o público através da epiderme, fazendo com
que o espectador viva a música com ele, em uma espécie de comunhão.
É um dom muito especial...
Albert Mallofré, La Vanguardia, Espanha
Convidados:
Robert HILL (Alemanha), Matthew PROVOST (USA/Canadá) e Marco Antonio
de ALMEIDA (Brasil/Alemanha)
Robert HILL (Alemanha) - Cravista, Fortepianista e Professor de instrumentos
históricos de teclado, Performance Practice e Música de Câmara
na Musikhochschule de Freiburg na Alemanha desde 1990. Estudou com Gustav Leonhardt
no Sweelinck Conservatorium de Amsterdam onde obteve o Diploma de Solista (UM)
em 1974. Em 1987 recebeu o Diploma de Ph.D. na Universidade de Harvard por sua
dissertação sobre as obras de juventude para teclado de Johann
Sebastian Bach. Entre os anos de 1986 a 1990 foi Professor Assistente de Musicologia
na Universidade de Duke. Suas pesquisas recentes referem-se à reconstrução
das práticas interpretativas do século XIX. Foi vencedor do Erwin
Bodky Award (1982), do NEA Solo Recitalist Award (1983) e do Noah Greenberg
Award (1988) e suas mais recentes gravações de música de
Câmara receberam o Preis der deustschen Schallplattenkritik (2001), o
Cannes Classical Award (1999) e o Diapason dOr (2008). A música
de J.S.Bach tem lugar de destaque em seu repertório gravado. Também
gravou muitas obras dele para o selo Hänssler Classics. Gravou ainda para
a Naxos, MDG, Cpo, DG-Archiv, Olympia, Ars Musici e Music&Arts.
Matthew Provost é um líder emergente e enérgico no campo da interpretação
historicamente informada, concentrando exclusivamente o seu trabalho nos repertórios
europeus entre os séculos XVI a XVIII. Escutado por audiências em toda a parte
do Globo, as suas interpretações internacionais e convites acadêmicos o tem
levado até órgãos históricos e festivais de instrumentos de teclado no Brasil,
Canadá, França, Alemanha, Itália, os Países Baixos, Espanha, Suíça e os Estados
Unidos. Também convites para Master Class
o têm levado para lugares como: o McGill
Summer Organ Accademy (Montreal, Canadá); a University
of Calgary (Canadá), a Semana de Teclados
Conferencia Internacional do Órgão em Mariana, Brasil; e o Curs Internacional d’Orgue de Campos na
Espanha. Em 2000, a alemã Arp-Schnitger Society selecionou Provost
para receber o primeiro International
Arp Schnitger Prize por sua contribuição à difusão da herança cultural do
norte da Europa à Arp Schnitger, - o mais significante construtor de órgão.
A sua gravação em 2002 para a Dabringhaus
und Grimm com obras de Vincent Lübeck e Dietrich Buxtehude foi interpretada
no restaurado órgão Schnitger de 1697/98 de Dedesdorf,
Alemanha. Os numerosos artigos de Provost para a revista britânica Choir & Organ são focados nos órgãos
históricos e órgãos novos em estilo histórico. Os seus artigos de destaque detalham
o órgão de 2008 para o Jürgen-Ahrend-Orgelbau
para a Universidade de Calgary no Canadá, o órgão em mesotônico para a Universidade
de Yale (Estados Unidos) por Taylor &
Boody’s e, a primorosa cópia fac-similar do século XVIII de Adam Gottlob Casparini para a Rochester’s Eastman School of Music (Estados
Unidos). Dr. Provost apresenta conferências sobre História da Música e Contraponto
na McGill University de Montreal.
