Professor Titular do Departamento de Cinema do Instituto de Artes da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e pesquisador CNPQ. Foi presidente fundador da SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema), dirigindo a entidade entre 1997 e 2001. Atuou como professor convidado na Universidade Paris III /Sorbonne Nouvelle (Departamento de Cinema e Audiovisual/2002). Em 2013, também como professor convidado, ministrou seminário na Universidade Paris X/Nanterre (Departamento de História das Artes e Representações).

Em 2018 escreveu e co-editou "Nova História do Cinema Brasileiro". Publicou, em 2012, "A Imagem-Câmera". Em 2008 lançou "Mas Afinal...o que é mesmo documentário?". Escreveu também "Cinema Marginal, a Representação em seu Limite" (1987). Em 2012 publicou a 3ª edição, ampliada e atualizada, da " Enciclopédia do Cinema Brasileiro", livro escrito e organizado em co-autoria. É autor e organizador de "Teoria Contemporânea do Cinema" (vols. I e II) (2005) e de "História do Cinema Brasileiro" (1987).

Atualmente é coordenador da coleção "Campo Imagético", da Editora Papirus, que já tem mais de vinte e cinco livros publicados na área de cinema e audiovisual. Possui pós-doutorado, com bolsa FAPESP, na Tisch School of Arts/New York University (1996/97), na UCLA (University of California/Los Angeles - 2000/01) e na Université de Montreal (2005). Foi pesquisador visitante e ministrou palestras na Indiana University/Bloomington (2015) e na University of Chicago (2018). É coordenador do Centro de Pesquisas em Cinema Documentário da UNICAMP (CEPECIDOC). Foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Multimeios entre 1996/2001 e Chefe do Departamento de Cinema (DECINE) do Instituto de Artes da UNICAMP, entre 2006/2008. Recebeu por duas vezes (1997 e 2014) o "Prêmio de Reconhecimento Acadêmico 'Zeferino Vaz'", concedido pela Universidade Estadual de Campinas para distinguir excelência em pesquisas. Orienta, leciona e pesquisa na área Cinema, com ênfase em Cinema Documentário, Teoria do Cinema e Cinema Brasileiro.

Professor at the Department of Cinema Studies, Arts Institute, State University of Campinas (UNICAMP). Founding president of SOCINE (Brazilian Society of Film Studies), he directed the association between 1997 and 2001. He also served as visiting professor at the Department of Cinema and Audiovisual/University of Paris III (Sorbonne Nouvelle/2002), and at Nanterre/Paris X University/2013. He gave seminars and lectures, as visiting scholar, at the Tisch School of Arts/New York University (1996/97), University of California/Los Angeles (UCLA - 2000/01), Indiana University/Bloomington (2015) and University of Chicago/Department of Cinema and Media Studies (2018).

In 2018 he wrote and co-edited the "New History of Brazilian Cinema" and, in 2012, "A Imagem-Câmera" ("The camera-image"). In 2008 he published " Mas afinal... o que é mesmo documentário?" ("After all... what is documentary?"). He co-edited the "Encyclopedia of Brazilian Cinema", now in its third edition (2012), and, solo, "Contemporary Film Theory" (2005). Also, about Brazilian cinema, he published, in 1987, "Cinema Marginal" (1968/197): A Representação em seu Limite" ("Cinema Marginal: the representation in its limits").

He is the editor of the book series '"Campo Imagético" ("Fields of Image") at Papirus Editors, with more than 25 books published about cinema and audiovisual. Currently, he's the Coordinator of the Research Center for Documentary Film at UNICAMP (CEPECIDOC). For two times (in 1997 and 2014) he received the "Prêmio de Reconhecimento Acadêmico 'Zeferino Vaz'", the most distinguished prize awarded by UNICAMP for researchers. His lectures and researches have emphasis in Documentary, Film Theory and Brazilian Cinema.







