Turma AC101 - Laboratório de Criação - Turma A

Disciplina - Turma

AC101 A - Laboratório de Criação

Subtítulo

O Campo de Visão e o Coro Trágico

Sala AC03
Acompanhamento com disciplina da Graduação? Não
Oferecimento DAC Segunda-feira das 14 às 17
Ementa O Laboratório de Criação é parte do núcleo experimental de criação cênica. Trata-se de um projeto de criação cênica proposto pelo docente responsável, em consonância com seu projeto de pesquisa, englobando as etapas de pesquisa de materiais, experimentação, composição cênica, abrangendo uma ou mais modalidades: dramaturgia, coreografia, interpretação, performance e direção cênica/encenação. Os resultados poderão ser apresentados publicamente, com avaliação da recepção, ou apresentados parcialmente na disciplina Seminários de Pesquisa em Artes.
Total de Horas Atividades Teóricas
15
Total de Horas Atividades Prática
30
Total de Horas Laboratório
0
Total de Horas Atividades Orientadas
0
Total de Horas Atividades à Distância
0
Total de Horas Atividades Orientadas de Extensão
0
Total de Horas Atividades Práticas de Extensão
0
Total de Horas/Aula Semanais
0
Total de Horas/Aula Realizadas em Sala de Aula
0
Hora Estudo
0
Hora Seminário
0
 
Oferecimento IA

Inicio das aulas: 14/03/2022

Docentes

Marcelo Ramos Lazzaratto

Critério de Avaliação

- Presença; - Participação propositiva; - Envolvimento; - Entrega de artigo ao final da disciplina.

Bibliografia

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

LABAN, Rudolf. Domínio do movimento. São Paulo: Summus Editorial, 1978.

LAZZARATTO, M. R. Campo de Visão: exercício e linguagem cênica. São Paulo: Escola Superior de Artes Celia Helena, 2011.

LESKY, Albin. A tragédia grega. São Paulo: Perspectiva, 1976.

NIETZSCHE, F. O Nascimento da Tragédia. São Paulo: Companhia de Bolso, 2007.

OSTROWER, Fayga. Acasos e criação artística. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

PAVIS, Patrice. Dicionário de teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999.

SCHILLER, Friederich. Teoria da Tragédia. São Paulo: EPU, 1991.

SZONDI, Peter. Ensaio sobre o Trágico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.

VERNANT, Jean Pierre. Mito e Tragédia na Grécia Antiga. São Paulo: Perspectiva, 1999.

VERNANT, Jeam Pierre. Entre Mito e Política. São Paulo: Edusp, 2001.

 

Teses e dissertações:

GONCALVES, Michelle C. Campo de Visão: inventário de procedimentos. http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000944717&opt=4

SPINA, R. A Voz e O Campo e Visão. http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000879100

Conteúdo

Esta disciplina, essencialmente prática, tem como objetivo estabelecer relação entre o Campo de Visão e os coros das tragédias gregas, aqui mais propriamente os coros das tragédias que compõem o mito dos Átridas. O “Campo de Visão” é um sistema improvisacional coral e um pressuposto estético desenvolvido há 30 anos por Marcelo Lazzaratto. Com o seu grupo de pesquisa, a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, há 21 anos vem sistematizando o Campo de Visão continuamente em variados processos de criação, tais como "A hora em que não sabíamos nada uns dos outros", de Peter Handke; "Amor de Improviso"; e "Ifigênia", de Cassio Pires a partir do original de Euripedes. O Campo de Visão foi objeto de Mestrado de Marcelo Lazzaratto na UNICAMP, em 2003, e lugar de onde nasceram as reflexões de seu Doutorado a respeito da interioridade do ator, em 2008. Este procedimento objetiva a ampliação da visão periférica e da percepção do outro, desenvolve a noção espacial, ativando e articulando um estado de concentração poética em que Razão e Sensibilidade se interseccionam livremente. Por se estruturar como um exercício apoiado no jogo da alteridade ele não se esgota. Ele estimula o ator a potencializar seu corpo como um corpo-perceptivo, aberto às impregnações na mesma medida que o estimula a ser condutor/criador de suas escolhas estéticas. Trata-se de um procedimento estético coral em que o ator toma o outro como elemento inspirador para sua própria criação, se apropriando de movimentos alheios e se relacionando com todo e qualquer elemento que o estimule: música, espaço, objetos, palavras e imagens. O Campo de Visão promove, assim, uma experiência de alteridade, enfatizando um profundo diálogo entre indivíduo e coletividade. Como objetivos específicos essa disciplina visa oferecer: - Potencialização do “jogo” teatral; - Ampliação da percepção do “outro”; - Ampliação da noção espacial; - Ampliação do repertório gestual; - Ampliação do repertório imagético; - Estimular a “escolha” criativa; - Relação entre movimento e ritmo; - Relação entre movimento e objeto; - Relação entre movimento e palavra; - Relação entre coro e protagonista e coro e corifeu; - Reflexão entre indivíduo e coletividade; - Reflexão entre a metonímia e a metáfora no que diz respeito ao trabalho do ator.

Metodologia

A disciplina terá em linhas gerais a seguinte estrutura metodológica: Percepção e Movimento 4 encontros de 3 horas de duração cada. Encontro 1 – apresentação do Campo de Visão, sua origem, suas regras. Pratica do jogo. Livre. Encontro 2 – O Campo de Visão e a percepção auditiva. Encontro 3 – Leitura e analise do texto trágico a ser trabalhado. Encontro 4 – O Campo de Visão e a percepção espacial. Seleção do texto coral a ser trabalhado. Tema 4 encontros de 3 horas de duração cada Encontro 1 - um tema escolhido pelo condutor rege todo o encontro Encontro 2 – primeira parte: tema concreto. Segunda parte: tema abstrato Encontro 3 – o tema da tragédia selecionada conduzirá o trabalho Encontro 4 – repete-se a temática do encontro anterior com ênfase na construção espacial pelo coletivo. Objetos 2 encontros de 3 horas de duração cada Encontro 1 – aproximação do objeto. Primeiro como objeto imaginário e depois utilizando-o em sua concretude; exercitar a diferença entre as diversas qualidades de um objeto: suas características físicas, sua utilidade e força simbólica. Encontro 2 – escolha de objetos-síntese a serem utilizados pelo coro. Praticar o Campo de Visão enfatizando o entendimento da alteridade que o uso dos objetos deflagra. Texto 4 encontros de 3 horas de duração cada Encontro 1 – elaboração do material dramaturgico a ser utilizado na cena. Encontro 2 – experimentação em campo de visão dos aspectos fonéticos, morfológicos, sintáticos e semânticos do texto. Encontro 3 – relação entre coro e corifeu e entre coro e protagonista desenvolvida em Campo de Visão. Encontro 4 – ensaio organizador do material criativo processado visando a apresentação publica. Apresentação Pública, análise e avaliação final.

Observação

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