Disciplina - Turma
AC302 A - Tópicos Especiais em Encenação
Subtítulo
Geopoéticas & Cenografias mais-que-humanas
Sala
Sala PB11 - Ciclo Básico 2 (PB)
Acompanhamento com disciplina da Graduação?
Não
Oferecimento DAC
Quarta-feira das 09 às 12
Ementa
Disciplina que abrange programas específicos que comportem prática e reflexão sobre vertentes do campo das artes da cena dentro da linha de pesquisa Poéticas e Linguagens da Cena. Visando um aprofundamento verticalizado da abordagem de temas, estrutura-se a partir dos projetos de pesquisa dos docentes, visando à articulação de assuntos oferecidos em outras disciplinas e a complementação de abordagens essenciais a áreas do conhecimento não contempladas pelas mesmas, a partir da singularidade da abordagem de cada projeto. Neste sentido, a bibliografia deverá ser consolidada a partir de cada programa que se apresentar para esta ementa de disciplina a ser oferecida aos alunos do doutorado.
Total de Horas Atividades Teóricas
15
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Total de Horas Atividades Prática
15
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Total de Horas Laboratório
0
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Total de Horas Atividades Orientadas
0
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Total de Horas Atividades à Distância
0
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Total de Horas Atividades Orientadas de Extensão
0
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Total de Horas Atividades Práticas de Extensão
0
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Total de Horas/Aula Semanais
0
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Total de Horas/Aula Realizadas em Sala de Aula
0
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Hora Estudo
0
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Hora Seminário
15
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Oferecimento IA
Início das aulas em 19/08/2026.
Docentes
Erika Velloso Lemos Schwarz
Professor convidado
Alessandra Montagner, Marina Guzzo, Rafaela Blanch Pires
Critério de Avaliação
Participação nos debates a partir da literatura indicada. Desenvolvimento de projeto artístico/cênico com base nos temas debatidos em sala. Desenvolvimento de artigo final.
Bibliografia
Bibliografia básica:
BARAD, Karen. Performatividade pós-humanista: para entender como a matéria chega à matéria. Tradução de Thereza Rocha. Revista Poiésis, v. 1, n. 1, 2017.
DESPRET, Vinciane. O que diriam os animais? São Paulo: Ubu Editora, 2018.
GUZZO, Marina. Coreografar a crise: gestos entre arte e ecologia. São Paulo: GLAC edições, 2026.
HARAWAY, Donna J. Ficar com o problema: fazer parentes no chthluceno. São Paulo: n-1 edições, 2023.
_________. O manifesto das espécies companheiras: cachorros, pessoas e alteridade significativa. Rio de Janeiro, Bazar do Tempo, 2021.
INGOLD, Tim. Estar vivo: Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Vozes, 2015.
_________. Fazer: Antropologia, Arqueologia, Arte e Arquitetura. Petrópolis: Vozes, 2022.
LATOUR, Bruno. Onde aterrar?: como se orientar politicamente no antropoceno. Rio de Janeiro:Bazar do Tempo, 2020.
MANCUSO, Stefano. Fitópolis. São Paulo: Editora Ubu, 2026.
POVINELLI, Elizabeth A. Geontologias – Um réquiem para o liberalismo tardio. São Paulo: Editora Ubu, 2023.
SHELDRAKE, Merlin. A trama da vida – Como os fungos constroem o mundo. São Paulo: Editora Ubu, 2021.
Bibliografia complementar:
KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo, Companhia das Letras, 2022.
WHITE, Kenneth. O grande campo da geopoética. Tradução de Márcia Marques-Rambourg. 2016. Disponível em: https://www.institut-geopoetique.org/pt/textos-fundadores/56-o-grande-campo-da-geopoetic. Acesso em: 22 mar. 2026.
RODRIGUES, Eliana; DAINEZI, Gabrielle; SAUINI, Thamara (org). Canteiros medicinais periféricos: o comunitarismo das plantas. São Paulo: GLAC edições, 2025. Disponível para download gratuito em: https://www.glacedicoes.com/product-page/canteiros-medicinais-perifericos-versao-digital-gratuita . Acesso em: 23 mar. 2026.
SCHWARZ, Erika (org). Figurino em roda: pedagogias, processos, entre outros feitiços. São Paulo: Editora Provisória, 2024.
FRAGA, Mari. Tempo Fóssil, agente húmus, mulheres-daninhas, ervas-ativistas. Cadernos de Cultura e Pensamento. Rio de Janeiro: Coletivo a Ponte Invisível, 2025.
HALLAM, Elizabeth. Making and Growing Anthropological Studies of Organisms and Artefacts. Surray: Ashgate, 2014.
HUI, Yuk. Tecnodiverdidade. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
Conteúdo
A disciplina propõe um estudo sobre as geopoéticas e as práticas ecocenográficas na contemporaneidade, com ênfase nas discussões sobre os seguintes eixos temáticos: Agências não-humanas no ateliê; Poéticas da terra (materialidade, gesto e presença); Protagonismo fúngico, animal, vegetal e mineral na cenografia contemporânea; Performances compostáveis e gestos de conexão interespécies. Apresenta, portanto, um olhar para a cenografia multiespécies e o design para além do humano, reconhecendo e incluindo formas de vida não-humanas, materiais e forças do ambiente, com base em uma ética de cuidado e colaboração interespécies. O curso combina abordagens teóricas e práticas, com aulas expositivas, discussões, palestras com convidadas, leituras e atividades de criação em coletivo. Os estudantes serão incentivados a desenvolver projetos artísticos com base nos conceitos discutidos em aula. Espera-se que a disciplina contribua para a compreensão das dinâmicas contemporâneas de criação cenográfica em contextos colaborativos, ecológicos e transdisciplinares, sensíveis ao contexto dos temas e fazeres da atualidade.
Metodologia
O curso combina abordagens teóricas e práticas, com aulas expositivas, discussões, leituras e atividade prática de criação em coletivo. Os estudantes serão incentivados a desenvolver projetos artísticos com base nos conceitos discutidos em aula. A etapa prática da disciplina se baseia em abordagem experimental, somática e/ou especulativa na relação entre materiais, corpos multiespécies e espaços.
Observação
A disciplina prevê como resultado final uma exposição/mostra coletiva da disciplina, em equipamento cultural a definir, configurando uma atividade de extensão. Além do trabalho prático, deverá ser entregue uma pequena produção textual com elaborações teórico-práticas sobre o próprio trabalho artístico desenvolvido.