Turma MS260 - Seminário Experimental - Turma B

Disciplina - Turma

MS260 B - Seminário Experimental

Subtítulo

ASCA: Arte Sonora Computacional Artivista

Sala NICS
Acompanhamento com disciplina da Graduação? Não
Oferecimento DAC Segunda-feira das 19 às 22
Ementa Troca direta de experiências artísticas entre os alunos do curso através da apresentação e discussão de seus planos de trabalhos. Participação de outros artistas e/ ou participação em eventos artísticos com vistas a ampliar os horizontes constitutivos de uma atividade reflexiva sobre as Artes. Bibliografia: a ser definida conforme os tópicos a serem abordados.
Total de Horas Atividades Teóricas
45
Total de Horas Atividades Prática
0
Total de Horas Laboratório
0
Total de Horas Atividades Orientadas
0
Total de Horas Atividades à Distância
0
Total de Horas Atividades Orientadas de Extensão
0
Total de Horas Atividades Práticas de Extensão
0
Total de Horas/Aula Semanais
0
Total de Horas/Aula Realizadas em Sala de Aula
0
Hora Estudo
0
Hora Seminário
0
 

Docentes

Jose Eduardo Fornari Novo Junior

Critério de Avaliação

curriculo do aluno e sua carta de intenção

Bibliografia

  1. ARISTÓTELES. Poética. Tradução de Paulo Pinheiro. São Paulo: Editora 34, 2015.
  2. ADAMS, Alexander. Artivism: The battle for museums in the era of postmodernism. Exeter: Imprint Academic, 2022.
  3. ALSHARIF, A.; SALLEH, N. Z.; BAHARUN, R. The neural correlates of emotion in decision-making. International Journal of Academic Research in Business and Social Sciences, v. 11, n. 7, p. 64-77, 2021.
  4. ADORNO, T. Teoria estética. Tradução de Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 2013 [1970].
  5. ADORNO, T. Introduction to the Sociology of Music. New York: Seabury Press, 1976.
  6. ADORNO, T. On the Fetish-Character in Music and the Regression of Listening. In: The Culture Industry: Selected Essays on Mass Culture. London: Routledge, 1991.
  7. ADORNO, T. Philosophy of New Music. New York: Seabury Press, 1973.
  8. BADIOU, A. Handbook of Inaesthetics. Stanford: Stanford University Press, 2005.
  9. BARTSCH, A. et al. Appraisal of emotions in media use: Toward a process model of meta-emotion and emotion regulation. Media Psychology, v. 11, n. 1, p. 7-27, 2008.
  10. BENJAMIN, W. The Author as Producer. In: Understanding Brecht. London: Verso, 1999.
  11. BENJAMIN, W. The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction. In: Illuminations. New York: Schocken Books, 1968.
  12. BOSO, M.; POLITI, P.; BARALE, F.; EMANUELE, E. Neurophysiology and neurobiology of the musical experience. Functional Neurology, v. 21, n. 4, p. 187, 2006.
  13. CAGE, J. Silence: Lectures and Writings. Cambridge: MIT Press, 1961.
  14. DAWKINS, R. The Selfish Gene. Oxford: Oxford University Press, 1976.
  15. FARNELL, Andy. Designing sound. Massachusetts: MIT Press, 2010.
  16. KOELSCH, S. A neuroscientific perspective on music therapy. Annals of the New York Academy of Sciences, v. 1169, p. 374-384, 2009.
  17. NOSSEL, S. On “Artivism,” or Art’s Utility in Activism. Social Research, vol. 83, Iss. 1, 103-105,225, 2016.
  18.  PAIXÃO, L. A.; VIEIRA, F. S. O MOVIMENTO DA MÚSICA DE PROTESTO NO BRASIL (1961-1968). In: EPCT - VIII Encontro de Produção Científica e Tecnológica, Campo Mourão. Anais Online, 2013.
  19. PLATÃO. A República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.
  20. PUCKETTE, Miller. The theory and technique of electronic music. Singapore: World Scientific Publishing Company, 2007.
  21. SCHAFER, R. M. The Soundscape: Our Sonic Environment and the Tuning of the World. Rochester: Destiny Books, 1994.
  22. SHANNON, C. E. A Mathematical Theory of Communication. Bell System Technical Journal, v. 27, n. 3, p. 379-423, 1948.
  23. STOCKHAUSEN, K. Elektronische Musik. Wien: Universal Edition, 1968.
  24. TARUSKIN, Richard. The Danger of Music and Other Anti-Utopian Essays. Berkeley: University of California Press, 2009.
  25. XENAKIS, I. Formalized Music: Thought and Mathematics in Composition. Bloomington: Indiana University Press, 1971.

Conteúdo

O termo “ativismo” ganhou amplo uso no final da década de 1990, especialmente no contexto do agravamento da crise climática e se destacou na forma de artivismo, que consiste na produção de arte em prol das causas socioambientais. Esta disciplina diz respeito principalmente ao artivismo sonoro e apartidário, que é relevante sobretudo no atual contexto da intensificação dos desastres naturais devido às crises socioambientais em todo o mundo.Este é aqui chamado de ASCA (arte sonora computacional artivista). Dentre as artes, a música é conhecida desde a Grécia Antiga pela sua capacidade de transformação moral e ética. Além disso, a imersão provocada pela arte, especialmente nas artes sonoras não-semânticas, como a música instrumental, é crucial para provocar a catarse (mudança de paradigma) no público. O artivismo proposto nesta disciplina prática utiliza processos computacionais para gerar experiências sonoras imersivas e interativas buscando conscientizar o público sobre a crise socioambiental e climática. Enquanto a arte com diegese (narrativa) pode ser interpretada pelo público como panfletária, ou mesmo partidária, a arte sonora não-semântica apela diretamente à emoção, que é a base expressiva, anterior e mais potente que o raciocínio lógico. Para que essa comunicação expressiva ocorra, é necessário nutrir um “canal” afetivo que una a performance ao público. Esta disciplina pretende criar com os alunos performances que nutram este canal, utilizando a arte sonora mediada por modelos computacionais de software livre, para fomentar a comunicação expressiva apartidária sobre questões socioambientais, emergências climáticas e relacionadas à sustentabilidade. O resultado esperado é a performance de diversas peças ASCA desenvolvidas einterpretadas pelos alunos dessa disciplina, bem como, se poss~ive, a publicação de artigos e quem sabe um livro sobre ASCA, tendo todos os alunos como autores. 

Metodologia

Exibição de videos disponíveis gratuitamente, sobre questões ambientais, seguidos de debates sobre possíveis implementações e composições de ASCA

Utilização de plataformas computacionais de software livre, como PureData, Audacity, Sonic Visualiser, para a coleta, a análise, o processamento e a geração de material e processos sonoros para as performances dos alunos.

Apresentação das performances e, se possível, registro e divulgação do audiovisual.

 

Observação

Esta disciplina é essencialmente experimental e prática. A apresentação da performance final é equivalente ao conceito final. 

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