Turma AC400 - Estudos em Artes da Cena - Turma A

Disciplina - Turma

AC400 A - Estudos em Artes da Cena

Subtítulo

Experiência, pensamento e pesquisa em artes performativas: 3 abordagens

Sala Sala SM01 - Ciclo Básico 2 (PB)
Acompanhamento com disciplina da Graduação? Não
Oferecimento DAC Quarta-feira das 14 às 17
Ementa

Estudo, análise, crítica e reflexão em torno de teorias, sistemas e metodologias em artes da cena: dança, performance, teatro, entre outras, a partir de estudos pré-existentes, novas epistemes e estruturas teóricas em formação, podendo-se abranger singularidades assim como a interdisciplinariedade entre linguagens e áreas distintas do conhecimento,. Aponta-se assim para a contextualização relacionadas às abordagens de artes da cena no mundo contemporâneo.

Total de Horas Atividades Teóricas
30
Total de Horas Atividades Prática
0
Total de Horas Laboratório
0
Total de Horas Atividades Orientadas
0
Total de Horas Atividades à Distância
0
Total de Horas Atividades Orientadas de Extensão
0
Total de Horas Atividades Práticas de Extensão
0
Total de Horas/Aula Semanais
0
Total de Horas/Aula Realizadas em Sala de Aula
0
Hora Estudo
0
Hora Seminário
15
 
Oferecimento IA

Início das aulas em 19/08/2026.

A disciplina será ministrada por três professores, sendo duas pesquisadoras de pós-doc.

Docentes

Cassiano Sydow Quilici

Janaína Carrer

Sofia Rodrigues Boito

Critério de Avaliação

Participação nas aulas e atividades. Texto final.

Bibliografia

Módulo 1

FÉRAL, Josette. Além dos Limites. São Paulo. Perspectiva. 2015.
FICHER-LICHTE, Erika. Estética do Performativo. Lisboa. Orfeu Negro. 2019.
LIMA, Tatiana Motta. Palavras Praticadas. São Paulo. Perspectiva. 2012.
WERLE, Marco Aurélio. Arte e Existência em Heidegger. São Paulo. Discurso editorial. 2023.

Módulo 2

CONTRERAS, Maria José. La práctica como investigación: nuevas metodologías para la academia
latinoamericana. REVISTA POIÉSIS, Niterói, Vol. 14 No. 21-22: Número especial: Corpo
Desdobrado; p. 71-86. 2018. https://doi.org/10.22409/poiesis.1421-22.71-86 
HISSA, Cássio  Eduardo Viana. Entrenotas: compreensões de pesquisa. Belo Horizonte: Editora
UFMG, 2013.
SÁNCHEZ, José Antonio. In-definiciones. El campo abierto de la investigación en artes. Artes La
Revista, 12. Medellín, Vol (19), 36–51,
2016. https://revistas.udea.edu.co/index.php/artesudea/article/view/26282/20779518
ROYO, Victoria Pérez. Sobre a pesquisa nas artes: um discurso amoroso. Pesquisa em Artes
Cênicas; Revista Brasileira Estudos da Presença 5 (3) • Dez 2015 • https://doi.org/10.1590/2237-
266052368 . 2015.
CARRER, Janaina. Dis-plazar, dis-locar, dis-plegar: la dis.autonomía en la investigación en artes.
Em: Las Potencias Vitales de las Tierras Fronterizas. HARCHA, Ana; MONTES, Francisca;
CORTEZ, Felipe. (org). Universidad de Chile, Facultad de Artes, Dirección de Creación Artística e
Investigación. Santiago de Chile. p-142-153. 2025 
https://libros.uchile.cl/files/presses/1/monographs/1557/submission/proof/142/index.html 
CARRER, Janaina. Dis.autonomía: una conceptáfora para prácticas de re.existencia y
co.elaboración. 2022. 265 p. Tese. (Doutorado en Investigación en Humanidades, Artes y
Educación). Facultad de Bellas Artes - Universidad Castilla La-Mancha, Cuenca. 2022
CARRER, Janaina. Agifólio. Em Laplataformance. Public(A)ção. Publicação online. São Paulo,
2016. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1JTMSh7BQiu9X4tnS9LSoL5_-
wOii_mey/view

TAYLOR, Diana. Arquivo e repertório: Performance e Memória cultural nas Américas. Belo
Horizonte: Ed. UFMG. 2013.

Módulo 3

ATHANASSOPOULOS, V. (org.) Quand le discours se fait geste – Regards croisés sur la
conférence-performance, Dijon: Les presses du réel, 2018.
CORBEL, L (org.); VIART, C.(org.); La conférence performance: artistes et cas d’études, Paris:
Paperboard – T&P Publishing. 2021
GROS, F. Caminhar uma filosofia, São Paulo: Ubu, 2021
KILOMBA, G. Memórias da plantação, Belo Horizonte: Cobogó, 2019.
LOUREIRO, M. “Grada Kilomba”, In: Catálogo da 32 Bienal de São Paulo, 2016.
MARTINS, L.M. Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela, Rio de Janeiro: Cobogó,
2022.

