Pós-graduação em Multimeios

Projetos

DOCENTE LINHA DE PESQUISA PROJETOS
Alfredo Luiz Paes de Oliveira Suppia História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Meridional Chimeras: Brazilian Science Fiction Cinema

Resumo: Ultimately considered as a “barometer” of social, political, economic and cultural tensions and contradictions in the country (Ginway, 2004), Brazilian science fiction provides an interesting and eloquent interface for the investigation of national memory and identity, with its multiple cultural crossroads and mixed feelings towards modernity and Western values. The main purpose of this project is to provide a critical history of science fiction in the Brazilian film and audiovisual industry, scrutinizing the main trends, traits and peculiarities that have shaped the genre in an allegedly “exotic” national environment – and vice-versa. This is the first comprehensive study of Brazilian science fiction cinema in English, a film production often overlooked by conservative film scholars. Being part of a global wave of rejuvenation of science fiction based on innovative contributions by non-Western filmmaking, Brazilian science fiction cinema is also rapidly growing, gaining broader visibility and presenting alternative routes to international science fiction film as a whole. Thereby, Meridional Chimeras: Brazilian Science Fiction Cinema is intended to be the most comprehensive and in-depth critical history of science fiction in the Brazilian cinema. This research project will result in a book that represents a pioneering account of an unexplored field in science fiction film criticism and Brazilian studies, a comprehensive investigation which synthesizes and ellaborates on the main trends, issues and polemics concerning the Brazilian science fiction film. As a highly innovative work, this project combines state-of-the-art methods in world cinema studies, transcultural criticism and film analysis with an original approach to the Latin American science fiction film. By approaching the history of Brazilian science fiction cinema, this book will invariably address issues such as colonialism, post-colonialism, class struggle, gender, ethnicity, cross-culturalism, transculturalism and late capitalism, in addition to film genre, film style and film reception. Given the multiculturalism of Brazil and the tripartite origins of its nationhood, I believe this book will also tackle issues such as Afrofuturism and Indigenous Futurism, late modernization and social inequality, among other topics. The book concerning this project will be targeted primarily to both undergraduate and graduate students, film scholars and film critics, with a potentially broadened readership amidst the science fiction film fandom and film spectators in general. The book may be of great interest not only to readers in the fields of film and media studies, but also Brazilian studies, Latin-American studies, Social Sciences and Cultural Studies. It is supposed to be the most comprehensive and reliable source with a focus on a critical history of Brazilian science fiction cinema. Thereby, this book could be related to the following group of complementary works: Rachel Haywood Ferreira’s. The Emergence of Latin American Science Fiction (Middletown: Wesleyan Univ. Press, 2011), Mary Elizabeth Ginway’s Brazilian Science Fiction: Cultural Myths and Nationhood in the Land of the Future (Lewisburg: Bucknell Univ. Press, 2004), Roberto Causo’s Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950 (Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003), Ítala Schmelz’s El Futuro Más Acá: Cine Mexicano de Ciencia-Ficción (Cidade do México: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes – Instituto Nacional de Bellas Artes/UNAM/Landucci, 2006) and Mariano Paz’s “South of the Future: An Overview of Latin American Science Fiction Cinema” (Science Fiction Film and Television, v. 1, issue 1, spring 2008, 81-103).

Observatório da Ficção Científica Mundial (OFICIM) / Global Science Fiction Observatory (GLOSFO)

