Nosso principal objetivo é traçar estratégias concorrenciais para agentes entrantes brasileiros na indústria audiovisual de modo que tais práticas sejam coerentes com o tipo de mercado no qual se inserem. Para tal, dispomos de revisões bibliográficas de trabalhos cujos esforços se concentram principalmente no estudo da economia do audiovisual, da teoria e história crítica do cinema, da sociologia do audiovisual e da microeconomia neoschumpeteriana. A partir desses diferentes campos, encontramos intersecções teóricas que alicerçam o entendimento da indústria audiovisual enquanto um oligopólio diferenciado concorrencialmente dependente de gastos em inovação e diferenciação de produto e em publicidade. Ainda, entendemos que os produtos comercializados nesse setor seriam experiências informacionais audiovisuais baseadas em construções tipicamente narrativas em sentido amplo, sendo esse o aspecto predominante para satisfação de seu consumo pelo público e para a diferenciação concorrencial. Assim, nossa principal sugestão de estratégia concorrencial voltada para agentes entrantes no setor audiovisual é o desenvolvimento de suas tecnologias dramatúrgicas para o aperfeiçoamento e diferenciação das narrativas de suas mercadorias. Como resultado secundário, salientamos que práticas publicitárias e de promoção de produtos possuem papéis no curto e longo prazo e que precisam fazer parte dos planejamentos produtivos de qualquer mercadoria do setor.