Marco Antonio de ALMEIDA - Nascido em Londrina, Paraná, iniciou
seus estudos com sua irmã, Terezinha de Almeida Penna, graduando-se posteriormente
na Faculdade de Música Mãe de Deus. Após trabalhar
vários anos com o pianista Gilberto Tinetti e terminar seus estudos de
Medicina, transferiu-se para a Alemanha como bolsista do DAAD (Deutscher Akademischer
Austauschdienst), onde completou seus estudos de pós-graduação
na Escola Superior de Música e Teatro de Hamburgo sob a orientação
de Yara Bernette. Freqüentou cursos com mestres de renome internacional,
entre os quais: Magda Tagliaferro, Paul Badura Skoda, Christoph Eschenbach,
Nikita Magaloff, Elgin Roth, Fausto Zadra e Carlo Zecchi. Além de prêmios
nacionais - Concurso Nacional do Paraná e Jovens Solistas do Rio de Janeiro
- foi também laureado em concursos internacionais: Concurso de
Piano de Covilhã (Portugal), Concurso de Piano Viotti
(Itália) e Concurso de Piano Gina Bachauer (USA). Dedica
especial atenção à divulgação da música
brasileira no exterior, destacando-se a gravação em CD de peças
de Ernesto Nazareth na Alemanha, e a primeira gravação (após
Villa-Lobos) do Choros N° 11 para piano e orquestra realizada
na Suécia. Enfatiza a importância da participação
de artistas de sua geração no repertório contemporâneo,
participando da primeira audição de obras de Benjamin Britten,
na Alemanha, e da execução de peças ainda não publicadas
de Paul Hindemith. Foi convidado a acompanhar os Presidentes da Alemanha, Richard
von Weizsäcker e Roman Herzog, em viagem cultural ao Canadá (1990)
e Brasil (1995), respectivamente. Fundador do Festival de Música
de Cascavel, Paraná, foi de 1990 a 1994 Diretor Artístico
do Festival de Música de Londrina, como também professor
do 26° e 27° Festival de Inverno de Campos de Jordão
(95 e 96) e do Festival de Música de Câmara da Paraíba.
É diretor artístico da Fundação Mejier-Werner de
Caracas, Venezuela. Desde 1995 é membro de Sociedades Alemãs de
Música e Medicina, desenvolvendo intenso trabalho na área de prevenção
e terapia de enfermidades dos músicos. Desde 1980 é professor
catedrático da Escola Superior de Música e Teatro de Hamburgo
e desde 1996 assumiu a cátedra de Metodologia do ensino do Piano na Universidade
de Halle (antiga Alemanha oriental).
Comissão Científica:
Marcos HOLLER, Helena JANK, Nahim MARUN, Edmundo HORA
Marcos Holler é bacharel em cravo pela UNICAMP, e na mesma instituição,
sob a orientação de Helena Jank, desenvolveu o trabalho de mestrado sobre a
interpretação de recitativos barrocos sob uma perspectiva histórica, e de doutorado,
sobre a música na documentação jesuítica do Brasil colonial. Como cravista foi
aluno de Edmundo Hora e participou de masterclasses com Jacques Ogg (Holanda),
Christoph Rousset (França), Kenneth Gilbert (Inglaterra), Gisela Gumz (Alemanha) e Christine Daxelhofer (Alemanha).
Atuou como solista com a Orquestra de Câmara da Unicamp, Orquestra Barroca
Armonia Universalis, Camerata Florianópolis e a Orquestra de Câmara da ULBRA.
Desde 1995 é professor de História da Música no Centro de Artes da Universidade
do Estado de Santa Catarina (UDESC), instituição na qual tem se dedicado à pesquisa
e orientação de trabalhos na área de musicologia histórica, sobretudo de temas
referentes à música no Brasil nos sécs. XVII e XVIII, e sobre a história da
música em Santa Catarina. Atualmente é coordenador do programa de pós-graduação
em música na mesma instituição.
Iniciou seus estudos
em São Paulo. Freqüentou, entre outros, os cursos de José Kliass e Lydia Alimonda,
aperfeiçoando-se em piano com Hans Graf. Fez o curso de graduação em cravo,
sob orientação de Li Stadelmann e após ser aprovada com louvor nos exames finais,
foi convidada por Karl Richter a continuar os estudos de pós-graduação em sua
"Meisterklasse", e ao mesmo
tempo integrar a Orquestra Bach de Munique, por ele dirigida. Recebendo o título
de "Meister" em cravo, iniciou
uma fase intensa de apresentações e concertos que a levaram a várias cidades
da Europa, como solista e como integrante de diversas orquestras de Câmara entre
elas a “Münchener Bach-Orchester”,
dirigida por Karl Richter. Retornando ao Brasil, coordenou o GRUPO MUSICAMARA
de São Paulo, com Jean-Noël Saaghard, Alain Lacour, Lola Benda Ariane Pfister,
com o qual viajou pelo Brasil divulgando a música barroca.
Foi integrante também da Orquestra de Câmara de Blumenau, sob a regência
de Norton Morozovicz. Defendeu tese de doutorado em música pela UNICAMP em 1988.
Foi coordenadora dos cursos de Pós-Graduação, entre 1995 e 1999 e Diretora do
Instituto de Artes entre 1999 e 2003. Atualmente, dedica especial atenção ao
repertório de música brasileira - tanto do Brasil colonial, quanto da produção
contemporânea – além do estudo das obras tradicionais para cravo solo e de música
de câmara. Sua pesquisa dirige-se às questões da retórica musical do período
barroco, concentrando-se principalmente na obra de J.S.Bach e em repertório
do Barroco inicial, quando os princípios da retórica musical se estabeleceram.
