A presente pesquisa relaciona os elementos surrealistas presentes em duas produções cinematográficas: A Concha e o Clérigo (1927), de Germaine Dulac, e Tramas do Entardecer (1943), de Maya Deren. A partir de um panorama sobre o desenvolvimento inicial da vanguarda surrealista, sobretudo no âmbito cinematográfico, são analisados alguns dos elementos da estética surrealista presentes em ambas produções selecionadas. Este trabalho pretende delinear um percurso que evidencie o modo com que elementos da estética surrealista, elaborados inicialmente no contexto europeu, foram explorados pelas diretoras nos diferentes contextos e nas diferentes produções fílmicas.