Da história de minha bisavó Georgina, internada no Juquery, para uma produção artística e poética, essa pesquisa assume um caráter autobiográfico que entrelaça memória, desenho e livro de artista. A criação artística torna-se ferramenta de resgate de uma linhagem feminina silenciada e de sobrevivência psíquica em meio a um contexto histórico de crises e violência contra a mulher nos dias de hoje. O retrato expande-se de gênero artístico a dispositivo de escuta e testemunho de outras mulheres. A autobiografia é assumida como método, e o diário de processo se transfigura em livro-objeto. Por fim, a investigação questiona as noções de loucura e normalidade, articulando teoria e prática poética.