CORPOS QUE RESISTEM, A MULHER COMO TERRITÓRIO DRAMATÚRGICO NA ESCRITA TEATRAL DE AUTORAS LATINO-AMERICANAS: PERU, ARGENTINA, CHILE E COLÔMBIA

Doutorado em Artes da Cena
Orientando
Yenny Paola Agudelo Cristancho
Orientador
Larissa De Oliveira Neves Catalao
Data
Qua, 25 de mar de 2026 às 13:30hs
Local
por confirmar
Resumo

Esta tese apresenta um estudo de dramaturgias escritas por mulheres na América Latina.
São analisadas oito dramaturgias escritas por mulheres, a partir de eixos conceituais como corpo, mulher e família. A investigação sobre cada obra considera o contexto específico de cada dramaturga, o período histórico em que foi escrita e as condições sociopolíticas de cada país em sua história recente. Tem-se, assim, em cada capítulo, uma contextualização geral sobre a autora e seu país para em seguida o texto debruçar-se sobre um exame que envolve temas, personagens e formas, focando no questionamento de como a mulher é representada em cada obra, especialmente atravessada pelo seu posicionamento na sociedade e na família. Fazem parte do corpus as seguintes autoras e obras: Mariana de Althaus (1974–), do Peru, com El lenguaje de las sirenas (2013) e Tres historias del mar (2003); Griselda Gambaro (1928–), da Argentina, com Querido Ibsen: soy Nora (2012) e El don (2014); Ximena Carrera (1971–), do Chile, com Greta (2019) e Medusa (2010); e Beatriz Camargo (1946–), da Colômbia, com Cántico de la mujer sin manos (2002) e Enigma (2004). Inclui-se, no capítulo final, uma dramaturgia de autoria própria, Siempre invierno (2025) resultado direto do processo de pesquisa e do percurso artístico desenvolvido ao longo desta tese.