Esta pesquisa investiga a relação da arte e da educação artística com a experiência estética. Neste contexto, a filosofia da experiência de Dewey fornece um quadro crucial para a compreensão da arte como um componente integral da educação, pois sua concepção de arte como experiência destaca a continuidade entre o envolvimento estético e a vida cotidiana, posicionando a criação artística como uma interação dinâmica entre o indivíduo e o seu ambiente. A partir de uma investigação histórica e teórica sobre a influência dos movimentos modernistas na educação artística, com foco em como essas transformações reverberaram na teoria educacional de John Dewey e na trajetória de Anita Malfatti como artista-professora, a pesquisa propõe um diálogo entre a filosofia pragmatista de Dewey e a psicologia analítica de Carl Jung. Enquanto Dewey destaca a experiência como um processo socialmente integrado e contínuo, Jung oferece uma perspectiva complementar ao enfatizar o papel do inconsciente, do simbolismo e dos arquétipos na formação da criatividade humana. A integração de Dewey e Jung proporciona uma compreensão mais abrangente de como os indivíduos, especialmente as crianças, se relacionam com a arte. Destaca a importância de promover ambientes onde a expressão criativa não seja restringida por padrões rígidos, mas sim cultivada como um meio de auto descoberta e envolvimento com o mundo. Desta forma, esta pesquisa argumenta que a intersecção das influências modernistas, da experiência de Dewey e da psicologia junguiana oferece percepções valiosas para a educação artística contemporânea.