MESSEDER, S. “Em cena o(a) pesquisador(a) encarnado(a): um conceito e/ou um instrumental
teórico-metodológico em seu devir ético e estético” In: Pesquisador(a) encarnado(a) –
experimentações e modelagens no saber fazer das ciências, Salvador: EDUFBA, 2020.
OLIVEIRA, M. “un poco de historia”, In : Conferencia performativa, disponível em :
http://conferenciaperformativa.org/un-poco-de-historia/
RACHEL, D.P. “Há mais passado no presente do que se possa imaginar: a emergência do complexo
do calçado na aula performática Treze Dias”, In: Sala Preta, V.21 N.1, 2022.
SMALL, D. “O saber sem tripé. Notas sobre o trabalho de Rabih Mroué e Lina Majdalanie”, In:
Catálogo da 4 Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, São Paulo, 2017.

 

Conteúdo

Objetivos gerais:

 Discutir a relação entre pensamento e experiência, entre o saber e o fazer, para processos de
pesquisas em artes. (Cassiano)
 Promover práticas metodológicas de revisão da figura do artista-pesquisador, através de exercícios
colaborativos sobre seus arquivos e materialidades. (Janaina)
Estimular a prática performativa para a disseminação de conhecimentos de pesquisas em artes,
através da conferência performativa. (Sofia)

Módulo 1
Nas 5 semanas iniciais, abordaremos a relação pensamento/experiência e
teoria/práxis, explorando diálogos entre artes performativas, filosofia e antropologia.
O propósito é trabalhar com referências amplas que ajudem a aprofundar a
discussão sobre a pesquisa em artes. “A arte de questionar”, o “pensamento como
exercício”, “a teoria como prática”, “performatividade, linguagem e pensamento”
serão temas tratados a partir da fenomenologia e de teorias contemporâneas em
artes performativas. As aulas serão estruturadas em três tempos: exposição/
reflexão-discussão/ exercícios, propondo a circulação entre pensar, fazer, criar.

Aula 1 – Apresentação do curso, do grupo e introdução do tema: “a arte de questionar”
Aula 2 – “A pergunta como caminho”, na fenomenologia heideggereana. Discussão e exercício 1 de
escuta e escrita.
Aula 3- “A teoria como prática” a partir de Josette Féral. Discussão e exercício 2 de escuta e escrita.
Aula 4 – “Sobre o conceito de performativo”, a partir de Érika Fischer-Lichte. Discussão e exercício
de escuta e escrita;
Aula 5- Síntese do primeiro bloco e diálogo sobre as pesquisas.

Módulo 2

Módulo 2
Numa segunda etapa da disciplina, iremos nos debruçar sobre as pesquisas em andamento dos
participantes, através da metodologia chamada “Arquivo Dis.autônomo” proposta pela docente Profa.
Dra. Janaina Carrer. Neste processo, as noções de sujeito e de artista-pesquisador autônomo são
discutidas, através de exercícios práticos de colaboração coletiva, a partir dos arquivos e registros
provenientes das pesquisas dos participantes. O objetivo é exercitar o deslocamento de si e o
atravessamento do outro, para refletir sobre a criação de formas, materialidades e experiências
performativas condizentes com uma prática artística como pesquisa.

Aula 6: Arquivo vivo. Como pensamento, experiência e conhecimento se materializam em nossos
arquivos de prática artística? Aula prática de trabalho coletivo sobre os arquivos trazidos por cada
participante. Discussão de bibliografia sobre arquivo e pesquisa.
Aula 7: Reconhecer-se. Como se conecta e se ressignifica nossas práticas depois do atravessamento
do outro? Aula prática para conectar as questões arquivais com as atuais pesquisas em andamento.
Discussão de bibliografia sobre pesquisa em artes.
Aula 8: Agifólio. Como acionar o portifólio? Como arquivos e pesquisa se materialzam em um
programa performativo? Aula prática para ativar primeiros experimentos de construção de uma ação
performativa a partir dos arquivos e processos de pesquisa.
Aula 9: Mostra de Ações Performativas (acciofólios) individuais.
Aula 10: Co.elaboração. Como colaborar, ir mais além do feedback e trabalhar com/para o outro?
Aula teórico-prática com dispositivos para o intercâmbio a partir das ações realizadas. Discussão
final sobre prática como pesquisa.

Módulo 3
O terceiro módulo da disciplina tem como objetivo se debruçar sobre a ideia de “conhecimento
encarnado”. A partir de leituras bibliográficas, análises de obras de palestra-performance e exercícios
práticos, cada participante irá experimentar aspectos de sua pesquisa em uma ação performativa. O
objetivo é compreender o pensamento como um exercício que é constituído, não apenas pelo
raciocínio lógico, mas também por nossas corporalidades, memórias, história e afetos.

Aula 11: Conhecimento encarnado. Aula expositiva sobre reflexões em torno de palestra-performance
e como ela pode ser uma ferramenta para a pesquisa.
Aula 12: O pensamento em movimento. Como o movimento afeta/altera nossas ideias? Discussão de
bibliografia e prática de caminhada/reflexão.
Aula 13: Biografia e pesquisa. Como nossa história define (ou não) nossas pesquisas? Discussão de
bibliografia e prática de bio-bibliografia.
Aula 14: Performar o conhecimento. Como mobilizar um pensamento a partir de elementos não
textuais? Como um programa performativo pode mobilizar um conceito? Discussão de bibliografia e
prática.
Aula 15: Mostra de “cápsulas” de performance-conferências.
Aula 16: encontro final com os três professores.

Metodologia

Aulas expositivas, vídeos, discussões em grupo, exercícios práticos, apresentações de trabalhos

Observação

O curso será ministrado por três docentes, cinco aulas cada um. Cada módulo explora uma abordagem do tema geral do curso. Na última aula, os três docentes estarão presentes para realizar uma síntese do percurso.

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