O processo criativo de Arismar do Espírito Santo: investigação sobre a abordagem composicional de um multi-instrumentista

Mestrado em Música
Orientando
José Ricardo de Barros e Silva
Orientador
Paulo Jose De Siqueira Tine
Data
Ter, 16 de ago de 2022 às 09:00hs
Local
Sala 3 da CPG/IA
O link da transmissão ao vivo da defesa é disponibilizado nesta página na data da apresentação, próximo ao seu horário de início, e pode ser acessado por todos os usuários (com ou sem vínculo institucional com a Unicamp).
Resumo

Arismar do Espírito Santo é compositor, arranjador e multi-instrumentista brasileiro, nascido em Santos/SP em 1956. Os instrumentos que o músico toca são bateria, contrabaixo acústico, contrabaixo elétrico, violões de 6 e 7 cordas, guitarra e piano. O multi-instrumentista iniciou sua carreira no inicio dos anos 1970 em São Paulo tocando bateria na Baiuca, tradicional boate/restaurante que foi o principal reduto da noite musical paulistana no período e seguiu sua trajetória assumindo logo o contrabaixo como seu principal instrumento de trabalho. Com destacada atuação como multi-instrumentista, o músico passou a partir dos anos 1980 a usar mais o contrabaixo elétrico e a se dedicar às suas próprias composições. O músico atingiu um reconhecimento de âmbito nacional e internacional por sua trajetória como compositor e multi-instrumentista, seja acompanhando outros artistas ou apresentando seu repertório autoral.

Este trabalho realiza um estudo sobre um recorte da obra autoral do compositor de 2013 até 2017, através de analises de duas músicas de cada um dos três álbuns produzidos nesse período pelo selo Maritaca: Roupa no varal (2013), Roda gingante (2016), Flor de sal (2017).

Além das analises, o estudo detalha toda trajetória de Arismar e suscita reflexões acerca do processo de composição, arranjo e performance e aspectos do idiomatismo instrumental e/ou composicional na performance e na obra do autor. Outros aspectos, tais como interação, intermusicalidade, hibridismo, criatividade e improvisação também fazem parte de um quadro teórico de referências que embasam as reflexões e conclusões. O trabalho conta também com uma parte prática através da realização de um recital no auditório da Unicamp, com a presença do autor multi-instrumentista tocando as seis músicas analisadas e mais duas escolhidas pelo autor.