 


 

 

Nova História do Cinema Brasileiro (São Paulo, Ed. Sesc, 2018, 2 vols – co-autoria Schvarzman, Sheila)

Nova história do cinema brasileiro recupera as matrizes sociais e estéticas que, no modo fílmico, pulsam em nosso presente audiovisual. Ambos volumes estão preocupados em dar visibilidade àqueles protagonistas que sempre estiveram à frente e detrás das câmeras, embora a história oficial insista em relegá-los à posição de coadjuvantes: as mulheres, os negros, os homossexuais e os indígenas. Nas últimas décadas, descobertas em arquivos e cinematecas se somaram a novas pesquisas abrindo espaço para uma arqueologia ativa da história de nosso cinema. Essa articulação faz com que se possa avaliar mais detalhadamente as condições de produção dos filmes nos processos de afirmação que envolvem suas dimensões sensitivas e nas relações de poder e valor que os interligam a setores da sociedade. Assim, a história do cinema se ampliou, fazendo ver o filme como arte cinematográfica num conjunto de expressões flexibilizadas em sua unidade narrativa.
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A Imagem-Câmera (São Paulo, Papirus, 2012)

Este livro pretende pensar o campo cinematográfico centrando-se na flexão que a mediação da máquina câmera impõe à sua imagem. A exposição é desenvolvida a partir de três conceitos básicos: o sujeito que sustenta a câmera na tomada, as potencialidades reflexas da fôrma câmera e a fruição do espectador, conforme lançada e rebatida da tomada. O texto inspira-se em metodologia fenomenológica e, no capítulo inicial, apresenta uma panorama sobre o primeiro pensamento de cinema que nela se baseou. No segundo e no terceiro capítulos desenvolvemos os conceitos de sujeito-da-câmera e de circunstância da tomada, utilizados para caracterizar a aparência reflexa das figuras que compõem a imagem-câmera.
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Enciclopédia do Cinema Brasileiro (São Paulo, Ed. Senac, 2012, 3ªEdição – co-autoria Miranda, Luiz Felipe)

A indústria cinematográfica brasileira teve grande desenvolvimento na primeira década do século XXI. Nesse período, a produção do cinema nacional decolou tanto em termos quantitativos como em qualitativos, conquistando destaque que há poucos anos parecia impossível. Para contemplar esse novo quadro, na terceira edição da Enciclopédia do Cinema Brasileiro, mais de 500 verbetes foram atualizados e cerca de 130 foram acrescentados, abrangendo filmes, cineastas e profissionais que se destacaram na sétima arte ao longo da década de 2000.

 

 

Mas afinal... o que é mesmo documentário? (São Paulo, Ed. Senac, 2008)

Quais procedimentos narrativos são necessários para construir um documentário? O que é preciso para que possamos chamar um filme de documentário? O que há de novo nesse campo, coberto por trabalhos cada vez mais autorais e experimentais, ao mesmo tempo em que seu formato clássico desperta o interesse de vasto público, na televisão aberta ou a cabo? Este livro debruça-se sobre a produção documentária, nacional e internacional, dentro de uma perspectiva essencialmente histórica, por meio de um recorte teórico que tem suas raízes em uma fenomenologia da imagem documentária. Trata-se de um estudo sobre Cinema Documentário dividido em duas partes: 1)Fundamentos para uma Teoria do Documentário; 2)Cinema Documentário no Brasil. Em "Fundamentos para uma teoria do documentário" apresentamos as bases metodológicas necessárias para a análise do Cinema Documentário, em termos históricos e autorais. A segunda parte do livro, "Cinema Documentário no Brasil", contém ensaios sobre: a) a representação do popular na produção nacional contemporânea; b) a obra documentária de Humberto Mauro; c) a chegada da estilística do Cinema Direto no Brasil.

 

 

Teoria Contemporânea do Cinema: Pós-estruturalismo e filosofia analítica (vol 1); Documentário e Narratividade Ficcional (vol.2) (São Paulo, Ed. Senac, 2005)

Coletânea reunindo os principais textos, escritos nos últimos 20 anos, em Teoria do Cinema. O trabalho de organização dividiu o recorte em dois volumes. No primeiro buscou-se dar ênfase mais teórica, situando o ensaios escolhidos segundo suas raízes no pensamento filosófico contemporâneo. No segundo volume, demos espaço para a nova teoria do cinema documentário, ao mesmo que tempo em que escolhemos alguns textos que pensam a narratividade ficcional em sua forma clássica. Para essa coletânea escrevi o ensaio A Cicatriz da Tomada: documentário, ética e imagem intensa.

 

 

História do Cinema Brasileiro ( São Paulo, ArtEditora, 1990, 3ª edição)

Panorama horizontal da história do Cinema Brasileiro, divida em 7 módulos, abrangendo do período mudo até nossos dias (Bela Época, Ciclos Regionais, Chanchada, Vera Cruz, Anos 60 e Contemporâneo). A obra contou com a participação de mais 6 autores. Além de ser responsável por sua concepção, escreveu o módulo Os Novos Rumos do Cinema Brasileiro (1955/1970).

