Disciplina - Turma
AV045 A - Tópicos Especiais em História, Teoria e Crítica da Arte I
Subtítulo
História da arte e indigenismo: estudos de caso latino-americanos
Sala
Departamento de Artes Plásticas - AP08
Acompanhamento com disciplina da Graduação?
Não
Oferecimento DAC
Terça-feira das 14 às 17
Total de Horas Atividades Teóricas
0
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Total de Horas Atividades Prática
0
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Total de Horas Laboratório
0
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Total de Horas Atividades Orientadas
0
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Total de Horas Atividades à Distância
0
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Total de Horas Atividades Orientadas de Extensão
0
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Total de Horas Atividades Práticas de Extensão
0
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Total de Horas/Aula Semanais
0
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Total de Horas/Aula Realizadas em Sala de Aula
0
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Hora Estudo
0
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Hora Seminário
0
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Oferecimento IA
As aulas desta disciplina terão início em 18/08/2026.
Docentes
Fábio D Almeida Lima Maciel
Professor convidado
Fernanda Pitta; Outros (a confirmar e apresentar mais à frente)
Critério de Avaliação
Leitura de textos e participações nas aulas;
Apresentação de seminário;
Entrega de dissertação relacionada aos temas tratados em aula
Bibliografia
ADES, Dawn. Art in Latin America: The Modern Era, 1820-1980. New Haven: Yale University Press, 1989.
AMARAL, Aracy. Tarsila: sua obra e seu tempo. São Paulo: Perspectiva/Edusp, 1975.
BERKHOFER JR., Robert F. The White Man’s Indian: Images of the American Indian from Columbus to the Present. New York: Vintage, 1978.
CHILLÓN, Alberto Martín. “Escultura e indianismo(s) no Brasil oitocentista”. 19&20, v. 10, n. 1, 2015.
CHRISTO, Maria de Fátima Morethy. “A construção da gênese: independência, passado colonial e indigenismo no Brasil e México no século XIX”. In: VALLE, Arthur; DAZZI, Camila (orgs.). Oitocentos: Arte brasileira do Império à República. Tomo 2. Rio de Janeiro: EDUR-UFRRJ/19&20, 2010, p. 361-377.
CLIFFORD, James. The Predicament of Culture: Twentieth-Century Ethnography, Literature, and Art. Cambridge: Harvard University Press, 1988.
FLINT, Kate. The Transatlantic Indian, 1776-1930. Princeton: Princeton University Press, 2020.
HONOUR, Hugh. The New Golden Land: European Images of America from the Discoveries to the Present Time. New York: Random House, 1975.
LAGROU, Els. Arte indígena no Brasil: agência, alteridade e relação. Belo Horizonte: C/Arte, 2009.
MIGNOLO, Walter. The Darker Side of the Renaissance: Literacy, Territoriality, and Colonization. Ann Arbor: University of Michigan Press, 2003.
MOFFITT, John F. O Brave New People: The European Invention of the American Indian. Albuquerque: University of New Mexico Press, 1999.
NELSON, Charmaine. The Color of Stone: Sculpting the Black Female Subject in Nineteenth-Century America. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2007.
PITTA, Fernanda Mendonça. “A ‘breve história da arte’ e a arte indígena: a gênese de uma noção e sua problemática hoje”. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, v. 5, n. 3, p. 223-257, 2021.
PRICE, Sally. Primitive Art in Civilized Places. Chicago: University of Chicago Press, 1989.
RUBIN, William (org.). “Primitivism” in 20th Century Art: Affinity of the Tribal and the Modern. New York: Museum of Modern Art, 1984.
SAVAGE, Kirk. Standing Soldiers, Kneeling Slaves: Race, War, and Monument in Nineteenth-Century America. Princeton: Princeton University Press, 1997.
SIENKEWICZ, Julia A. “Drawn to the Feet of the Papal Throne: Ferdinand Pettrich’s Indian Museum in the Sala del Concilio”. Transatlantica, 2025.
TORGOVNICK, Marianna. Gone Primitive: Savage Intellects, Modern Lives. Chicago: University of Chicago Press, 1990.
Conteúdo
A disciplina propõe uma reflexão crítica sobre as relações entre história da arte, indigenismo e representação visual dos povos indígenas nas Américas, tomando como eixo metodológico a análise aprofundada de estudos de caso. Diferentemente da abordagem mais panorâmica, investida no módulo anterior da disciplina, o curso este ano se concentrará em situações específicas nas quais imagens, objetos, coleções e discursos artísticos participaram da construção — e da disputa — de ideias sobre o indígena, a nação, a raça, a alteridade e a modernidade.
O primeiro eixo da disciplina será dedicado à pesquisa sobre Ferdinand Pettrich e seu chamado “museu indígena”, conjunto escultórico produzido a partir de sua experiência nos Estados Unidos, no Brasil e em Roma, e hoje disperso entre instituições como o Smithsonian American Art Museum e os Museus Vaticanos. A partir desse caso, serão discutidos temas como escultura oitocentista, classicismo, etnografia, diplomacia indígena, colecionismo, musealização e a transformação de lideranças indígenas em tipos visuais destinados ao olhar europeu e euro-americano. A trajetória de Pettrich — de Dresden a Roma, passando por Washington e pelo Rio de Janeiro — permite examinar a circulação transnacional de imagens indígenas no século XIX, bem como os cruzamentos entre arte acadêmica, política imperial, ciência racial, cultura visual colonial e instituições museológicas.
O segundo eixo será dedicado às pesquisas de Fernanda Pitta sobre as apropriações indigenistas no modernismo brasileiro, especialmente nas obras de Vicente do Rego Monteiro e Tarsila do Amaral. O curso examinará como, nas primeiras décadas do século XX, artistas modernistas mobilizaram repertórios indígenas, arqueológicos, ameríndios e “primitivistas” na elaboração de linguagens visuais associadas à brasilidade, à vanguarda e à construção de uma arte nacional. Nesse bloco, serão discutidas as tensões entre apropriação, invenção, estilização, apagamento e reivindicação simbólica do indígena como origem da arte brasileira.
O terceiro eixo será ditado por palestras de pesquisadoras pesquisadores e latino-americana(o)(e)s que serão convidada(o)(e)s a participar dos encontros a fim de compartilhar suas pesquisas sobre as relações entre história da arte e indigenismo em outros países das Américas. Em breve, a lista de pesquisadores será atualizada neste descritivo.
Ao longo do semestre, a disciplina articulará os dois estudos de caso a questões teóricas mais amplas: a invenção europeia do “índio”; o indígena como figura do passado; o “nobre selvagem”; o primitivismo moderno; a relação entre arte, etnografia e museu; os usos políticos da imagem indígena em projetos nacionais; e os desafios colocados pela arte indígena contemporânea à historiografia da arte. O objetivo é oferecer aos estudantes instrumentos para analisar criticamente imagens e objetos que não apenas representam povos indígenas, mas também participam da constituição histórica de regimes de visibilidade, autoridade e exclusão.
Metodologia
Aulas expositivas;
Análise de imagens;
Leitura e discussão de textos;
Seminários dos discentes (a partir de textos pré-selecionados);
Visitas a coleções de arte relacionadas ao tema da disciplina, em São Paulo (sob reserva de ônibus).
Observação
A bibliografia completa será apresentada no primeiro dia do curso.