Esta tese teve como desafio investigar o legado do Corpo de Dança do Amazonas (CDA), seu percurso, seus afetos e suas potências, a partir das memórias e narrativas de diferentes sujeitos, para refletir seus fazeres, saberes e modos de produção estética, a fim de reafirmar sua singularidade e cartografar afetos. O estudo visto como um percurso relacional, implica em afetar e ser afetado, reconhecendo que o conhecimento é algo que se produz no encontro entre sujeitos, histórias e sensibilidades. A pesquisa é mobilizada a partir de práticas de observação, escuta e reconhecimento das múltiplas vozes, memórias e experiências que atravessam essa companhia pública de dança. Considerando as noções de experiência, afeto, ética, estética e política, o percurso metodológico da pesquisa é constituído pela bricolagem epistemológica entre a Autoetnografia, a Prática como Pesquisa e a Cartografia. Por fim, resulta dessa pesquisa uma cartografia de afetos que se revela a partir da estrada-rio composta de sujeitos, escolhas, atravessamentos, memórias e narrativas que permitem recriar os sentidos atribuídos às experiências, aos acontecimentos e às práticas vividas no/sobre/com o Corpo de Dança do Amazonas.