 

 

Cinema Marginal: a representação em seu limite (São Paulo, Brasiliense, 1987)

Estudo sobre Cinema Brasileiro nos anos 60/70. Aborda a geração seguinte ao Cinema Novo, quando algumas propostas estilísticas são radicalizadas. O livro apresenta um panorama histórico e teórico do movimento do Cinema Marginal, através de um apanhado da obra dos jovens diretores Julio Bressane, Rogério Sganzerla, Carlos Reichembach, Neville d'Almeida, Andrea Tonacci, Luiz Rosemberg e outros.


 


 

Em Inglês/Espanhol/Francês

What is documentary mise-en-scène? Coutinho's mannerism and Salles's 'mauvaise conscience'.
Studies in Documentary Film, 8 :2, 143-155, Routledge, 2015.
Link: http://dx.doi.org/10.1080/17503280.2014.908495

Pierre Perrault, le 'corps parole' et la mise en scène documentaire.
Révue Théorème, ISBN 978-2-8754-434-3. Paris, Press Sorbonne Nouvelle, 2015. Pgs 161/171.

Trends in Contemporary Brazilian Documentary.
IN Cruzamentos - Contemporary Brazilian Documentary. Ohio, Wexner Center for the Arts/The Ohio State University. Catalogue.

Revista TomaUno / Dept de Cine y TV/ Facultad de Artes - Universidad Nacional de Córdoba Ano 3 / Número 3 / 2014
Título: A mise-en-scène del documental: performance y procedimientos de actuación
Link: http://revistas.unc.edu.ar/index.php/toma1/article/view/9289

Intensité de l'empreinte. Bazin spectateur.
IN Joubert-Laurecin, Hervé et Andrew, Dudley (org). Ouvrir Bazin. Paris, Éditions de l'Oeil, 2014.

Estudios de cine en la universidad brasileña
IMAGOFAGIA - Revista de la Asociación Argentina de Estudios y Cine y Audiovisual - número 2, 2010

'Um Homme à Abattre d'Eduardo Coutinho (1964-1984) de la docufiction au cinéma-verité, vingt ans après'.
Revue 'Théoreme', ISBN 978-2-8754-434-3. Paris, Press Sorbonne Nouvelle, 2008. Pgs 107/115.

Improvisation and Staging in Documentary Films.
Critical Studies in Improvisation, vol 7, nº1 (2011)

Filmwissenschaft in Brasilien. Augen-Blick (Marbur), v.38, p 9-25, 2006.

 

Em Português

Transes numa Época Extrema
Jornal da UNICAMP, 13/3/2019
Link: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/fernao-pessoa-ramos/transes-numa-epoca-extrema

Ensaio Sobre a "a-encenação" no filme documentário
ANIKI: REVISTA PORTUGUESA DA IMAGEM EM MOVIMENTO, v. 5, p. 236/10.14951-256, 2018.
texto em arquivo pdf

"Jogo de Cena"
In: Paulo Henrique Silva. (Org.). "Documentário Brasileiro 100 Filmes Essenciais". 1ed.Belo Horizonte: Livramento, 2017
texto em arquivo pdf

A Virada na Crítica do Último Paulo Emílio. 11/12/2016.
Jornal Folha de S.Paulo/Ilustríssima.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/12/1840114-a-virada-na-critica-do-ultimo-paulo-emilio-sales-gomes.shtml

Mas afinal, o que sobrou do cinema? A querela dos dispositivos e o eterno retorno do fim.
Revista Galáxia. ISSN 1982-2553. Nº 32, 2016.
Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/25800
Link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1982-25532016000200038&script=sci_abstract&tlng=pt

Cao Guimarães, o pensamento do mundo e o abridor das coisas.
Revista Fevereiro, ISSN 2236-2037. Nº 9, 2016.
Link: http://www.revistafevereiro.com/pag.php?r=09&t=23

Essas Grandes Estrelas do Cinema Direto
IN Anais XVII Encontro SOCINE 2014.
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A Mise-en-scène do Documentário: Eduardo Coutinho e João Moreira Salles
Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema. Vol 1, nº1, 2012. São Paulo. ISSN 2316-9230.
Link: http://www.socine.org.br/rebeca/dossie.asp?C%F3digo=84
texto em arquivo pdf