Resumo: Os estudos de cinema no Brasil estão em franca expansão, paralelamente ao crescimento da demanda por formação na área do audiovisual. O advento do cinema digital e o aumento da demanda por profissionais altamente qualificados no mercado de produção audiovisual, no Brasil e no exterior, influiu diretamente na crítica e na teoria do cinema produzida nos últimos anos. A popularização da tecnologia digital resultou em maior acessibilidade ao meio de expressão audiovisual e levantou uma série de questionamentos nos campos da crítica e dos estudos de cinema, conforme se verifica na obra recente de autores como brasileiros como Fernão Ramos (1998, 2001, 2005) e Arlindo Machado (1994, 1997) e André Parente (1993, 1994), ou estrangeiros como Philippe Dubois (2004), Lev Manovich (2001, 2005) e outros. Por outro lado, diferente de EUA ou Europa, pesquisas focadas na área de interseção entre cinema, arte e tecnologia ainda não atingiram maturidade, especialmente fora do eixo Rio de Janeiro e São Paulo. O objetivo fundamental deste projeto é viabilizar a formação de um grupo de pesquisa, organizado em torno de um laboratório de experimentação audiovisual, voltado para investigações acerca da zona de entroncamento cinema-ciência-tecnologia, manifesta tanto em termos formais e de suporte (analógico, digital, misto, etc., e implicações da tecnologia no estilo ou regime narrativo) quanto de conteúdo (análise da temática e problemática abordada pelo cinema mais atento às transformações científicas e tecnológicas). Nesse sentido, pesquisadores de diversas áreas (Artes, Comunicação, Ciências Exatas, Ciências Biológicas, etc.) devem ser reunidos em um interesse comum: reflexões sobre a zona de convergência por onde trafegam o cinema, ciências e tecnologia, com ênfase num gênero audiovisual especialmente propício a esse fenômeno: a ficção científica. A ficção científica é hoje um gênero multimidiático, com manifestações que extrapolam o campo literário, invadindo os territórios do cinema e audiovisual, música, teatro e games. Sua origem mais moderna está nas obras de autores como Mary Shelley, Jules Verne e H. G. Wells. Sua consolidação enquanto gênero se deu com a proliferação da pulp fiction nos EUA. O chamado boom de filmes de ficção científica dos anos 1950 contribui decisivamente para a popularização do gênero (BAXTER, 1970). A New Hollywood do final dos anos 1970 coloca o cinema de ficção científica definitivamente na primeira linha dos grandes estúdios e entre os maiores sucessos de bilheteria lançados ano a ano. Atualmente, o imaginário ou iconografia de ficção científica está presente não só na literatura ou em produtos de mídia da indústria cultural, mas também na moda e no comportamento, perpassando diversos setores da cultura e cotidiano. Com tudo isso, já há algum tempo o estudo da ficção científica tem se revelado ferramenta esclarecedora para se compreender e analisar o mundo contemporâneo (FIKER, 1985). Cumpre notar também que o presente projeto visa contribuir significativamente para a densidade da bibliografia nacional em português voltada para os estudos de cinema, ciência e tecnologia em diálogo. Objetivos: 1) Promover a produção e troca de conhecimento sobre as múltiplas relações entre cinema, arte e tecnologia, contribuindo para o intercâmbio de informações entre pesquisadores e artistas no Brasil e no mundo; 2) Estabelecer um núcleo de pesquisas inédito no país, voltado para a articulação entre o cinema, a ciência e a tecnologia, com escopo que abrange desde aspectos formais/tecnológicos da obra audiovisual, até manifestações de gênero como a ficção científica; 3) Criar vínculos de colaboração com centros de pesquisa dentro e fora do pais (ex.: Center for Latin American Studies, Univ. of Florida, Centre for World Cinemas, Univ. of Leeds); 4) Desenvolver novas metodologias de pesquisa sobre suportes, formas e manifestações de gênero/ (ou manifestações discursivas) no audiovisual; 5) Estreitar relações de produção acadêmica entre graduação e pós-graduacão na Unicamp. Metodologia e Estratégias de Ação: Os objetivos pretendidos serão atingidos por meio da colaboração/cooperação constante entre pesquisadores de diversas áreas, desenvolvendo trabalhos sob perspectiva híbrida (ex.: cinema e física, cinema e biologia). O engajamento de grupos em torno da redação de artigos e papers, da realização experimental em cinema e vídeo e de simpósios e workshops levará naturalmente ao cumprimento dos objetivos. Resultados e os impactos esperados: No âmbito do impacto e da produção estão previstos publicações em periódicos científicos nacionais Qualis A como Galáxia, Devires, Quarto Escuro, Ipotesi e Manuscrito, e internacionais como Science Fiction Studies (EUA), Extrapolation (EUA), Film International (RU), Senses of Cinema (AUS) e Science Fiction Film and Television (Univ. of Liverpool, RU). Também estão previstos simpósios, workshops e palestras com convidados internacionais, bem como a organização de um mini-laboratório de experimentação multimídia e a publicação de um site de divulgação. Os workshops serão prioritariamente voltados para treinamento e capacitação de discentes no campo da produção e experimentação em cinema e vídeo digital. Os resultados das pesquisas também serão divulgados sob forma de papers em conferências nacionais e internacionais como o Encontro Anual da SOCINE (Sociedade Brasileira para os Estudos de Cinema e Audiovisual), ABRALIC (Associação Brasileira de Literatura Comparada), COMPÓS, Conferência Anual da Science Fiction Research Association, Film History Association of Australia and New Zealand (FHAANZ) e eventos científicos organizados pelo Centre for World Cinemas da Universidade de Leeds (RU) e pelo Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Flórida (EUA), além do Festival Utopiales (França).

