O contrabaixo, além de sua afinação padrão moderna, apresenta variações históricas
significativas, dentre as quais se destaca a afinação vienense, considerada a afinação
predominante no século XVIII, período comumente referido como a Era de Ouro do
Contrabaixo. Durante essa época, o repertório para contrabaixo expandiu-se
substancialmente, sendo composto majoritariamente com características idiomáticas
da afinação vienense. Consequentemente, diversas passagens dessas obras tornam-
se tecnicamente mais desafiadoras quando executadas na afinação moderna, o que
pode comprometer a performance do intérprete. Em contraste, na afinação vienense,
essas passagens revelam-se mais fluídas e acessíveis, proporcionando um controle
interpretativo superior. A obra central desta pesquisa é o Concerto n.º 2 para
Contrabaixo de Carl Ditters von Dittersdorf (1739-1799), composto em 1762,
reconhecido como uma das primeiras peças escritas para solo de contrabaixo. Até os
dias atuais, a obra mantém-se relevante no repertório, sendo frequentemente
executada em concertos, competições e festivais. Desse modo, a pesquisa propõe
uma análise comparativa entre edições modernas e o manuscrito original, além de
explorar a execução da obra nas afinações moderna e vienense. Serão discutidos os
desafios técnicos e as vantagens de cada afinação, com o intuito de identificar
estratégias que promovam uma melhor performance.