A memória, em sua imprecisão nebulosa, é ativada durante a produção de dispositivos têxteis, concebidos a partir de coletas de corpos vegetais, sóis e águas, impressos na superfície dos tecidos tornada sensível à radiação solar como uma pele, performando uma fotografia em seu estado mínimo, elaborada por formulações com sais de ferro derivadas da cianotipia, preparadas com águas de diversos lugares de memória. As plantas coletadas são multiplicadas por processos de impressão gráfica por contato como monotipia e xilogravura, gerando negativos que se sobrepõe na impressão fotográfica por contato, povoando as peles têxteis como folhas espalhadas pelo vento. De que arbusto, árvore ou canteiro teriam sido trazidas? Ao costurar esses fragmentos impressos em vestíveis, vestígios dos lugares são carregados junto ao corpo, uma pele sobre a outra, ambas marcadas por rastros e cicatrizes, a memória vestida como cartografia.