Claudiney Rodrigues Carrasco História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Música Aplicada à Dramaturgia e ao Audiovisual

Resumo: O Grupo de Pesquisa em Música Aplicada à Dramaturgia e ao áudio visual reúne os projetos de pesquisa cujo objeto específico é a música como parte integrante de formas artísticas e veículos de comunicação complexos, cujas mensagens são formadas por um número variado de linguagens. Nesse grupo se incluem tanto as formas tradicionais, restritas ao domínio da produção artesanal, como o são os diversos gêneros dramáticos e dramático-musicais, quanto aquelas pertencentes ao universo da arte industrializada e da cultura de massa, como o são o cinema, a televisão e as recentes manifestações digitais do audiovisual (sítios na internet, vídeo-arte, jogos eletrônicos). O grupo também se propõe a abrigar projetos cujos temas não sejam diretamente ligados ao assunto, mas que possam servir de subsídio às questões por ele tratadas, tais como projetos de teoria musical, composição, cognição musical, entre outros.

Música experimental e sound design no cinema: a emergência de um novo conceito de trilha sonora

Resumo: Este projeto tem por objetivo estudar a incorporação dos gêneros de música experimental do século XX às trilhas musicais de filmes de ficção no período compreendido entre os anos 1950 e o momento presente, bem como sua relação com as transformações ocorridas na edição sonora de filmes que conduziu ao surgimento do conceito de sound design nos anos 1970. O estudo apresenta um levantamento histórico do processo, bem como a análise e comparação de procedimentos técnicos e convenções poéticas de composição musical e sound design em trilhas sonoras para o cinema. Contemplado com bolsa de Produção em Pesquisa CNPq.

Fabio Nauras Akhras História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia O cinema de aprendizado como meio para a conscientização e inclusão social

Resumo: Este projeto parte da idéia básica de analisar o cinema sob a perspectiva de teorias de aprendizado. O objetivo é criar uma fundamentação para o uso do cinema no aprendizado que relacione elementos de linguagens e estéticas cinematográficas com conceitos de teorias de aprendizado. Com isso, o resultado deverá ser um conjunto de princípios baseados em teorias de aprendizado, que permitam a análise de narrativas cinematográficas em termos do seu potencial para promover o aprendizado, e que possam nortear a criação de narrativas cinematográficas capazes de gerar aprendizado. Desse contexto emerge o conceito de Cinema de Aprendizado – o uso de princípios de teorias de aprendizado para a composição de imagens visuais e sonoras na narrativa cinematográfica, criando um processo narrativo que é ao mesmo tempo um processo de aprendizado. Projeto recebeu apoio financeiro através de sub-projeto de pesquisa regular na Fapesp, obtido pelo responsável.

Fernão Vitor Pessoa Almeida Ramos História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia A Encenação Documentária

Resumo: Alguns dos principais lugares-comuns na reflexão sobre documentário estão relacionados à questão da encenação. Trata-se de tema onde grandes confusões conceituais são permitidas. Iniciamos a pesquisa buscando diferenciar em três tipos de encenação documentária: 1ºTipo de encenação : a encenação-construída. O que chamo de encenação-construída é um tipo de ação inteiramente construída para a câmera. Para tal, são utilizados estúdios e, frequentemente, atores não profissionais. Na encenação-construída a circunstância da tomada está completamente separada (espacialmente e temporalmente), da circunstância do mundo cotidiano que circunda a presença da câmera. A relação entre espaço-dentro-de-campo e espaço-fora-de-campo é de heterogeneidade radical. 2º Tipo de Encenação: a encenação-locação: A encenação neste caso é feita em locação, no local onde o sujeito-da-câmera sustenta a tomada. O diretor pede explicitamente ao sujeito(s) filmado que encene. Em outras palavras, que desenvolva ações e expressões com a finalidade de figurar para a câmera um ato previamente concebido. A encenação-locação distingue-se da encenação-construída ao explorar efeitos próprios à circunstância de mundo, onde o sujeito filmado vive a vida. Na encenação-locação a tomada explora a tensão entre a encenação e o mundo em seu cotidiano. Existe aí um grau de resistência entre a intensidade do mundo e a encenação propriamente, que não está presente na encenação-construída. Esta tensão se respira imageticamente enquanto estilo. 3ºTipo de Encenação: a encenação-direta. No sentido amplo, todos nós encenamos em todo momento, para todos. A cada presença para nós, tentamos nos interpretar a nós para outrem, e não seria diferente para a câmera. Para cada um, compomos uma imago, e reagimos assim à sua presença. Somos nós, através dos olhos de outros, agindo para nós, conforme eu, sujeito, sinto ele, outrem-nós, dentro de mim. Não é diferente com a experiência da presença da câmera e seu sujeito na tomada.

