Esta pesquisa investiga as tendências das representações gráficas nos rótulos de cachaça produzidos no Brasil durante a primeira metade do século XX. Partindo de uma contextualização histórica sobre a importância cultural e econômica da cachaça, a pesquisa foca na análise iconográfica como ferramenta para compreender as manifestações visuais que definiram a identidade do produto e nas similaridades e regionalizações do design da época.
O estudo se aprofunda na análise gráfica dos elementos verbais, esquemáticos e pictóricos, segundo a classificação de Michael Twyman, presentes nos rótulos, explorando a memória gráfica e o design em diferentes regiões produtoras, como São Paulo, Minas Gerais e o Nordeste.
A metodologia articula entre a história da bebida, a sociologia do consumo e os estudos de cultura visual e design para decodificar os discursos, os valores e as estéticas que circularam por meio desses impressos efêmeros.
O objetivo central é demonstrar como os rótulos de cachaça, para além de sua função comercial, atuaram como importantes documentos culturais, refletindo e reforçando imaginários sobre a identidade nacional, o trabalho, o lazer e as relações sociais no período.