Em seu projeto de doutorado apresentou uma análise interpretativa das Variações
“Goldberg” de J.S.Bach, obra que se tornou determinante para sua concepção musical
no decorrer de toda sua carreira.
Nahim Marun é professor de piano na Universidade Estadual Paulista UNESP
de São Paulo desde 1998, onde atua nos cursos da graduação e da pós-graduação.
Suas gravações em CDs e DVDs no Brasil e Itália receberam prêmios como o Diapason
d’Or, o “Prêmio Bravo! de Cultura - Melhor CD de Música Erudita de 2006”
e excelentes críticas nas revistas Diverdi espanhola, Diapason
francesa, American Record Guide americana e na Iberian and Latin Music
Society de Londres. Atua regularmente como recitalista, camerista e solista
em vários países e recebeu diverso s prêmios durante sua carreira artística,
entre eles, o Prêmio Melhor Solista do Ano da Associação Paulista dos Críticos
de Arte / APCA. Marun concluiu Mestrado em Performance no The
Mannes College of Music de New York com bolsa CAPES, Doutorado em Música
na UNICAMP e Pós-Doutorado na Université Paris-Sorbonne (Paris IV)
com bolsa FAPESP. Seus principais mentores foram a pianista Isabel Mourão
no Brasil e o pianista Grant Johannesen nos EUA. Outras influências importantes
vieram dos professores Hans Joachin Koellreuter e Amilcar Zani (Brasil), Carl
Schachter e Leo Pommers (EUA), Danièle Pistone (França). Publicou artigos em
revistas especializadas como a Per-Musi da UFMG e ainda em 2010 lançará os livros
“Técnica Avançada para Pianistas” e “Revisão Crítica das Canções de Villa-Lobos”,
ambos pela Editora da Universidade Estadual Paulista / EDUNESP.
Comissão Artística:
Maurícy MARTIN, André Luís RANGEL e Maria José CARRASQUEIRA
Maurícy
Martin tem se apresentado com sucesso nas principais cidades brasileiras
como recitalista além de ter atuado junto a orquestras sob a regência
dos maestros Benito Juarez, Julio Medaglia, Ayrton Escobar, Lutero Rodrigues,
Eduardo Ostergren e Cláudio Cruz. Nos Estados Unidos tem apresentado
recitais em várias cidades dentre elas: Nova Iorque, Boston, Indianápolis
e Chicago, Raleigh entre outras. Suas atividades camerísticas incluem
apresentações ao lado de artistas internacionais como o clarinetista
Walter Boykens (Bélgica), o barítono Martin Krasnenko (Alemanha),
e os brasileiros Antonio Lauro Del Claro e Niza Tank dentre outros. Iniciou
seus estudos musicais na Escola de Música de Brasília, estudando
com Joel Bello Soares, onde desde cedo fez inúmeras apresentações
públicas até mudar-se para os EUA onde concluiu o Bacharelado
em Piano na Indiana State University, recebendo a maior bolsa de estudos até
então outorgada pela universidade a um estudante de música. Realizou
seu Mestrado na Indiana University e com bolsa do governo brasileiro obteve
o Doutorado em Piano pela Boston University onde estudou com o pianista Anthony
di Bonaventura. Sua trajetória como professor é bastante intensa.
Seus alunos têm sido laureados em vários concursos nacionais e
internacionais. Muitos deles hoje são bolsistas no exterior e ocupam
posições em universidades brasileiras e atuam no cenário
musical brasileiro. Freqüentemente é convidado para ministrar Master
Classes em universidades, festivais e participar como jurado em concursos de
piano. É professor de piano no Departamento de Música da Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP).
O
pianista André Rangel nasceu no Rio de Janeiro onde iniciou seus estudos musicais.
