Superfícies escritas: operando textualidades entre Clarice Lispector e o Centro de Convivência Cultural de Campinas

Mestrado em Artes da Cena
Orientando
Juliana Raposo Semeghini
Orientador
Ana Maria Rodriguez Costas
Data
Sex, 15 de jul de 2022 às 15:00hs
Local
Sala 3 da CPG/IA
O link da transmissão ao vivo da defesa é disponibilizado nesta página na data da apresentação, próximo ao seu horário de início, e pode ser acessado por todos os usuários (com ou sem vínculo institucional com a Unicamp).
Resumo

Essa dissertação propõe uma investigação performativa dos territórios de memória do Centro de Convivência Cultural de Campinas (CCC) – patrimônio urbano de arquitetura brutalista tombado no bairro do Cambuí e projetado pelo arquiteto Fábio Penteado – a partir da leitura de romances de Clarice Lispector que mobilizam não apenas temas urbanos e o encontro radical com a alteridade, mas que também engendram o formato da pesquisa acadêmica. Diante do frágil reconhecimento do patrimônio urbano como pertencente à malha viva da cidade, e da atual situação de abandono e reforma do CCC, essa pesquisa se propõe a investigar a relação entre esse monumento e o imaginário coletivo; as contradições latentes na implantação histórica desse projeto; e a possibilidade de atualizar a situação do CCC criando novas perspectivas para a multidão capaz de ocupá-lo. Diante da impossibilidade de ir a campo e das medidas de isolamento durante a pandemia da Covid-19, surge a possibilidade de produzir material plástico-literário com sugestões de programas performativos possíveis de serem realizados no espaço do CCC – enunciados conceitualmente polidos, propulsores e norteadores da experiência, tal como descritos por Eleonora Fabião. Pretende-se analisar as possibilidades desse dispositivo relacional em se aproximar do próprio movimento de forças da cidade, reprogramando funções e ludicidades que digam respeito a memória desse lugar e entregando ferramentas operacionais aos participantes para o reconhecimento do próprio corpo e de suas relações em devir com o patrimônio urbano.