Francisco Elinaldo Teixeira História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Incidências e avatares de um cine-ensaio / filme-ensaio no Brasil

Resumo: Pesquisa sobre a formação de um cine-ensaio/filme-ensaio no Brasil.

O Experimental no Cinema Brasileiro

Resumo: O projeto constrói uma história do cinema experimental no Brasil a partir do filme Limite, de Mário Peixoto, do cinema novo, cinema marginal, experimentalismo superoitista, cinema de artista e vídeo arte.

Gilberto Alexandre Sobrinho História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Imagem em movimento político e social: vídeo, documentário e as construções identitárias no Brasil

Resumo: O presente projeto é uma atualização do projeto anterior, intitulado “Vídeo e televisão independentes no Brasil (1984-1992): idéias, formas e representações populares nos domínios do documentário” O interesse dessa pesquisa é a investigação sobre as relações entre o vídeo, a realização de documentários e as construções identitárias no Brasil. Trata-se de avançar no campo da pesquisa sobre documentários, iniciada com os estudos sobre a Caravana Farkas e os documentários dirigidos por cineastas nos programas televisivos Globo Shell Especial e Globo Repórter. Em síntese, essas experiências estabeleceram um quadro significativo para a compreensão do moderno documentário no Brasil, realizado durante a ditadura militar, no cinema e na televisão, onde se divisou as questões de autoria e de estilo, os agenciamentos específicos nos processos de produção independente e institucional e sua circulação, sendo o conjunto estudado marcado, profundamente, pela adesão das narrativas às críticas em relação às imagens da nação, num contexto ideológico marcado pelo nacional-popular dos anos 1960, a repressão e a violência oficiais que se seguiram, na mesma década, avançando nos anos 1970. Ao observar o quadro da produção independente em vídeo que despontava no começo dos anos 1980, num período de abertura política, percebi um forte deslocamento tanto em relação ao campo temático, quanto a sua abordagem, sendo que surgiam, de maneira forte, narrativas audiovisuais marcadas pelas políticas de identidade, o que oferecia um quadro multicultural contrastante. Assim, essa pesquisa busca refletir sobre a produção documentária realizada nos domínios do vídeo, em que imperam, de forma plural, as construções identitárias de gênero e sexualidade, dos afro-brasileiros, dos habitantes de comunidades e/ou regiões periféricas e marginalizadas, das populações indígenas e outras culturas e histórias que foram subjugadas pelas crenças dominantes e que não tiveram grande visibilidade na história do audiovisual brasileiro, principalmente, na mídia televisiva. No texto que segue, vou apresentar, de forma introdutória, um quadro que esclarece sobre a continuidade, no século XXI, dessas abordagens e temas diversificados inaugurados com o vídeo analógico, e que se ampliaram na cultura digital, para, em seguida, fazer uma digressão e apresentar meu objeto de estudo, que se situa historicamente, entre os anos 1980 e 1990. Esse texto é uma reformulação do projeto anterior intitulado ?Vídeo e televisão independentes no Brasil (1984-1992): idéias, formas e representações populares nos domínios do documentário”.

Karla Adriana Martins Bessa História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Subjetividade Queer Contemporânea. Estudos de cinema e gênero.