A Mise-en-scène realista: Renoir, Rivette, Michel Mourlet
XIII Estudos de Cinema e Audiovisual - vol. 1. Souza, Gustavo e outros. Socine, 2012. ISSN 978-85-63552-08-2. São Paulo.
(http://socine.org.br/livro/XIII_ESTUDOS_SOCINE_V1.pdf
texto em arquivo pdf

O Febeapá do audiovisual.
VIII Estudos de Cinema e Audiovisual SOCINE. Ano VIII, 2012. Pg 349.
Link: http://www2.socine.org.br/wp-content/uploads/2015/11/VIII_ESTUDOS_CINEMA_SOCINE.pdf

A Mise-en-scène do Documentário
Cine Documental nº4, 2011, Buenos Aires. ISSN 1852-4699.
(http://revista.cinedocumental.com.ar/4/teoriai.html)
texto em arquivo pdf

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse nos Estudos de Cinema no Brasil
XII Estudos de Cinema e Audiovisual SOCINE, Vol. 1. ISBN 978-85-63552-044. 2011.
Link: http://socine.org.br/livro/XII_ESTUDOS_SOCINE_V1_b.pdf

Rumos do Cinema - Revival do documentário e da narrativa em 1ª pessoa sugere o nascimento de um novo realismo.
Jornal Folha de S.Paulo. Caderno MAIS!. 12/08/2007.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1208200709.htm

A SOCINE e os estudos de cinema na universidade brasileira.
Global Media Journal. Vol.1, nº1, Spring 2006.
Link: http://periodicos.ufes.br/gmj/article/view/541/375

A Cicatriz da Tomada.
IN Ramos, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema. Documentário e Narratividade Ficcional. Vol II. SP, Editora Senac, 2005.
Link: texto em arquivo pdf

Mauro Documentarista.
REVISTA USP, São Paulo, n.63, p. 157-168, setembro/novembro 2004.
Link: http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13375/15193

Má-consciência, crueldade e 'narcisismo às avessas' no cinema brasileiro contemporâneo.
Revista Crítica Marxista. Vol 19/2004.
Link: http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/sumario.php?id_revista=19&numero_revista=19

Narcisismo às Avessas - Crueldade e Má-consciência saturam e definem o cinema brasileiro contemporâneo.
Folha de S.Paulo. Caderno MAIS!. 03/08/2003.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs0308200316.htm

País Sórdido, povo idílico.
Revista Eletrônica Trópico, 2002.
Link: http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/574,1.shl

O que é documentário?
IN Ramos, Fernão Pessoa e Catani, Afrânio (orgs.). Estudos de Cinema SOCINE 2000. Porto Alegre, Editora Sulina, 2001, pp. 192/207.
Link: http://www.bocc.ubi.pt/pag/pessoa-fernao-ramos-o-que-documentario.pdf

A Coisa da Imagem e a Preponderância do Afeto - Walter Hugo Khouri.
Meio Século de Walter Hugo Khouri. 2001.
Link: http://www.portalbrasileirodecinema.com.br/khouri/ensaios/03_01.php

Três Voltas do Popular e a Tradição Escatológica do Cinema Brasileiro.
Estudos de Cinema - SOCINE II e III. São Paulo, Annablume, 2000. Pgs 48-57.
Link: http://www.socine.org.br/livro/II&III_Estudos_Socine.pdf
Link: http://www2.socine.org.br/wp-content/uploads/2015/11/Estudos_Socine_II_III.pdf (pg 46)

Hirszman e Mauro, Documentaristas.
Latin America Cinema: Theory and Praxis. University of Leeds, 1999.
Link: http://www.iar.unicamp.br/cepecidoc/
texto em arquivo pdf

Bazin Espectador e a Intensidade na Circunstância da Tomada
Revista Eletrônica BOCC - Biblioteca On Line de Ciências da Comunicação/Universidade Beira Interior. 1998.

