Turma DE625 - Seminários Avançados I - Turma A

Disciplina - Turma

DE625 A - Seminários Avançados I

Subtítulo

Cinema científico, ciência no audiovisual

Sala Sala 22A - IFCH
Acompanhamento com disciplina da Graduação? Sim
Oferecimento DAC Quinta-feira das 14 às 17
Ementa Configuram um espaço acadêmico para o desenvolvimento de temas específicos, de relevância maior para as áreas abrangidas pelo programa como um todo. Em forma de conferências, palestras, workshops, aulas magistrais, etc devem permitir que os pós-graduandos adquiram uma maior intimidade com formas de abordagem, correntes de pensamento e posições teóricas distintas e/ou complementares àquelas existentes na Pós-Graduação. Por essa razão eles devem ser ministrados, prioritariamente, por especialistas de outras IES do país ou do exterior.
Total de Horas Atividades Teóricas
45
Total de Horas Atividades Prática
0
Total de Horas Laboratório
0
Total de Horas Atividades Orientadas
0
Total de Horas Atividades à Distância
0
Total de Horas Atividades Orientadas de Extensão
0
Total de Horas Atividades Práticas de Extensão
0
Total de Horas/Aula Semanais
0
Total de Horas/Aula Realizadas em Sala de Aula
0
Hora Estudo
0
Hora Seminário
0
 
Oferecimento IA

As aulas dessa disciplina terão início em 20/08/2026.

 

A história do cinema científico como gênero cinematográfico, no Brasil e no exterior.

A disciplina tem por objetivo investigar em maior profundidade e abrangência o cinema científico no Brasil, sua história, circunstâncias de produção, circulação e recepção, do período silencioso aos dias atuais. Pretende-se resgatar o cinema científico enquanto capítulo no contexto mais amplo de uma história do cinema brasileiro, tratando-o como um gênero no campo ou domínio do cinema documentário. Estima-se, portanto, uma releitura mais pormenorizada de determinados aspectos na carreira de personalidades-chave na história do cinema brasileiro, as quais dedicaram-se intensa ou extensivamente à realização de filmes científicos, seja na condição de médicos ou cientistas, seja na condição de técnicos ou cineastas (e.g. Eduardo Chapot-Prévost, Oliveira Borges, Aloysio de Castro, Adhemar Gonzaga, Antônio Tibiriçá, Humberto Mauro, Noel Nutels, Benedito Junqueira Duarte e outros). A análise da filmografia selecionada deverá trazer subsídios para uma qualificação mais precisa do que foi e do que continua sendo o cinema científico no Brasil, seus processos e especificidades, tanto de estilo quanto de contextos de produção. Nesse sentido, inputs e trocas com cinematografias estrangeiras deverão ser considerados -- por exemplo, o impacto da obra de cineastas como Jean Comandon e Jean Painlevé no Brasil.

Docentes

Alfredo Luiz Paes de Oliveira Suppia

Professor convidado

Jane de Almeida

Critério de Avaliação

Seminários de apresentação de texto, participação em aula e entrega de trabalho final sob forma de um filme/video-ensaio ou minidocumentário científico ou de divulgação/educação científica.

Bibliografia

AUNIÓN, J. A. “Os 40 anos dourados da cocaína legal”. Seção Cultura. El País, Madri – 23 de setembro de 2018. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/21/cultura/1537550168_306224.html. Acesso em 28/8/2024.

“O Flagelo da Humanidade”. Filmografia Brasileira. Catálogo Cinemateca Brasileira. Disponível em: https://bases.cinemateca.org.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=FILMOGRAFIA&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=ID=002779&format=detailed.pft#1. Acesso em 28/8/2024.

ARAÚJO, Luciana. “Os encantos da Veneza Americana e da propaganda pelo cinema: os filmes financiados pelo governo Sergio Loreto em Pernambuco (1922-1926).” Est. Hist., Rio de Janeiro, v. 26, nº 51, jan.-jun. de 2013, pp.94-112.

BARKER, L.; SKOTAK, R. “Klushantsev: Russia’s wizard of Fantastika (Part 1).” American Cinematographer, v.75, nº63, 1994a, pp. 78-83.

______________________. “Klushantsev: Russia’s wizard of Fantastika” (Part 2). American Cinematographer, v.75, nº7, 1994b, pp.77-82.

BARROS, Luís de. Minhas Memórias de Cineasta. Rio de Janeiro: Editora Artenova S. A./EMBRAFILME, 1978.