Resumo: Adensar nossa compreensao sobre a subjetividade contemporanea, em especial nos grandes centros urbanos e suas especificidades em ambito latino-americano implica necessariamente compreender as demandas por imagens e imaginarios produzidos pelas comunidades lgbt seja numa perspectiva identitaria, seja numa perspectiva queer. Considerando os transitos e a historicidade das corporalidades, estilos de vida e das experiencias esteticas das personagens e enredos narrativos, esta pesquisa objetiva mapear e analisar, seja a partir da ficcao, seja do documentario, como as relacoes contemporaneas com o corpo e a subjetividade transformaram e transformam nossa compreensao do mundo que nos cerca, ampliando nossa propria compreensao de “natureza humana” e de como entendemos a propria producao das normas e dos funcionamentos das diferencas e hierarquias de genero em estruturas sociais complexas. Um dos pontos centrais da pesquisa consiste justamente em pensar e problematizar as imagens de si, (a auto-gestao da imagem e da representacao na arte e no audiovisual), as demandas politicas de gestao das imagens positivadas ou aquelas consideradas potencialmente danosas para a populacao feminina e feminista; assim como para pessoas que constroem seus estilos de vida fora da heteronormatividade.

História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Uma história feminista-queer da arte e de narrativas audiovisuais dissonantes produzidas na controversa década de 1970.

Resumo: Esta pesquisa visa realizar uma análise da dinâmica histórica de produção-exibição de narrativas fílmicas e outros materiais artísticos e audiovisuais. Possui como foco principal a temática das relações de gênero e práticas sexuais, no período que corresponde à denominada revolução sexual e dos movimentos de contracultura, mapeando primeiramente os modos de sua apropriação no Brasil a partir do final da década de 1960 e sua efervescência durante a década seguinte. A problemática central que a norteia é a relação entre os imaginários que circularam nas telas e filmes, suas formas e conteúdos estéticos e as políticas que singularizam um modo de dar visibilidade e inteligibilidade ao gênero, desejo e prazer em conflito com normas sociais hegemônicas. Refiro-me às formas e exercícios políticos que demarcaram, no campo da cultura (áudio)visual, normalidades/anormalidades, legalidades/ilegalidades, moralidades/imoralidades, vulnerabilidades/privilégios de corpos, pessoas e grupos sociais em suas respectivas atuações de gênero e sexualidade em relação à outras importantes categorias de diferenciação. A pesquisa pretende analisar ainda os respectivos modos de subversão, os entre-lugares, as ambiguidades que, se não revolucionárias, ao menos desestabilizadoras de práticas culturais hegemônicas. A metodologia subentende duas etapas distintas: uma primeira com foco nos espaços underground de produção e circulação audiovisual, com centralidade para o levantamento da dinâmica que caracterizou o Brasil no período e as interações transnacionais, efeitos da globalização das recentes tecnologias de comunicação audiovisual. O objetivo é o de mapear as redes de circuitos marginais de produção de arte, numa junção de várias linguagens. Para tanto, realizarei pesquisa nos arquivos da Cinemateca Brasileira, Fundação Bienal de São Paulo, os arquivos de mostras temáticas, além dos arquivos históricos disponibilizados online por sites como: Porta Curtas Petrobrás, Youtube e jornais Folha de São Paulo, o Globo e o Estadão, Cinemateca Popular Brasileira . A finalidade é encontrar os mecanismos e estratégias de demarcação e transposição de fronteiras entre vanguardas, propostas radicais de arte visual (e seus respectivos engajamentos políticos) e as estratégias do mercado e indústria cultural de apropriação/domesticação das tensões e radicalidades estéticas e políticas. Um dos resultados práticos da pesquisa será a elaboração de um banco de dados de referências audiovisuais que possa ser disponibilizado para futuras pesquisas e para promoção de debates entre pesquisadores, profissionais de várias áreas e estudiosos das relações entre gênero, sexualidade, arte (áudio) visual e cinema.

Marcius Cesar Soares Freire História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Documentação e Experimentação em Sistemas Audiovisuais

Resumo: O principal objetivo deste projeto é investigar as potencialidades do suporte fílmico – notadamente o documentário, mas não unicamente – no aparelho de pesquisa das ciências humanas. De maneira geral, as imagens animadas são utilizadas nessas ciências como meros coadjuvantes, ou seja, servem de suporte ilustrativo em congressos, simpósios e salas de aula, ou, então, como veículo de divulgação para resultados de pesquisas obtidos através dos meios tradicionais de investigação. Nosso propósito é, portanto, trazer o filme para o centro da discussão investigando o seu potencial no papel de protagonista principal nos procedimentos metodológicos de disciplinas como a antropologia, a história a sociologia e a educação. Desnecessário observar que o entorno que subjaz à realização de qualquer documentário, como processos de produção, recepção do público, formas de exibição, etc., também constam de seu escopo e constituem temas passíveis de serem explorados no seu desenrolar.