Link: http://www.bocc.uff.br/pag/ramos-fernao-pessoa-bazin.pdf
(Tradução de Intensité de l'empreinte Bazin Spectateur - ver acima)

A Inconclusa Pérola Brasileira de Orson Welles.
Novos Estudos Cebrap. Julho 1995.
Link: http://novosestudos.uol.com.br/v1/files/uploads/contents/76/20080626_a_inconclusa_perola.pdf

A Dialética do Comer e da Comida e outros babados.
Revista da USP. Nº19, 1993.
Link: http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/26884

A Força dos Corpos Filmados: ensaios de um discípulo de André Bazin.
Link: http://jornalderesenhas.com.br/resenha/375/resenhas/a-forca-dos-corpos-filmados

A Ruptura Heróica do Cinema Brasileiro.
Link: http://jornalderesenhas.com.br/resenha/895/resenhas/a-ruptura-heroica-do-cinema-brasileiro

Má-Consciência e Representação do Popular no Cinema Brasileiro.
Link: https://utpress.utexas.edu/journals/01-latampopculture-20

O Outro Somos Nós - uma análise da representação do popular no cinema brasileiro.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/resenha/rs1110200312.htm

Sobre a Divergência dos Meios e as Imagens Maquínicas
Revista Eletrônica Studium
Link: http://www.studium.iar.unicamp.br/oito/6.htm




 

Entrevistas/Palestras OnLine – Interviews/Lectures OnLine

"Entrevista Rádio USP/2018"
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 3

"Entrevista RTV UNICAMP – Diálogo sem Fronteira"
http://www.youtube.com/watch?v=NaD5k8LQjnQ&feature=relmfu

"In English (Lecture: ‘Sem Essa Aranha’ and Belair Films: Brazilian Underground Cinema Marginal"
https://www.tropical-underground.de/en/lecture-and-film/das-brasilianische-cinema-marginal-und-die-revolution-des-kinos/rogerio-sganzerla-sem-essa-aranha/

"En Français"
https://vimeo.com/channels/486220/page:1

"Mas afinal... o que sobrou mesmo do cinema?"
https://www.youtube.com/watch?v=_Ai5X8FSbfo&t=246s

"20 anos de Documentário Brasileiro: ‘É Tudo Verdade’"
https://www.youtube.com/watch?v=VVJs4eVYv0I

 

Entrevistas em Jornais

"Livro traz pesquisas e recortes historiográficos inéditos sobre Cinema Brasileiro".
Jornal da UNICAMP, 26 de Outubro de 2018:
https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/10/26/livro-traz-pesquisas-e-recortes-historiograficos-ineditos-sobre-o-cinema

"Entrevista"
Revista Eletrônica de Jornalismo Científico (ComCiência - LabJor/SBPC) 10/11/2016:
http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&tipo=entrevista&edicao=128

"Duas Visões Antagônicas Sobre a Produção Atual".
Jornal da UNICAMP, 6/16 Setembro 2012:
http://www.unicamp.br/unicamp/ju/538/especial-cinema

"Fronteiras e Horizontes do Documentário".
Jornal da UNICAMP, 1/7 Setembro 2008:
http://www.jornaldaunicamp.unicamp.br/unicamp_hoje/ju/setembro2008/ju407_pag0607.php

"Nem Tudo a Ver".
Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Mais. 25/03/2007:
https://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=17121&anchor=5477868&origem=busca&pd=a8d5387cbf49aad46bb1a3294ecee7d8

"Luz e Sombra no Brasil que Sai das Telas".
Jornal da UNICAMP, 3/9 Outubro 2005:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/outubro2005/ju304pag05.html

 

 


 

Projetos de Pesquisa em Andamento:

A ENCENAÇÃO DOCUMENTÁRIA: ANÁLISE E TENTATIVA DE DEFINIÇÃO
A narrativa documentária (em sua enunciação lírica ou assertiva) é constituída pela representação de uma circunstância de mundo em que ações, ou expressões, do sujeito na tomada tornam-se encenação. Encenação é um conceito que, resumidamente, descreve o embate do sujeito-da-câmera com o sujeito-em-cena na tomada. É encontro do maquinismo da câmera com as coisas e seres que habitam o mundo da cena, interagindo. É pela variação das modalidades da encenação que surgem as dimensões do enunciar documentário - seja em asserções ou na figura de sensações. Na disposição dessa comutação, dois veios de raiz se distinguem: a encenação propriamente, em seus modos "direto" e "construído" (já trabalhados anteriormente), e o que chamaremos de a-encenação, objeto inédito deste projeto de pesquisa. A a-encenação pode ser determinada como forma extrema da encenação, proximidade excessiva na qual ela mesma é deglutida no momento em que olha e vê seu abismo. Seria o encontro, pela câmera, com o que já foi chamado de "carne do mundo", aqui tato-câmera. É quando o corpo se aproxima em demasia da flexão do maquinismo sobre o que lhe é exterior. Na tensão da cena se abre uma fissura pela oscilação da subjetividade que passa experimentar a si como outrem - característica contemporânea de uma enunciação impregnada pela lógica da sensação. A expressão mais extrema das sensações colide com a aproximação máxima da câmera no mundo, nas formas do tato, da primeira pessoa ou da fala, nos modos audiovisuais da alteridade. A a-encenação documentária vigora nas experiências abertas e dilaceradas de uma subjetividade cindida. No entanto, ela é sempre flexionada pelo maquinismo da câmera no formato fechado da narrativa fílmica, pela "voz" do megaenunciador.

