Na dança, o movimento do corpo humano pode fomentar a expressão emocional, a emergência de memórias corporais, o aprimoramento da percepção corporal, dentre outros elementos, contribuindo para processos de autoconhecimento e para o bem-estar físico e mental. Nesse contexto, diversas técnicas corporais exploram a integração entre movimento e emoção, seja com finalidades artísticas, pedagógicas ou terapêuticas. Esta pesquisa investiga as potencialidades terapêuticas do método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (BPI), com foco em sua ferramenta denominada Dojo, ou Laboratórios Dirigidos. Embora concebido no âmbito da criação artística e do desenvolvimento do bailarino intérprete, o método apresenta desdobramentos que podem ser compreendidos também em uma perspectiva terapêutica. Para aprofundar essa análise, o BPI é colocado em diálogo com outras duas abordagens corporais: a Terapia Reichiana e a Dançaterapia de María Fux. O estudo baseia-se na revisão bibliográfica dessas três metodologias, buscando identificar confluências e dissonâncias, por meio de uma análise de conteúdo voltada às relações entre movimento corporal e aspectos emocionais. Além disso, foram realizadas conversas pré-estruturadas com profissionais que atuam com Terapia Reichiana e Dançaterapia de María Fux, bem como com pessoas que vivenciaram o processo criativo do BPI ao menos duas vezes, a fim de compreender os efeitos terapêuticos percebidos nessas experiências.