Mariana Duccini Junqueira da Silva História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Documentários de compilação: rearticulação de sentidos em práticas audiovisuais contemporâneas

Resumo: Sob a premissa de que as formas audiovisuais que compõem determinado enunciado fílmico podem ser rearticuladas em outras produções dessa natureza, Leyda (1964) conceitua a prática da compilação. Trata-se de um exercício intrinsecamente orientado pela montagem: a apropriação e a rearticulação de imagens e sonoridades pré-existentes em arquivos institucionais e em diversas modalidades midiáticas (obras cinematográficas, vídeos amadores, cinejornais, comerciais, fotografias, videoclipes, programas televisivos) tendem a novas experiências estéticas. Deslocados de seus contextos originais e repostos em outros circuitos discursivos, esses fragmentos engendram novas conexões de significados, o que implica um reordenamento do passado em um presente enunciativo. A compilação como fundamento é notável em uma multiplicidade de documentários brasileiros contemporâneos, em vista das estratégias assumidas pelos realizadores ao convocarem materiais heterogêneos para a composição de obras tributárias ao gênero. Esta pesquisa pretende investigar como tal prática torna sensível a conformação de novas conexões estéticas e, consequentemente, a atribuição de novos sentidos a determinadas práticas sociais nos documentários: “Nós que aqui estamos por vós esperamos” (Marcelo Masagão, 1999); “Pacific” (Marcelo Pedroso, 2009); “Um dia na vida” (Eduardo Coutinho, 2010); e “A cidade é uma só” (Adirley Queirós, 2011). Cada um dos filmes dinamiza a compilação recorrendo a fontes distintas em relação aos demais, o que torna verificável a abrangência de linguagens e procedimentos criativos nessa modalidade documental.

Noel dos Santos Carvalho História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia Modos de Produção Audiovisual e Representação Étnica – Os Filmes dos Realizadores Negros Brasileiros

Resumo: Este projeto investiga os filmes produzidos pelos realizadores que criaram os manifestos Dogma Feijoada e o Manifesto do Recife. Os dois manifestos foram lançados no inicio dos anos 2000 e reivindicaram maior participação do negro no cinema brasileiro. A pesquisa toma como objeto os filmes em que: 1) o produtor e o diretor são negros; 2) abordam a problemática em torno da identidade negra; 3) questionam as representações estereotipadas.

Pedro Maciel Guimarães Junior História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia O ator como forma fílmica

Resumo: Visa investigar as implicações formais do trabalho do ator nos meios audiovisuais (cinema e televisão), fazendo uma historiografia das formas de atuação e procedendo a análises estéticas sobre o jogo atoral. O corpo e a persona do ator entram na composição do processo criativo da obra audiovisual e determinam sua concepção de mise-en-scène, assim como as escolhas de enquadramento, de iluminação, de montagem e as posturas de escrita de roteiro. Pretende-se focar a discussão em torno de cinco eixos de análise : ator e personagem; ator e realizador; ator e mise-en-scène; ator e técnica; ator e mídia. Para além das abordagens sociológicas, econômicas e empíricas que envolvem a escolha e a utilização de atores profissionais ou não-profissionais no cinema e na TV, pretende-se transformar o jogo do ator em objeto estético, capaz de ser quantificado e qualificado, numa abordagem transdisciplinar envolvendo a teoria e a história do teatro e das artes visuais.

História, Estética a Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia História e Estética do Cinema: o clássico e o moderno

Resumo: Esse projeto de pesquisa visa a investigar particularidades da historiografia do cinema partindo da premissa de que os filmes tiveram um período de classicismo (identificado entre os anos 1910 e 1960), de criação e consolidação dos cânones plásticos e narrativos da imagem em movimento, seguido por um momento de ruptura estética, verificado a partir do final dos anos 1950. Sem cair no evolucionismo, pretendemos investigar como as formas clássicas, gestadas preferencialmente dentro do sistema de estúdios norte-americano, foi retrabalhada por cineastas (principalmente europeus, mas também asiáticos, latinoamericanos e africanos) no sentido de refundar paradigmas de narração e representação ficcional.