Aos 6 anos deu seu primeiro recital no Salão Leopoldo Miguez da Escola
de Música da UFRJ, e dois anos mais tarde, seu primeiro concerto com a Orquestra
Sinfônica Nacional. Concluiu o Bacharelado em piano com Medalha de Ouro pela
UFRJ e formou-se pelo New England Conservatory of Music, de Boston,
com o título de “Master of Music in Piano Performance” com bolsa de estudos
Fulbright/ITT. Em 1983, foi premiado com bolsa de estudos da Capes/MEC diplomando-se
em 1987 com o título de “Doctor of Musical Arts in Piano Performance”, na The
Catholic University of America onde também pertenceu ao corpo docente de
1988 a 1994. No Brasil estudou com Myrian Dauelsberg, Gilberto Tinetti, Arnaldo
Estrella e Antonio Guedes Barbosa, e em New York com Germán Diez, assistente
de Claudio Arrau. Fez conferências ilustradas: “International Chamber Music and Recital Series”,
Terrace Theater; e “Evening with the Arts
and National Symphony Orchestra”, Eisenhower Theater, ambas salas no Kennedy
Center for the Performing Arts em Washington, D.C., EUA. Participou de vários
recitais de câmera no Hall of the Americas,
Organization of American States, Washington; The Miami Organization of American States, Florida; Átrio do Fundo Monetário Internacional; The New Young Performers'
Series, Grand Foyer,
The Kennedy Center for the Performing
Arts, Washington, D.C., EUA. Trabalhou como preparador e pianista de Musicais
para a George Washington University Department
of Theatre and Dance e também a Georgetown University Gilbert &
Sullivan Society. Entre algumas raras oportunidades concedidas a
solistas brasileiros cita-se o 99º Congresso Continental, Daughters fo the American Revolution National
Society, Constitution Hall; Noite
de Honra a Sherman Funk, Inspector General, U.S. Department of State, Fort McNair Officer's Club, ambas em Washington,
D.C., EUA. Além de trabalhar como co-repetidor para cantores, Rangel
é um ativo camerista e conferencista. Como
solista apresentou-se em centenas de recitais no Brasil e nos Estados Unidos
nas series: State of the Arts Series, Dean Acheson Auditorium, State Department, Washington,
D.C.; International Piano Series at the College of Charleston, Sotille Theatre,
Charleston, South Carolina; The Masterpiece Piano Series, John Addison Concert
Hall, Fort Washington, Maryland. Atuou com diversas orquestras brasileiras,
e com a Nevada Symphony e McLean Symphony,
nos Estados Unidos. É detentor de vários
primeiros prêmios nacionais como: Concurso Chopin, Concurso de Goiás, Concurso
Natho Henn, e concursos internacionais como o Sul Americano do Recife, e o Concurso
da Rádio da Baviera de Munique. Desde 1994, quando retornou ao Brasil após treze
anos de atividades nos Estados Unidos, é Professor Assistente Doutor do Departamento
de Música do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP), na
capital.
A pianista Maria José Carrasqueira foi definida pela mestra Eliane Richepin
“musicienne dans l’âme”. Sua carreira de
solista e camerista, tem se expandido pela América do Sul, Estados Unidos e Europa. Vinda de formação artística e musical recebida de seu pai,
João Dias Carrasqueira, e dos professores Lina Pires de Campos, Camargo Guarnieri,
Roberto Schnorremberg, Jacques Klein, Magda Tagliaferro, teve ainda na Europa
grandes orientadores nas figuras de B. Seidlhoffer, E. Richepin, H. Dreyfuss
(cravo), H. Datyner, D. Rossiaud, G. Demus. Doutora em Artes é professora
do Departamento de Música da UNICAMP. Além de uma das mais renomadas
intérpretes e pedagogas brasileiras, é entusiasta organizadora de eventos
e produções musicais de relevo, muitos dos quais vêm obtendo prestigiosos
reconhecimentos tais como o Prêmio Sharp
de Música - pela Produção do Melhor CD Clássico
- da Série Régia Música (selo Paulinas-COMEP). Como pesquisadora, é responsável
pelas edições dos álbuns “O melhor de Pixinguinha” e “O livro de
Pattápio Silva”, lançados pela Irmãos Vitale Editores-Brasil, além de
uma extensa revisão crítica sobre os Vinte Estudos Para Piano de Camargo
Guarnieri. Em 2005 seu CD “Ernesto
Nazareth” com obras do compositor brasileiro, foi lançado internacionalmente
pelo selo francês “SOLSTICE”, e no Brasil pelo selo
“YBRAZIL”, sendo elogiado pela crítica
francesa e agraciado com 4 estrelas pelas revistas “Le Monde de
La Musique” e “ Diapason”. Dentre de suas atividades em 2008 a
pianista apresentou-se no Weill Hall, do Carnegie Hall de Nova York, durante
tournée pelos USA, com o Duo Carrasqueira
formado com seu irmão, o flautista Antonio Carlos Carrasqueira. Em 2009 seu
CD “Brasil 1900”,
em Duo com o aclamado flautista francês Jean-Louis Beaumadier, foi lançado
internacionalmente pelo selo francês Scarbo.
