Esta dissertação analisa o teatro jovem sob perspectiva histórica, crítica e comparativa, tomando como eixo as dramaturgias do Projeto Connections, do National Theatre de Londres, e seus desdobramentos no Brasil e em outros países. Sustenta-se que o teatro destinado a jovens, frequentemente reduzido a uma função pedagógica, configura-se como campo estético e político autônomo, em diálogo com a cena profissional e atravessado por escolhas curatoriais e disputas institucionais.
O estudo problematiza as noções de teatro jovem, teatro para a juventude e teatro feito por jovens, discutindo suas implicações no contexto brasileiro e suas relações com políticas culturais e modos de produção. Examina experiências internacionais baseadas na criação dramatúrgica contemporânea no Reino Unido, Portugal, Itália, Noruega, Suécia, Finlândia e Índia, permitindo uma leitura comparativa entre diferentes modelos institucionais e contextos culturais.
No Brasil, focaliza o Projeto Conexões de Teatro Jovem (2007–2019), analisando suas adaptações locais. A partir de documentação e análise de textos, demonstra-se a potência do teatro jovem como espaço de criação artística. Como contribuição original, apresenta-se um levantamento inédito de mais de 600 dramaturgias para jovens, evidenciando a vitalidade e a força renovadora desse campo.