Aluno: Orientador: Título: Financiamento:
GABRIEL TOLEDO PIZA NARDI PEDRO MACIEL GUIMARAES JUNIOR A câmera em evidência no cinema contemporâneo brasileiro: uma análise de curtas-metragens do coletivo Filmes de Plástico CNPq
JASON ADJALMA COSTA PEDRO MACIEL GUIMARAES JUNIOR A NOÇÃO DE “FALSO INFINITO” EM AS PEQUENAS MARGARIDAS E OS SETE PECADOS CAPITAIS DOS PEQUENOS BURGUESES CNPq
LARAH CAMARGO BARBOSA CESAR AUGUSTO BAIO SANTOS Globoplay: do telespectador ao usuário SAE
Aluno: Orientador: Título: Financiamento:
ANA PAULA DE AQUINO CAIXETA FRANCISCO ELINALDO TEIXEIRA DEPOIS DA PARTIDA: Compreensões acerca da voz-over ensaística em Elena (Petra Costa, 2012) e Coração de Cachorro (Laurie Anderson, 2015) CAPES/DS
BRUNO FAGUNDES DAL MOLIN ERNESTO GIOVANNI BOCCARA CINEMA LENTO ECOLÓGICO, A CONTEMPLAÇÃO DO MUNDO NATURAL ATRAVÉS DO AUDIOVISUAL: Uma reação à condição moderna
DANIEL IFANGER MARIANA DUCCINI JUNQUEIRA DA SILVA Práticas de edição no documentário brasileiro contemporâneo
ELEONORA MENEZES DEL BIANCHI GILBERTO ALEXANDRE SOBRINHO Virgens, Deusas e Loucas Sensacionalistas: As heroínas fazem psicanálise CAPES/DS
EMILIA DE OLIVEIRA SANTOS KARLA ADRIANA MARTINS BESSA O sexo contra os dogmas, na simpatia da bitola: um prelúdio queer superoitista em Vivencial I (1974), de Jomard Muniz de Britto e Guilherme Coelho
FERNANDO CEZAR CORRÊA ESPOSITO NOEL DOS SANTOS CARVALHO O DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA BRASILEIRA COMO PRÁTICA ECONÔMICA E DE LIBERDADE
FILIPE PAROLIN DE SOUZA FRANCISCO ELINALDO TEIXEIRA “CHICK FOWLE, O SENSEI DO CINEMA.”
Um estudo sobre a sua cinematografia e as contribuições para o cinema brasileiro
GABRIEL BUENO LISBOA IGNACIO DEL VALLE DÁVILA De Revoluções Marxistas a “Estratégias de Tensão”: Orientações políticas no cinema popular italiano CAPES/DS
HENRIQUE RODRIGUES MARQUES KARLA ADRIANA MARTINS BESSA DISTOPIA E BABADO: A ficção especulativa como ferramenta ativista no cinema queer brasileiro contemporâneo CAPES/DS
JOANA HENRY LEMOS ERNESTO GIOVANNI BOCCARA Cinema e Teatro, produção artística em Aelita, A rainha de Marte
LAÍS DE LORENÇO TEIXEIRA KARLA ADRIANA MARTINS BESSA “Yo” Feminino – Primeira Pessoa das Mulheres no Documentário Latino-Americano CAPES/DS
LETÍCIA MOREIRA DE OLIVEIRA MARCIUS CÉSAR SOARES FREIRE Continuidades e Rupturas da Colonialidade em Pantera Negra: Uma leitura a partir da Crítica Decolonial
LUCAS HOSSOE GOMES PEDRO MACIEL GUIMARÃES JÚNIOR Perspectivas históricas, políticas e estéticas entre o melodrama e a homossexualidade masculina no cinema brasileiro
LUIZ FELIPE ROCHA BAUTE PEDRO MACIEL GUIMARÃES JÚNIOR Ideias Trágicas no Western Contemporâneo: uma análise de Onde Os Fracos Não Têm Vez CAPES/DS
LUÍZA ZAIDAN GRANATO PEDRO MACIEL GUIMARÃES JÚNIOR O Cinema do encontro: Encenação, auto-representação e auto-mise-en-scène no documentário de Eduardo Coutinho CAPES/DS
MARIANI CAROLINA DE LIMA NOEL DOS SANTOS CARVALHO Como se dão as relações hierárquicas e simbólicas durante a produção cinematográfica no Brasil? CAPES/DS
NATASHA ROBERTA DOS SANTOS RODRIGUES GILBERTO ALEXANDRE SOBRINHO Que “negro” é esse no Cinema Negro brasileiro?