BAZIN, Andre. “Science film: accidental beauty” (publication de L’Ecran Français, 1947). In Science Is Fiction The Films of Jean Painleve. Edited by BERG, Brigitte; BELLOWS, Masaki e MCDOUGALL, Marina. San Francisco, California: Brico Press, 2000, pp. 145-146.

CURTIS, Scott. “Science Lessons”. Film History: An International Journal, Project MUSE, v. 25, nº1, 2013, pp. 45-54.

CUARTEROLO, Andrea. “El Cine científico en la Argentina de principios del siglo XX: Entre la educación y el espectáculo.” Revista História e Educação, Porto Alegre, v.19, no47, set./dez. 2015, pp. 51-73.

___________________. “Fantasías de nitrato. El cine pornográfico y erótico en la Argentina de principios del siglo XX”, Vivomatografías. Revista de estudios sobre precine y cine silente en Latinoamérica, n. 1, diciembre de 2015, pp. 96-125.

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KIRBY, David. Hollywood: science, scientists, and cinema. Cambridge: MIT Press, 2013.

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MCGILLIGAN, P. Fritz Lang: The Nature of the Beast. New York: St. Martin’s Press, 1997, p.142.

MONTEIRO, Estela Maria Costa. “Primeira Imagem do Buraco Negro”. Portal πon Ligado na física, 10/04/2019. Disponível em: https://www.sbfisica.org.br/v1/portalpion/index.php/noticias/86-primeira-imagem-do-buraco-negro. Acesso em 28/08/2024.

ODIN, Roger. Os Espaços de Comunicação – Introdução à Semiopragmática. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2023.

PADRÃO, Márcio. “Primeira imagem real de um buraco negro é revelada”. Uol online, São Paulo, 16/4/2019. Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/redacao/2019/04/10/primeira-imagem-de-um-buraco-negro-e-revelada.htm. Acesso em 28/8/2024.

PENIDO, Stella Oswaldo Cruz. “Documentário científico no Brasil”. In: FABRIS, Mariarosaria et al. (orgs.), Estudos Socine de Cinema, Ano III 2001. Porto Alegre: Sulina, 2003, pp. 470-474.

SILVA, Márcia Regina de Barros da.“O filme de temática científica: Possibilidades de uma documentação histórica”. Cadernos de Historia da Ciência – Instituto Butantan, v. III, 2007, p.15-36.

SILVA, Márcia Regina Barros da. “Uma Escola de Médicos: Benedito Junqueira Duarte e o cinema científico”. Revista Brasileira de História da Ciência, Rio de Janeiro, v. 12, nº1, jan./jun.2019, pp. 6-18.

SILVA, Márcia Regina Barros da. “Cinema científico: a construção de imagens da medicina na produção de Benedito Junqueira Duarte”. Rev. hist. (São Paulo), nº179, 2020, pp. 1-21.

SCHAEFER, Eric. Bold! Shocking! Daring! True!: A History of Exploitation Films, 1919-1959. Durham, NC: Duke UP, 1999.

SOUZA, José Inácio de Melo Souza. Proibido para menores e senhoritas. Mnemocine, 2017.

TORCATO, Carlos Eduardo Martins. A história das drogas e sua proibição no Brasil: da Colônia à República. Tese (doutorado) apresentada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2015.

Conteúdo

1. O que é cinema científico?

2. Introdução ao cinema científico mundial

3. O cinema científico no Brasil

4. Humberto Mauro

5. Benedito Junqueira Duarte

6. Festivais

7. Cinema científico e tecnologias pós-fotoquímicas da imagem em movimento

8. Cinema científico hoje: onde encontrar?

Metodologia

O curso será composto por encontros em diferentes formatos (palestras, seminários, atividades em grupo, discussões), cada um com uma finalidade e um tópico específicos. A metodologia está baseada em pesquisa bibliográfica e filmográfica, com aulas expositivas, seminários, apresentações em grupo e atividades práticas alinhadas com o método PBL (Problem-Solving Learning). A avaliação levará em conta a participação, envolvimento e dedicação dos alunos no cumprimento de atribuições individuais. A maior parte da nota final (60%) será proveniente do trabalho final realizado em grupo, isto é, o desenvolvimento de um ou mais projetos de filme-ensaio ou filme documentário. Em resumo, a metodologia será baseada em aulas expositivas/teóricas, apresentação de seminários, leitura comentada de textos, debates sobre textos, e visionamento de filmes seguido de debates. A avaliação será ancorada sobretudo em apresentação de seminários e entrega de trabalho final, escrito ou em formato audiovisual.

Observação

Alunos especiais interessados devem enviar link para CV Lattes e carta de intenções (por que escolheu a disciplina) para o email asuppia@unicamp.br.

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