Esta pesquisa artística versa sobre memórias familiares e afetividade exploradas a partir de arquivos que geram os livros de artista. Algumas questões surgem ao pesquisar o livro de artista permeado pelo campo das artes visuais e questões de arquivo. Uma delas, que é disparadora de outras é: como, ao falar sobre memória e afeto, o livro de artista pode ser compreendido enquanto arquivo? Para isso, os capítulos iniciais apresentam um panorama sobre arquivo e o livro de artista a fim de chegar ao conceito que nomeio enquanto arquivo-casa. Como produção resultante da pesquisa temos o Caderno de processos, que abriga os processos de criação dos livros de artista que compõem a coletânea desenvolvida ao longo da pesquisa. Ao todo são três livros de artista: Nosso Atlas: sítio arqueológico de memórias, (2024), que é compreendido enquanto um livro-labirinto, que desdobra-se em si mesmo, se expande ocupando o espaço e exigindo a manipulação ativa dos leitores-fruidor; o livro de artista composto por cartas Diálogos tecidos: narrativas de uma viajante interior, (2025), no qual exploro a relação entre memória e ficção por meio de devaneios; e, por fim, o livro Recantos (2026), que adquire uma estética de scrapbook, onde coleciono memórias familiares e partilho algumas etapas do processo de criação com minha família a fim de gerar um arquivo participatório. Ao final, apresento algumas considerações temporárias, localizando lacunas que permanecem abertas e gerando algumas reflexões sobre os caminhos percorridos.