REGINALDO DO CARMO AGUIAR FRANCISCO ELINALDO TEIXEIRA Ôrí e a representação da modernidade negra nos anos 1970
ROGERIO EDUARDO MOREIRA PEREIRA PEDRO MACIEL GUIMARÃES JÚNIOR La Parole Vivante – A Poética do Ator no cinema de Eugène Green
Aluno: Orientador: Título: Financiamento:
CORACI BARTMAN RUIZ GILBERTO ALEXANDRE SOBRINHO Estratégias de Resistência: autobiografias audiovisuais como tecnologias de produção de gênero e sexualidade CAPES/DS
DANIELLE DE CARLA DIVARDIN FERNÃO VITOR PESSÔA DE ALMEIDA RAMOS O SEMINÁRIO DE CINEMA (1949-1969): PRIMEIRO CURSO REGULAR NO BRASIL VOLTADO A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA A INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA
DIEGO PACHECO DAMASCENO FERNÃO VITOR PESSÔA DE ALMEIDA RAMOS Trabalho de análise fílmica orientada a partir do conceito de figural de Lyotard CAPES/DS
FELIPE CORRÊA BOMFIM GILBERTO ALEXANDRE SOBRINHO O olhar descolonizado da tecnologia estética: fissuras e construções da imagem da pele escura no cinema CAPES/DS
GABRIEL COSTA CORREIA MARCIUS CÉSAR SOARES FREIRE As Bordas Porosas do Horror: Subgênero, Semiosfera e Transtextualidade na Obra de Dario Argento
GABRIEL HENRIQUE DE PAULA CARNEIRO FERNÃO VITOR PESSÔA DE ALMEIDA RAMOS Trajetórias do Moderno em São Paulo: o cinema paulista independente nos anos 1950 e 1960
GUSTAVO PADOVANI FERNÃO VITOR PESSÔA DE ALMEIDA RAMOS Propriedade Intelectual: uma análise dos modelos de negócios inovadores das produtoras audiovisuais brasileiras CAPES/DS
GÚRYVA CORDEIRO PORTELA PEDRO MACIEL GUIMARÃES JÚNIOR NO RASTRO DO SAMURAI: O Épico no trabalho de Toshiro Mifune CAPES/DS
INGRID HANNAH SALAME DA SILVA ALFREDO LUIZ PAES DE OLIVEIRA SUPPIA O Gênero científico no Brasil durante o período silencioso CAPES/DS
JULIANA ARAUJO SILVA MARCIUS CÉSAR SOARES FREIRE Le modernisme brésilien en littérature et le Cinema Novo: une recherche parallèle de la voix, de la musique et des chansons du peuple dans l’oeuvre de Leon Hirszman
LICIANE TIMOTEO DE MAMEDE FERNÃO VITOR PESSÔA DE ALMEIDA RAMOS O Percurso de valorização dos filmes do Cinema Marginal brasileiro CAPES/DS
LUCAS PROCÓPIO CAETANO ALFREDO LUIZ PAES DE OLIVEIRA SUPPIA Um bestiário indomável: o modo horrífico no cinema mundial contemporâneo CAPES/DS
MARIA CRISTINA COUTO MELO ALFREDO LUIZ PAES DE OLIVEIRA SUPPIA Propostas possível para o cinema independente no Brasil (1953-2001) FAPESP
MARIA NELI COSTA NEVES GILBERTO ALEXANDRE SOBRINHO Práticas religiosas populares no cinema de Nelson Pereira dos Santos, de 1974 a 1994 CAPES/DS
NATASHA ROMANZOTI ALFREDO LUIZ PAES DE OLIVEIRA SUPPIA Roteiro no cinema brasileiro: um percurso histórico e crítico CAPES/DS
RENAN PAIVA CHAVES CLAUDINEY RODRIGUES CARRASCO Som no cinema documentário FAPESP
THAÍS VANESSA LARA FÁBIO NAURAS AKHRAS A Cinemateca Brasileira e o patrimônio audiovisual: uma prática educativa um estudo sobre o programa Cine-Educação e o site banco de conteúdos culturais FAPESP
THÍFANI POSTALI JACINTO FÁBIO NAURAS AKHRAS Documentário de alteridades: um estudo sobre a explicitação da ética dialógica como chave para a representação social do Outro
VIVIANA ECHÁVEZ MOLINA MARCIUS CÉSAR SOARES FREIRE Relações entre cinema documentário contemporâneo e vigilância CAPES/DS