Turma AV049 - Tópicos Especiais em História, Teoria e Crítica da Arte V - Turma A

Disciplina - Turma

AV049 A - Tópicos Especiais em História, Teoria e Crítica da Arte V

Subtítulo

Geopolítica das artes: apropriações, circulações e reparações

Sala AP08
Acompanhamento com disciplina da Graduação? Não
Oferecimento DAC Quarta-feira das 14 às 17
Ementa

Discussão pautada em pesquisa(s) desenvolvida(s) pelo(s) docente(s) da linha de História, Teoria e Crítica, com recorte temático mais restrito, que será explicitado no programa da disciplina, a cada oferecimento.

Total de Horas Atividades Teóricas
45
Total de Horas Atividades Prática
0
Total de Horas Laboratório
0
Total de Horas Atividades Orientadas
0
Total de Horas Atividades à Distância
0
Total de Horas Atividades Orientadas de Extensão
0
Total de Horas Atividades Práticas de Extensão
0
Total de Horas/Aula Semanais
3
Total de Horas/Aula Realizadas em Sala de Aula
45
Hora Estudo
0
Hora Seminário
0
 
Oferecimento IA

 A disciplina será oferecida presencialmente,

Docentes

Maria De Fatima Morethy Couto

Dunia Roquetti Saroute

Thiago Gil de Oliveira Virava

Critério de Avaliação

Participação nas aulas; apresentação de seminário; trabalho entregue ao final do semestre, com temática relacionada ao conteúdo da disciplina.

Bibliografia

Barbosa, R. A. (2025). "Sistema Est-ético: a arte como insurgência diante do irrepresentável". MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 9, n. 2, p. 188–221. DOI: 10.20396/modos.v9i2.8680491.

Braga, R (1953). Três “Primitivos”. Ministério da Educação e Saúde, 1953.

Foster, Hal. (2012). O artista como etnógrafo. In: O retorno do real. São Paulo: Ubu.

Green, C. & Gardner, A. (2013). “Biennials of the South on the Edges of the Global”. Third Text, vol. 27, n. 4, p. 442-455.

Goldstein, I. S.; Souza, A. B. B. de; Barcelos Neto, A. (2024). "Processos curatoriais e exposições de artes indígenas na/da América Latina". MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 260–292. DOI: 10.20396/modos.v8i2.8676991.

Hartman, S. (2020). "Vênus em dois atos". Revista Eco-Pós, 23(3), 12–33. DOI: 10.29146/eco-pos.v23i3.27640

Jordão, F. (2025). "Arte contemporânea, virada decolonial e neoliberalismo progressista". ARS (São Paulo), 23, e-233378. DOI: 10.11606/issn.2178-0447.ars.2025.233378

Lafont, A. (2021). "Como a cor de pele tornou-se um marcador racial: perspectivas sobre raça a partir da história da arte" (L. Benetti & L. Rivetti, Trads.). ARS (São Paulo), 19(42), 1289-1355. DOI: 10.11606/issn.2178-0447.ars.2021.192433

Maharaj, S. (1994). Perfidious fidelity: the untranslatability of the other. In: FISHER, Jean (org.). Global visions: towards a new internationalism in the visual arts. London: Kala Press, p. 28–35.

Mbembe, A. (2003). Necropolitics. Public Culture, Durham, v. 15, n. 1, p. 11-40.

Mbembe, A. (2019). Sair da grande noite: Ensaio sobre a África descolonizada. Rio de Janeiro: Vozes.

Mignolo, W. (2010). Aisthesis decolonial, CALLE14, v.4, n.4.

Pitta F. (2021).  "Breve história da arte e a arte indígena: a gênese de uma noção e sua problemática hoje". Modos. Revista de História da Arte, 5(3),  pp.223-257. DOI: https://doi.org/10.20396/modos.v5i3.8666380

Price, S. (2020). Arte primitiva em centros civilizados. Rio de Janeiro: UFRJ.

Nora, P. Entre memória e história. La problemática de los lugares. In: Pierre Nora en Les lieux de mémoires. trad. Laura Masello. Montevidéo: Ed. Trilce, 2008.

Ribeiro da Silva Bevilacqua, J. (2022). Histórias entrelaçadas: um panorama das exposições de arte africana no MASP. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 6, n. 1, p. 122–148. DOI: 10.20396/modos.v6i1.8667204. 

Rivera Cusicanqui, S. (2010). Ch’ixinakax utxiwa: una reflexión sobre prácticas y discursos descolonizadores. Buenos Aires: Tinta Limón.

Said, E. (2003). Reflexões sobre o exílio. In: Idem. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras.

Savoy, B. (2023). A luta da África por sua arte. Campinas: Editora da Unicamp.

Stevens, Q.; Frank, K. A. & Fazakerley, R. (2012). Countermonuments: the anti-monumental and the dialogic, The Journal of Architecture, 17:6, 951-972, DOI:
http://dx.doi.org/10.1080/13602365.2012.746035

Vergès, F. (2023). Decolonizar o museu – Programa de desordem absoluta. São Paulo: Ubu.

Conteúdo

Diversidade, inclusão e representatividade são léxicos normativos de políticas curatoriais, diretrizes museológicas e promoção estratégica das identidades institucionais. A questão que se coloca não é mais se houve mudanças nos dispositivos da cultura, mas em que medida eles alcançam efetivamente aqueles que diligentemente são postos afastados dos espaços de decisão, contemplação e distribuição de recursos.  É nesse ponto que a geopolítica das artes se revela como veículo para analisar, sem atenuantes ou teorias seguras, a engrenagem que sustenta instituições artísticas e discursos consagrados. Antes de que qualquer obra seja posta em circulação, já está em pleno funcionamento uma estrutura que estabelece quem possui legitimidade para produzi-la e autoridade para classificá-la, interpretá-la ou até mesmo valorizá-la mercantilmente. Mas sua exposição provoca interrogações, questionamentos e debates.  Museus, universidades e centros culturais preservam acervos e arquivos, traduzindo a memória em reflexão coletiva contínua. A relevância desses espaços de saberes afirma-se hoje na potência de sustentar o debate público, de submeter protocolos a exame, transfigurando seus próprios pilares de sustentação e sobrevivência em matéria crítica. A disciplina visa debater temas relacionados a políticas institucionais, regimes de visibilidade, diplomacia cultural e circulação de obras e objetos artísticos, com foco nos séculos XX e XXI.

Metodologia

Aulas expositivas

Leituras e debate de textos

Análise de obras, trabalhos e proposições artísticas

Observação

-->