O CINEMA MARGINAL BRASILEIRO (1968/1973)
O Projeto de Pesquisa aborda o Cinema Marginal Brasileiro, definindo-o dentro do perÍodo 1968 e 1973. Busca situar seus primórdios seja na geração cinemanovista, seja no Cinema da Boca. Iremos estudar o desenrolar do Cinema Marginal nos anos 1960/1970 e desenvolvimentos que o ligam e afastam do Cinema Novo. Um dos eixos será a questão da representação do popular e o Tropicalismo. A geração dos Marginais será vista em detalhe, tanto no cinema da Boca do Lixo paulistana, como nos filmes da Belair. Os cineastas mineiros e baianos do grupo também serão estudados, assim como a filmografia no exílio. "O Bandido da Luz Vermelha" será tomado como filme paradigmático, representando a ruptura geracional. O princípio do deboche e da ironia, a fragmentação enunciativa pop, a digestão da narrativa clássica de "A Mulher de Todos", e a figura de Helena Ignez, estão aí incluídos. Simultaneamente, trabalharemos com os primórdios do Cinema Marginal em São Paulo e as duas tendências na produção paulistana: Boca do Lixo e Teatro Oficina (Trevisan, Calasso, Agripino, Ebert). Na Boca, realçamos o Marginal Cafajeste e sua particular proposta estética com Reichembach, Jairo Ferreira, Sganzerla, Andrea Tonacci. As singularidades e anterioridades no cinema de Candeias e Mojica serão aprofundadas. Já o Cinema Marginal carioca, além da Belair, será abordado através dos filmes de Elyseu Visconti, Ivan Cardoso e Luiz Rosemberg. O veio mineiro carioca e a radicalidade escatológica do Marginal terá análise, abrindo espaço para os filmes marginais de Geraldo Veloso, Neville d'Almeida e o discurso minimalista de Sylvio Lanna. Acompanha de perto a produção baiana de André Luiz Oliveira e Álvaro Guimarães com, respectivamente, "Meteorango Kid, o herói intergalático"/1969 e "Caveira My Friend"/1970. A produtora Belair, capitalizando o núcleo da produção marginal, será analisada como "junção das águas" entre Sganzerla e Bressane. Ela traz o Cinema Marginal em plena potência, com produção comunitária em ritmo acelerado. São cinco longas em um semestre de 1970, mais o inacabado "Carnaval na Lama" : "Sem Essa Aranha" e "Copacabana Mon Amour" (Sganzerla); "Cuidado Madame", "Família do Barulho" e "Barão Olavo, o horrível" (Bressane). Ainda em 1970 grande parte dos Marginais é obrigada a deixar o Brasil. A produção no exílio chega ao fim dois anos após, nesta espécie grande horror que significou a radicalização da ditadura militar. Permeando o conjunto da proposta de pesquisa, buscamos especificiar o que foi a "estética marginal" entendida como conjunto de procedimentos de sensibilidade artística que, em seu núcleo, possuem simultaneamente, de um lado, a representação do horror e as imagens da abjeção, e, de outro, o deboche, o grotesco, trazendo representação do que chamamos de "curtição". No choque e na oposição sem solução das tendências, se configura a estética Marginal propriamente. Ela dilacera a representação até o extremo, traz o mergulho numa interioridade em que pulsões se transmutam em vontade por si, propondo a uma experiência interior de "si mesmo", sem articulação de objetividade determinada.

 

 


Fernão Pessoa Ramos

Departamento de Cinema (DECINE)

Instituto de Artes/UNICAMP

Rua Elis Regina, 50
Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Barão Geraldo, Campinas, SP
13083-970 - Caixa Postal 6159

Fones: (55) (19) 3521-6564